Time de professores mestres e doutores com espírito inovador, compromisso ético e rica experiência no campo da educação são alguns dos diferenciais do curso de Filosofia da Faculdade Vicentina.

Prof. Luiz Balsan EntrevistaPara saber mais sobre esta graduação, confira a entrevista com o professor Dr. Luiz Balsan, que atua como professor da instituição desde 2000 e como coordenador do curso desde 2007.

Qual é o principal objetivo do curso de Filosofia da Faculdade Vicentina?

Prof. Luiz - Transcrevo aqui o objetivo geral descrito no projeto pedagógico do curso: formar pessoas com capacidade reflexiva acerca das grandes questões que envolvem a vida (ser humano, mundo, Deus e questões afins), promovendo consciência crítica e compromisso diante da realidade sociocultural brasileira e latino-americana, por meio do estudo e do diálogo com as grandes vertentes da Filosofia.

Quais são as principais habilidades que o aluno desenvolve ao longo dos 3 anos do curso de Filosofia da FAVI?

Prof. Luiz - Capacitação para um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos diversos campos do conhecimento; capacidade de desenvolver uma consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade sócio-histórica; capacidade para análise, interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos procedimentos da hermenêutica; compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais; percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal, ético e político; capacidade de relacionar o exercício da crítica filosófica com a promoção integral da cidadania e com o respeito à pessoa, dentro da tradição da defesa dos direitos humanos; abertura à pluralidade e ao entendimento multicultural; capacidade de compreender a pluralidade de métodos e procedimentos filosóficos e a de posicionar-se em relação a eles.

Na sua opinião, o que diferencia o curso de Filosofia da FAVI dos cursos de outras instituições? Qual é o ponto forte?

Prof. Luiz - Creio que o corpo docente seja o principal ponto forte. Além disso, a atenção que a Instituição tem para com seus discentes, que se manifesta nos diversos âmbitos acadêmicos: excelência do corpo docente (seja enquanto qualificação profissional, seja enquanto dedicação pedagógica); empenho na formação à pesquisa em vista do desenvolvimento da autonomia na busca e produção do conhecimento; constante diálogo com os diversos segmentos da Instituição em vista de uma melhoria constante na qualidade do ensino; constante atualização da biblioteca.

Que benefícios o estudo da filosofia pode trazer para a vida das pessoas? Mesmo aquelas que não desejam seguir carreira como pesquisadores ou docentes desta área, podem aproveitar o curso e aplicar os conhecimentos aprendidos em seu dia a dia?

Prof. Luiz - Na sociedade contemporânea, o indivíduo toma suas decisões com base nas suas convicções e, consequentemente, cada vez mais, diminuem os espaços para lideranças autoritárias. A filosofia é uma das áreas do saber que melhor desenvolve a capacidade de argumentar.
A sociedade contemporânea é decididamente pluralista e, por isso, a capacidade de entender o ponto de vista do outro torna-se condição fundamental para uma sadia convivência. Por estudar os maiores pensadores da humanidade, os quais desenvolveram suas ideias nas mais diversas situações socioculturais pelas quais a humanidade passou, ajuda sobremaneira a olhar para a realidade de forma ampla, a partir de diversos pontos de vista, sem absolutizar nenhum deles.

Em um mundo com tantas tecnologias e transformações rápidas, pode-se dizer que o curso de filosofia continua sendo atual? Por que?

Prof. Luiz - Jamais o ser humano se deparou com um desenvolvimento tecnológico semelhante ao que vemos hoje. Isto, porém, não o dispensa de responder a uma das perguntas que lhe é sempre crucial: qual é o sentido da vida? Segundo o psiquiatra norte americano Victor Frankl, a falta de sentido é um dos maiores dramas do homem contemporâneo. A filosofia tem como foco principal de sua reflexão justamente as questões existenciais mais fundamentais do ser humano: qual o sentido da vida, do sofrimento, da morte? O que é viver bem? Qual o caminho para a felicidade?

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Na noite do dia 7 de dezembro de 2018, nas dependências da Paróquia Santo Antônio de Orleans, em Curitiba, ocorreu a solenidade da conclusão de curso da turma Luiz Balsan, de Filosofia da Faculdade Vicentina.

