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Seguindo as atividades previstas no calendário acadêmico, a Faculdade Vicentina realizou, nesta sexta-feira (7 de dezembro) pela manhã, as reuniões de professores do curso Propedêutico e do bacharelado em Filosofia.

Foi um momento de avaliar o período letivo que se encerra e de preparação para o próximo ano, a partir das experiências vividas em sala de aula e das reflexões compartilhadas pela equipe.

Após as reuniões, o corpo docente e os funcionários da FAVI participaram de um almoço de confraternização de final de ano.

 

A Faculdade Vicentina disponibiliza vagas para dois cursos de graduação: bacharelado em Filosofia e bacharelado em Teologia, ambos com aulas no período matutino e conceito 4 obtido no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O aluno Patrick Henrique Vaz, que está concluindo a graduação, deu um depoimento sobre sua trajetória de estudo no curso de Filosofia da FAVI.

O aluno Felipe Teider de Godoi, do primeiro ano de Filosofia, tem um recado para quem está pensando se participa ou não do Vestibular da FAVI.

Neste vídeo, o aluno Forlan Machado explica a importância do estudo da Teologia em sua vida e como os ensinamos adquiridos na Faculdade Vicentina fazem diferença nas ações que ele desempenha como missionário leigo.

Confira também o depoimento emocionado da aluna Eliane Dalla Vequia Brekailo, que conta como foi sua trajetória até entrar na faculdade e como o curso de Teologia tem sido importante em sua vida e da comunidade.


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Com a tese intitulada “Análise narrativa da transgressão em Cades (Nm 13-14): função literária na unidade e na composição do Pentateuco”, o professor Fabrizio Zandonadi Catenassi, da Faculdade Vicentina, concluiu seu doutorado, no dia 9 de novembro – mais uma conquista celebrada pelo corpo docente da instituição em 2018.

O doutorado foi cursado no Programa de Pós-graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), pela linha de pesquisa chamada "Análise e interpretação da Sagrada Escritura". O trabalho foi orientada pelo Dr. Vicente Artuso, um dos maiores pesquisadores de Pentateuco do país.

Defesa prof. Fabrizio 2Além do orientador, participaram da banca de avaliação: Dr. Matthias Grenzer (PUC-SP), Dr. Antonio Gusso (PUCPR e Faculdade Batista do Paraná), Dr. Ildo Perondi (PUCPR) e Dr. Luiz Rossi (PUCPR).

“O texto é uma aplicação da linguística a dois capítulos do livro de Números, que retratam a condenação dos israelitas à peregrinação de 40 anos pelo deserto. Com isso, busquei compreender os traços literários do texto e, também, como ele foi estruturado em sua forma final, em um período de grandes conflitos na história de Israel”, explica o novo doutor.

O tema escolhido para a pesquisa, relacionado à formação do Pentateuco, é um desafio para a investigação contemporânea da Sagrada Escritura. “Não conseguimos reproduzir o período e a forma com que ele ganhou sua estrutura atual. Minha tese foi uma tentativa de iluminar a formação do Pentateuco, propondo que o livro de Números foi o último do conjunto a ser organizado e que a passagem que estudei, Nm 13-14, estava na base do livro. Demonstrei que, provavelmente, foi a  primeira narrativa a ser estruturada no quarto rolo do Pentateuco, estabelecendo uma forte conexão com os anteriores e posteriores. Grande parte do mérito da tese recaiu em aplicar a linguística à análise da Bíblia, revelando os interesses literários e teológicos da última organização do Pentateuco, legitimando duas correntes teológicas que predominavam no segundo período persa, a sacerdotal e a deuteronomista”, relata Fabrizio.

