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Poder judiciário é tema do novo livro do professor Edimar Brígido

A Faculdade Vicentina comemora a publicação de mais um livro escrito por um integrante de seu corpo docente. Jean Calas: no tribunal da intolerância é de autoria do professor Edimar Brígido e faz parte da coleção “Grandes julgamentos da história”, coordenada por Luiz Eduardo Gunther e Marcelo Bueno Mendes.

“O que me motivou a escrever a obra foi o crescente ativismo judicial que estamos assistindo nos últimos anos, especialmente no Brasil. A obra demonstra que o judiciário, quando influenciado por forças políticas ou religiosas (como no caso de Jean Calas), acaba por promover o oposto à justiça”, conta o autor.

“A pesquisa histórica foi realizada em seis meses, em textos em francês do século XVIII. A análise e a construção da obra durou mais seis meses, totalizando um ano de trabalho”, relata Edimar.

O livro já está disponível no site da Juruá Editora. E a partir de agosto, também poderá ser encontrada nas principais livrarias da cidade.

Sinopse da obra

Como um trovão irrompendo na serenidade de um belo dia, Voltaire denunciou um caso de injustiça que dizimou uma família inteira e marcou a sociedade francesa, nas últimas décadas que precederam a Revolução de 1789.

Um caso seminal de julgamento e condenação de um inocente, sob o ardiloso manto do cumprimento da justiça, motivado pela intolerância, pelo fanatismo religioso e pelo clamor das massas que perversamente ocupavam as ruas em forma de protesto.

Nesse solo de horrores, onde muitas vezes prevalecem o obscurantismo e a superstição, em prejuízo da razão e do bom senso, o filósofo iluminista lança um forte manifesto em defesa da verdade, da tolerância universal, da liberdade individual e da justiça. Jean Calas, pequeno comerciante da cidade de Toulouse, foi condenado a pena capital no conturbado ano de 1762. Seu único crime, ao que tudo indica, foi professar uma fé diferente daquela que era professada pela maioria.

A obra encontra-se ancorada em uma análise filosófica que expõe a fragilidade do sistema de justiça francês, propondo uma reconstrução das imediações e das motivações que serviram de palco para o julgamento que resultou em um dos maiores erros judiciais da história moderna.

Sobre o autor

Edimar Brígido é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com Especialização em Ciências da Religião pela Facel, e Especialização em Filosofia com ênfase em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre e doutor em Filosofia pela mesma universidade. Atualmente, tem trabalhado com as disciplinas de Direito e Filosofia, Filosofia da Linguagem, Filosofia da Ciência, Filosofia da Natureza, Ética e Seminário de Pesquisa Científica.