A mesma se deu com a celebração da missa de ação de graças, presidida pelo diretor geral da FAVI, Pe. Ilson Luís Hubner, e concelebrada pelos demais padres das Casas de Formação.

Após a celebração eucarística, foi realizada a colação de grau e outorga dos novos bacharéis em filosofia. E na sequência, um delicioso jantar de comemoração.

“É de suma importância esse momento para a nossa faculdade, apresentando ao mundo acadêmico os seus novos filósofos, dispostos a comprometer-se em difundir e aperfeiçoar o conhecimento filosófico”, afirma o graduado Alisson Bruno Felipe Medeiros.

 

Com a colaboração do aluno Alisson Medeiros.

A edição 144 da Revista Filosofia Ciência & Vida, publicada recentemente pela Editora Escala, contou com a participação do professor Edimar Brígido, que integra o corpo docente da Faculdade Vicentina. Filosofia da Ciência foi o tema da entrevista, conduzida pelo filósofo Fábio Antonio Gabriel.

Edimar Brígido é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com Especialização em Ciências da Religião pela Facel, e Especialização em Filosofia com ênfase em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre e doutor em Filosofia pela mesma universidade. Atualmente, tem trabalhado com as disciplinas de Direito e Filosofia, Filosofia da Linguagem, Filosofia Política, Filosofia da Ciência, Filosofia da Natureza e Ética.

A seguir, confira parte da entrevista com o professor.

Revista Filosofia 1

O que é Filosofia da Ciência? De que trata?

Prof. Edimar - Tomando a Filosofia em seu conjunto milenar, percebemos que a Filosofia da Ciência é uma área relativamente nova na tradição filosófica ocidental, que se dedica, basicamente, a investigar de forma crítica os fundamentos e os limites do saber e da prática científica. Seu campo investigativo encontra-se nucleado em torno das discussões que envolvem o valor da ciência para a vida humana, a responsabilidade moral dos cientistas, bem como o impacto que as pesquisas e todo o desenvolvimento tecnológico podem representar para as pessoas, para o futuro e para o mundo como um todo. Na verdade, consideramos que a Filosofia da Ciência é uma proposta de reflexão a respeito da relação existente entre o poder, o dever e o saber que permeiam as práticas da comunidade científica.

Toda essa problemática ganha relevos mais significativos a partir do início do século XVII, quando, na Europa, começamos a observar um crescente otimismo com relação ao  desenvolvimento científico. Com o advento do que se convencionou denominar de “Revolução Científica”, a ciência moderna desenvolveu uma linha de pesquisa pautada pelas exigências da autonomia e do rigor, passando a concentrar seus esforços no incremento de um método próprio e original, capaz de solucionar todos os mistérios, encontrando respostas para as mais diversas aporias que envolvem a vida da humanidade.

Se tomarmos como base de comparação os séculos que antecederam o setecentos, observaremos que os estudos antigos e medievais que existiam nas mais diversas searas do conhecimento estavam sempre permeados pelo discurso filosófico e, posteriormente, pelo teológico. Neste sentido, a filosofia e a ciência encontravam-se misturadas em uma mesma fórmula profundamente homogênea; raramente era possível distinguir uma da outra.  A ciência não possuía um método próprio, permanecendo dependente dos esforços e dos estudos realizados por filósofos e teólogos. As mudanças mais significativas neste panorama só foram registradas a partir do momento em que há, na Modernidade, uma ruptura entre a ciência e a filosofia. O litígio entre ambas propiciou o nascimento de um novo e fértil campo de estudos na filosofia, o qual, mais tarde, passamos a denominar de Filosofia da Ciência.  Para ser mais exato, só podemos falar de uma Filosofia da Ciência, no sentido stricto, a partir do final do século XIX, a partir de uma querela entre os pensadores ingleses William Whewell e John Stuart Mill.

Podemos falar em progresso científico ou ruptura de paradigmas científicos?

