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Alunos da Filosofia participam de aula sobre cultura africana com Paulo Borges

Na última segunda-feira, 5 de novembro de 2018, os alunos do primeiro ano de Filosofia da Faculdade Vicentina receberam a visita de Nivaldo Santos Arruda, mais conhecido como Paulo Borges. O convidado possui especialização em História e Cultura Africana e Afro-brasileira, e Educação para Ações Afirmativas no Brasil. É graduado em Filosofia, membro da Comissão Executiva do Fórum de Educação e Diversidade Étnico-racial do Paraná (FPEDER) e fundador da Associação Cultural de Negritude e Ação Popular dos Agentes de Pastorais Negros (ACNAP).

Aula cultura africana 2Convidado pelo professor de Sociologia, André Langer, Paulo Borges conversou e expôs aos alunos vídeos com a temática da cultura africana e do movimento negro, apresentando a origem do movimento no Paraná, a relação da negritude com a religião – como elemento de religação do negro na sociedade – e o samba, música que consegue unir brancos e negros, e ainda sua história no Paraná.

No momento em que aberta a discussão, os discentes conversaram com o convidado sobre o sistema de cotas e sua relevância para tentar igualar as oportunidades, o preconceito que existe (às vezes, de forma velada) e a importância da conscientização sobre o movimento negro, sua luta para promover inclusão e sua cultura. Ao final, os discentes tiraram fotos com Paulo Borges.

O aluno Mateus Henrique Costa Silva escreveu um poema inspirado pela luta do movimento negro. Sou poema tem como base a exaltação do seu ser negro e de sua vivência como tal.


Sou negro

Sou chamado a escrever
Sobre os que antes de mim vieram.
Povo que usa dendê
E que se hoje sambam, foram eles que trouxeram.

Há quem não sente,
Nossa luta sem maldade
O povo negro entende
Que é preciso igualdade

Sou negro, filho de santo.
Mateus de Jesus ou de Oxalá?
Já falaram de Ogum,
Mas eu prefiro de Oyá
Minha cor lembra a luta,
De um povo que hoje é feliz.
Povo que sofreu no engenho
De gente que só ódio diz.

Quero deixar claro
Sou feliz e canto.
Minha cor é negra,
Serei resistência
Para não ouvir mais pranto.

Axé para quem é de axé.
Amém para quem é de amém.
Eu sigo um Deus que também é do negro
E nasceu marginalizado em Belém.