Resumo da tese

A perícope de Nm 13–14, que narra o envio dos exploradores a Canaã, uma rebelião de grandes proporções em Cades e o consequente castigo aos israelitas de peregrinar quarenta anos no deserto, era considerada classicamente um paradigma da combinação do modelo quadripartido de J. Wellhausen. Com a crise da teoria documentária, novos métodos foram usados para explicar Nm 13–14, contudo, ainda não havia sido conduzida uma análise narrativa do texto, que poderia iluminar as recentes discussões sobre a formação do Pentateuco, especialmente quanto ao projeto literário que confere à Torá sua forma final. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi realizar uma análise estilístico-narrativa de Nm 13–14 à luz da unidade de Números e da construção do Pentateuco. Utilizou-se metodologicamente a análise narrativa, além da crítica da redação do texto. Foi discutida a estrutura de Nm 13–14, uma vez que a complexidade do texto levou a propostas variadas ao longo do tempo, seguida da análise narrativa das diferentes seções de Nm 13–14, com uma discussão da organização do enredo e de elementos estilístico-narrativos de cada uma. Finalmente, foi estudada a composição da perícope à luz da formação de Números, tomando como pressuposto a construção tardia do livro, em conjunto com a organização da Torá, reunindo materiais diversos em diálogo com um Triateuco e um Deuteronômio, que já tinham alcançado status proto-canônico. Quanto à narratividade, destaca-se: uma retórica narrativa construída com esmero (jogos de palavras, escolha de vocabulário, paralelismos e inspiração em duas cenas-tipo), valorizando a natureza divina da exploração e conquista; Josué e Caleb foram inseridos com papel fundamental no enredo, mas subordinados a Moisés; Moisés é colocado em uma posição privilegiada como porta-voz das ordens de Yhwh, tornando a desobediência uma transgressão a Yhwh; a presença de um tímido vocabulário sacerdotal e a valorização de Aarão. O texto destaca a necessidade da obediência para a tomada da terra, além da insistência na descendência e na legitimação da autoridade de Moisés e Aarão. Quanto à composição, Nm 13–14, pressupõe e interpreta outros textos; foi colocado como o centro dos conflitos de murmuração, provavelmente, sendo a origem da construção das tradições do deserto, do tipo Fortschreibung. Os elementos estilístico-narrativo levantados foram encontrados em textos do Triateuco, do Deuteronômio e da História Deuteronomista, muitas vezes, com ocorrência ímpar em Nm 13–14. Pode-se dizer que Nm 13–14 é um tipo de antologia, que reúne textos antigos e pós-exílicos, estabelecendo conexões literárias e teológicas com textos sacerdotais e deuteronomistas, refletindo o contrato que se estabeleceu entre essas correntes na construção do Pentateuco. Contudo, a transgressão em Cades parece refletir a prevalência da teologia de uma corrente sacerdotal, que quer submeter a História Deuteronomista à obediência da Torá.

Leia mais

Em agosto, o professor Fabrizio lançou o livro Paulo: contextos e leituras. Para saber mais sobre esta outra obra de pesquisa, clique aqui.

A partir da ciência teológica, pode-se ressignificar a realidade atual e a busca pelo sentido da vida, em meio a tantas mudanças e verdades líquidas de nossa época. O curso de Teologia da Faculdade Vicentina é aberto a qualquer pessoa que possua o Ensino Médio completo, seja ela pertencente a alguma ordem religiosa ou não.

Para saber mais sobre esta graduação, confira a entrevista com o Pe. Ilson Luís Hubner, diretor geral da FAVI, que atua como professor da instituição há 10 anos e exerceu o cargo de coordenador do curso de Teologia nos últimos quatro.

Quais são os objetivos do curso de Teologia da Faculdade Vicentina?

Pe. Ilson - Quando falamos em Teologia, temos que pensar em uma Teologia atual, contemporânea. Não podemos pensar ou fazer uma Teologia manualista, como nos séculos passados, que se manteve alheia às principais questões culturais e filosóficas, bem como no campo político-social. Desta forma, um dos principais objetivos do nosso curso de Teologia é a capacidade de dialogar com a modernidade, vivendo as inseguranças e incertezas próprias do tempo presente, ciente da pluralidade dos tempos atuais.