Prof. Edimar - Essa questão não é fácil de responder. Existem diferentes interpretações a esse respeito. Eu acredito em uma posição intermediária capaz de dialogar com as duas perspectivas, respeitando suas particularidades. Vou explicar. O conhecimento produzido pela ciência progride, isso é um fato e pode ser atestado pela tecnologia que faz parte do dia a dia de todos nós. A física que Aristóteles elaborou perdurou por mais de vinte séculos de forma hegemônica, sendo substituída, não em sua totalidade, somente pela física de Newton. Houve um progresso, isto é evidente. Neste processo, algumas coisas herdadas de teorias anteriores são descartadas e outras aperfeiçoadas. Desta forma, a ciência progride e possibilita uma revisão contínua de suas fontes de informação e inspiração. Thomas Kuhn prefere utilizar a ideia de paradigmas. Se concordarmos com ele, então cada grande teoria científica terá uma vigência e, ao atingir seu limite, não respondendo mais aos anseios da comunidade científica, deverá ser naturalmente substituída por uma outra teoria (ou paradigma) mais adequada. Os paradigmas tornam a ciência menos estável, uma vez que suscitam uma  revisão constante das bases de pesquisa, mas, por outro lado, tornam a ciência mais confiável, evitando dogmatismos extremos.

Como filósofo você entende que é possível falar em uma neutralidade da ciência?

Prof. Edimar - Veja bem, são duas coisas diferentes, embora estejam convergidas para um mesmo fenômeno. Primeiro podemos pensar na neutralidade do operador da ciência; depois, podemos discutir a possibilidade da neutralidade da ciência em si. Deste modo, temos que considerar que o mundo da ciência aspira pela neutralidade e pela objetividade, isso é certo. Todavia, temos que considerar que mesmo o mais imparcial dos cientistas é sempre um indivíduo que está sujeito às mais variadas fontes externas e internas de motivação. O cientista é um ser humano, possui crenças, preconceitos e sentimentos. Desse modo, a neutralidade deve ser compreendida como um ideal a ser perseguido, embora, como sabemos, nem sempre seja alcançada. A ciência, no meu entendimento, não é um saber neutro. Existem motivações de ordem econômica e política que interferem de modo radical na determinação do que será pesquisado. Para comprovar o que estamos falando basta verificar o poder que as indústrias farmacêuticas têm. Elas decidem, por meio do financiamento de pesquisa, quais doenças serão investigadas, tendo em vista uma possível terapia ou cura. Um outro exemplo clássico nos é revelado pela história. A energia nuclear poderia ser utilizada para o bem da humanidade, mas a decisão do uso que seria feito dessa tecnologia coube a quem financiou a pesquisa.

A filosofia da ciência se relaciona com a bioética? Se sim, em quais aspectos? Quais seriam os autores de relevância no aspecto da bioética?

Revista Filosofia 4Prof. Edimar - Sim, há uma relação verdadeira e cada vez mais necessária entre a Filosofia da Ciência e a Bioética. Essa relação se justifica, em grande parte, devido ao avanço científico e tecnológico presenciado no decorrer do século passado, o qual ocasionou uma nova forma de organização das relações do homem em sociedade. Por um lado, a ciência tornou a vida mais “fácil”, investindo em equipamentos que tornaram os afazeres do cotidiano mais acessíveis e mais rápidos. Além disso, a comunicação se desenvolveu com uma velocidade incrível. A internet alterou de forma definitiva as relações entre as pessoas. Por outro lado, todo esse aparente “avanço” não foi capaz de evitar guerras e destruição. O Nazismo protagonizou uma das cenas mais difíceis da história recente, provocando o homem a uma verdadeira reflexão a respeito dos limites da pesquisa científica. É neste ínterim que nasce a Bioética, como resposta ao graves crimes cometidos contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial. Oficialmente a “Ética da Vida” nasce na década de 70, nos Estados Unidos, trata-se de uma reflexão a respeito dos impactos que o avanço das ciências biológicas, especialmente a medicina, podem surtir sobre a vida. A finalidade desse estudo consiste em confrontar o poder da ciência com o dever e a responsabilidade moral que o cientista precisa ter para com o ser humano em sua integralidade.

