A Igreja no Brasil Tem um Novo Mapa: CNBB Lança as Diretrizes Gerais da Evangelização 2026-2032

Um documento construído com a Igreja

Na tarde de ontem, 17 de junho, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, foi lançado oficialmente o Documento 114 — as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032. O evento ocorreu no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Conferência.

O documento, aprovado durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB em abril deste ano, em Aparecida (SP), apresenta as orientações que irão inspirar e nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil pelos próximos seis anos, oferecendo referências pastorais para dioceses, padróquias, comunidades, movimentos e organismos eclesiais em todo o país.

Quatro anos de escuta e construção

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral.

Trata-se, portanto, de um documento que não nasce de cima para baixo, mas de um processo amplo de discernimento coletivo — o que lhe confere autoridade e legitimidade para orientar a Igreja brasileira neste período.

O que orienta as Diretrizes

As DGAE 2026-2032 oferecem à Igreja no Brasil um conjunto de princípios, prioridades e caminhos pastorais para os próximos seis anos. Entre os eixos que perpassam o documento estão a centralidade da evangelização, a formação de agentes pastorais, o compromisso com os pobres e excluídos, a sinodalidade, e a relação entre fé e cultura no contexto contemporâneo.

No mesmo Conselho Permanente, a CNBB aprovou a proposta de criação de um Grupo de Trabalho sobre Inteligência Artificial — sinal de que as Diretrizes precisarão ser aplicadas também em um contexto de profundas transformações tecnológicas e culturais.

Um chamado à formação

Documentos orientadores só produzem frutos quando há pessoas preparadas para implementá-los. A elaboração das DGAE reforça o que a Faculdade Vicentina sempre afirmou: a formação acadêmica, teológica e pastoral é insubstituível na vida da Igreja. Padres, religiosos, leigos e agentes pastorais que querem atuar com consistência neste novo período precisam de alicerces sólidos.

O portfólio de pós-graduações da Faculdade Vicentina — de Missiologia a Catecismo, de Liturgia a Formação de Formadores — foi pensado exatamente para oferecer esse alicerce.


Fontes:
CNBB — CNBB lança novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período 2026-2032
CNBB — Conselho Permanente da CNBB debate impactos da inteligência artificial, missão e campanhas da Igreja no Brasil

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