Questões como clonagem humana, pesquisa com animais, pesquisas com seres humanos, fertilização in-vitro, células tronco, criogenia e alimentos transgênicos tornaram-se realidade nos dias atuais. Porém, a questão que se levanta é a seguinte: será que tudo aquilo que a ciência pode fazer (porque tem poder para isso), ela deve fazer? Esse é o questionamento proposto pela Bioética, e que encontra terreno fértil para debate entre os filósofos que se dedicam ao estudo da ciência. Estamos falando dos limites da pesquisa científica. Quais seriam esses limites? O filósofo é quem apresenta estes questionamentos, propondo um olhar mais atento e mediato acerca de questões vitais. Entre os grandes nomes da bioética, podemos destacar: D. Roy, Guy Durant, W. Reich, Onora O’niall e Van R. Potter. Este último pesquisador (Potter), inclusive, é o autor de um dos artigos mais importantes nessa área, intitulado: Bioethics, bridge to the future.

Com a tese intitulada “Análise narrativa da transgressão em Cades (Nm 13-14): função literária na unidade e na composição do Pentateuco”, o professor Fabrizio Zandonadi Catenassi, da Faculdade Vicentina, concluiu seu doutorado, no dia 9 de novembro – mais uma conquista celebrada pelo corpo docente da instituição em 2018.

O doutorado foi cursado no Programa de Pós-graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), pela linha de pesquisa chamada "Análise e interpretação da Sagrada Escritura". O trabalho foi orientada pelo Dr. Vicente Artuso, um dos maiores pesquisadores de Pentateuco do país.

Defesa prof. Fabrizio 2Além do orientador, participaram da banca de avaliação: Dr. Matthias Grenzer (PUC-SP), Dr. Antonio Gusso (PUCPR e Faculdade Batista do Paraná), Dr. Ildo Perondi (PUCPR) e Dr. Luiz Rossi (PUCPR).

“O texto é uma aplicação da linguística a dois capítulos do livro de Números, que retratam a condenação dos israelitas à peregrinação de 40 anos pelo deserto. Com isso, busquei compreender os traços literários do texto e, também, como ele foi estruturado em sua forma final, em um período de grandes conflitos na história de Israel”, explica o novo doutor.

O tema escolhido para a pesquisa, relacionado à formação do Pentateuco, é um desafio para a investigação contemporânea da Sagrada Escritura. “Não conseguimos reproduzir o período e a forma com que ele ganhou sua estrutura atual. Minha tese foi uma tentativa de iluminar a formação do Pentateuco, propondo que o livro de Números foi o último do conjunto a ser organizado e que a passagem que estudei, Nm 13-14, estava na base do livro. Demonstrei que, provavelmente, foi a  primeira narrativa a ser estruturada no quarto rolo do Pentateuco, estabelecendo uma forte conexão com os anteriores e posteriores. Grande parte do mérito da tese recaiu em aplicar a linguística à análise da Bíblia, revelando os interesses literários e teológicos da última organização do Pentateuco, legitimando duas correntes teológicas que predominavam no segundo período persa, a sacerdotal e a deuteronomista”, relata Fabrizio.

Resumo da tese

A perícope de Nm 13–14, que narra o envio dos exploradores a Canaã, uma rebelião de grandes proporções em Cades e o consequente castigo aos israelitas de peregrinar quarenta anos no deserto, era considerada classicamente um paradigma da combinação do modelo quadripartido de J. Wellhausen. Com a crise da teoria documentária, novos métodos foram usados para explicar Nm 13–14, contudo, ainda não havia sido conduzida uma análise narrativa do texto, que poderia iluminar as recentes discussões sobre a formação do Pentateuco, especialmente quanto ao projeto literário que confere à Torá sua forma final. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi realizar uma análise estilístico-narrativa de Nm 13–14 à luz da unidade de Números e da construção do Pentateuco. Utilizou-se metodologicamente a análise narrativa, além da crítica da redação do texto. Foi discutida a estrutura de Nm 13–14, uma vez que a complexidade do texto levou a propostas variadas ao longo do tempo, seguida da análise narrativa das diferentes seções de Nm 13–14, com uma discussão da organização do enredo e de elementos estilístico-narrativos de cada uma. Finalmente, foi estudada a composição da perícope à luz da formação de Números, tomando como pressuposto a construção tardia do livro, em conjunto com a organização da Torá, reunindo materiais diversos em diálogo com um Triateuco e um Deuteronômio, que já tinham alcançado status proto-canônico. Quanto à narratividade, destaca-se: uma retórica narrativa construída com esmero (jogos de palavras, escolha de vocabulário, paralelismos e inspiração em duas cenas-tipo), valorizando a natureza divina da exploração e conquista; Josué e Caleb foram inseridos com papel fundamental no enredo, mas subordinados a Moisés; Moisés é colocado em uma posição privilegiada como porta-voz das ordens de Yhwh, tornando a desobediência uma transgressão a Yhwh; a presença de um tímido vocabulário sacerdotal e a valorização de Aarão. O texto destaca a necessidade da obediência para a tomada da terra, além da insistência na descendência e na legitimação da autoridade de Moisés e Aarão. Quanto à composição, Nm 13–14, pressupõe e interpreta outros textos; foi colocado como o centro dos conflitos de murmuração, provavelmente, sendo a origem da construção das tradições do deserto, do tipo Fortschreibung. Os elementos estilístico-narrativo levantados foram encontrados em textos do Triateuco, do Deuteronômio e da História Deuteronomista, muitas vezes, com ocorrência ímpar em Nm 13–14. Pode-se dizer que Nm 13–14 é um tipo de antologia, que reúne textos antigos e pós-exílicos, estabelecendo conexões literárias e teológicas com textos sacerdotais e deuteronomistas, refletindo o contrato que se estabeleceu entre essas correntes na construção do Pentateuco. Contudo, a transgressão em Cades parece refletir a prevalência da teologia de uma corrente sacerdotal, que quer submeter a História Deuteronomista à obediência da Torá.

Leia mais

Em agosto, o professor Fabrizio lançou o livro Paulo: contextos e leituras. Para saber mais sobre esta outra obra de pesquisa, clique aqui.

Foto: Freepik

>>> INSCRIÇÕES ABERTAS PARA TURMA DE 2019 <<<

Apresentação

A pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Instituições Religiosas da Faculdade Vicentina apresenta uma formação especializada para aqueles que estão envolvidos com a tarefa de administrar, assessorar, planejar e conduzir atividades em instituições com um cunho social ou religioso, como igrejas, dioceses e arquidioceses, sociedades religiosas, hospitais, colégios, instituições de ensino superior, institutos de caridade e assistência social e outras obras semelhantes.

Diante dos desafios que se apresentam na área da administração nos dias de hoje, o curso foi planejado para proporcionar capacitação nas várias áreas da gestão. Entre elas: gestão financeira, gestão contábil, gestão de pessoas, gestão do patrimônio, contratos e responsabilidade civil, tecnologia da informação e comunicação social. O curso é focado no contexto em que estão inseridas as instituições sociais ou religiosas, relacionando as teorias acadêmicas e profissionais e as necessidades destas instituições, com princípios de transparência, coerência e responsabilidade, atendendo a uma exigência social e ética.

Por que fazer este curso?

Pós Gestão 2A Faculdade Vicentina oferece cursos de graduação e pós-graduação fundamentados em mais de 50 anos de tradição em educação de qualidade, com um histórico de formação de pessoas para o serviço da Igreja. Nesta trajetória, a FAVI identificou, nas instituições religiosas e afins, uma carência de colaboradores preparados nas áreas contábil, financeira de recursos humanos e gestão de pessoas, bem como uma falta de oportunidades para esclarecimentos práticos adaptados à realidade deste público – não somente para atender à exigências do Estado, mas também para garantir a sustentabilidade da missão de cada obra.

Atenta às demandas e comprometida com o diálogo constante entre teoria e prática, a equipe acadêmica pretende fornecer aos estudantes: melhor preparo frente às exigências contábeis e de legislação; segurança na administração de patrimônio; desenvolvimento de habilidades para a gestão de equipe e de conflitos; fundamentação para administração à luz dos documentos da Igreja (por exemplo, o Acordo Brasil-Santa Sé); além de atualização permanente. Desta forma, a Faculdade Vicentina tem o intuito de contribuir na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Objetivos do curso

  • Desenvolver habilidades de gestão econômica, financeira, contábil e patrimonial das instituições.
  • Contribuir para o desenvolvimento das capacidades de administrar pessoas, motivá-las, organizar grupos e formar lideranças.
  • Desenvolver habilidades de análise, planejamento e execução de projetos e obras ligadas a instituições religiosas.
  • Capacitar os participantes para utilização das metodologias de comunicação social, em especial com o uso das novas tecnologias.
  • Desenvolver conhecimentos de questões jurídicas nos campos trabalhista, previdenciário, tributário e de gestão de contrato.
  • Habilitar os participantes para gestão de instituições que trabalham com filantropia.
  • Capacitar as pessoas envolvidas em projetos de cunho social e religioso para obtenção de recursos.
  • Esclarecer tópicos sobre voluntariado e terceirização de trabalhos.

Público-alvo

Colaboradores, sacerdotes, religiosas(os) ou leigas(os), advogados, contadores, administradores e gestores de organizações religiosas, captadores de recursos, responsáveis por gerir as entidades religiosas e estudantes destas áreas, além de interessados no assunto.

Duração do curso

O curso terá 360 horas de formação, com 20 meses de duração.

Investimento

20 x R$ 443*

*A instituição se reserva ao direito de somente abrir turmas no caso de atingir o número mínimo de alunos.

Coordenação

Padre Edson Friedrichsen

Cronograma

As aulas estão previstas para o terceiro final de semana de cada mês, tendo início nos dias 17 e 18 de maio de 2019.

Local do curso

Faculdade Vicentina
Av. Jaime Reis, 531A - São Francisco
Curitiba (PR) - CEP: 80510-010

 

>>> FAÇA SUA INSCRIÇÃO

A Faculdade Vicentina disponibiliza vagas para dois cursos de graduação: bacharelado em Filosofia e bacharelado em Teologia, ambos com aulas no período matutino e conceito 4 obtido no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O aluno Patrick Henrique Vaz, que está concluindo a graduação, deu um depoimento sobre sua trajetória de estudo no curso de Filosofia da FAVI.

O aluno Felipe Teider de Godoi, do primeiro ano de Filosofia, tem um recado para quem está pensando se participa ou não do Vestibular da FAVI.

Neste vídeo, o aluno Forlan Machado explica a importância do estudo da Teologia em sua vida e como os ensinamos adquiridos na Faculdade Vicentina fazem diferença nas ações que ele desempenha como missionário leigo.

Confira também o depoimento emocionado da aluna Eliane Dalla Vequia Brekailo, que conta como foi sua trajetória até entrar na faculdade e como o curso de Teologia tem sido importante em sua vida e da comunidade.


Ainda dá tempo de se inscrever para o Vestibular de Verão da FAVI. Clique aqui para saber mais.

A época de avaliação dos trabalhos de conclusão de curso é um momento de particular importância para os bacharelados da Faculdade Vicentina. Como fechamento da graduação, representa o auge da trajetória de aprendizados vivenciados pelos alunos ao longo dos anos de formação. Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2018, 22 discentes da Filosofia apresentaram suas monografias.

“Enquanto a licenciatura está voltada para o ensino, o bacharelado se caracteriza essencialmente pela formação à pesquisa. É por isso que a matriz curricular do curso contempla cinco disciplinas específicas que visam a formação teórica e prática, abordando as diversas fases da pesquisa, como a seleção da bibliografia; leitura, compreensão e interpretação; coleta de informações; reflexão e construção do texto; comunicação oral e escrita”, explica o professor Dr. Luiz Balsan, coordenador da graduação em Filosofia.

“Todo esse processo é acompanhado por professores com preparação específica na área o que favorece uma adequada qualificação dos docentes. As apresentações das monografias desse ano se alinham às dos anos anteriores e demonstram o amadurecimento dos discentes e sua autonomia no campo da pesquisa e produção de conhecimento”, afirma o coordenador.

Confira a lista dos trabalhos apresentados em 2018.

Monografias 1

Monografias 2

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