Apesar de ser um curso fundamentado na orientação cristã-católica, está aberto a todas as pessoas de diversas concepções religiosas, o que nos enriquece no diálogo inter-religioso.

Como objetivo final, nosso curso quer formar pessoas com a capacidade de refletir, a partir da Teologia, sobre questões fundamentais para a vida, para o ser humano, mundo, criação, Trindade… Promovendo, assim, uma consciência crítica e comprometida de forma ética e religiosa no mundo atual, em suas comunidades de vivência e fé.

Quais são as principais habilidades que o aluno desenvolve ao longo dos oito semestres de curso?

Pe. Ilson - Capacidade para refletir, a partir do ponto de vista teológico, os grandes problemas e desafios apresentados pela sociedade contemporânea. Capacidade de compreender e partilhar de forma sistemática os aspectos fundamentais da fé. Capacidade de analisar, interpretar textos teológicos, seguindo os procedimentos da hermenêutica. Dialogar com diferentes áreas de conhecimento, que a partir de seus próprios métodos e óticas, buscam compreender o ser humano e sua realidade e relações sociais. Postura para assumir atitudes e abordagens que defendam e valorizem o ser humano, criatura de Deus. Capacidade de compreender e se posicionar de forma positiva diante da pluralidade e da forma multicultural em que vive e se expressa a humanidade hoje.  

Na sua opinião, qual é o ponto forte do curso de Teologia da FAVI?

Pe. Ilson - O que nos destaca é nosso quadro de professores comprometidos em fazer Teologia a partir da realidade atual da Igreja. Pensando no nosso compromisso cristão e no papel que temos em formar futuras lideranças, tanto leigas quanto religiosas, comprometidas com a verdade e a força do Evangelho, baseando-se em uma evangelização que anuncie a boa notícia e denuncie as opções contrárias ao Evangelho que se apresentam como falsas verdades, em fidelidade à Igreja.

Que benefícios o estudo da Teologia pode trazer para a vida das pessoas? Mesmo aquelas que não desejam seguir carreira como pesquisadores ou docentes desta área, podem aproveitar o curso e aplicar os conhecimentos aprendidos em seu dia a dia?

Pe. Ilson - A Teologia busca nos aproximar de Deus e compreender seu projeto salvífico. Realmente, a Teologia tem que ser vivencial, passa pela nossa história pessoal e comunitária. Fazer Teologia é encontrar-se com o sentido da nossa existência como criaturas de Deus. Todos que estudam Teologia podem e irão usá-la na caminhada pastoral, compreendendo e atualizando o mistério da Encarnação de Jesus Cristo.

Em um mundo com tantas tecnologias e transformações rápidas, pode-se dizer que o curso de Teologia continua sendo atual?

Pe. Ilson - Sim, sempre atual, pois há a necessidade de ajudar a sociedade a fazer escolhas em defesa da vida e da dignidade da pessoa, que é imagem e semelhança de Deus. Todos os temas pertinentes à pessoa e à criação, no todo, dizem respeito à Teologia. Em uma sociedade sem parâmetros, sem limites éticos e morais, perde-se a capacidade de convivência e de viver em sociedade. E a Teologia, a partir da experiência da fé, da Revelação, busca ajudar a humanidade a se encontrar como criatura de Deus, mostrando caminhos a serem trilhados, dialogando com as diferentes ciências e crenças.


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Assembleia CAVIF 2No dia 27 de setembro de 2018, os alunos dos cursos de: Propedêutico, Filosofia e Teologia se reuniram na sala 3 da Faculdade Vicentina, para uma Assembleia Geral convocada pelo Centro Acadêmico Trinitates. Também se fizeram presentes o professor Ms. Pe. Ilson Luís Hubner, diretor geral da FAVI; o professor Dr. Luiz Balsan, coordenador do curso de Filosofia; e um representante da União Paranaense dos Estudantes (UNE).

Em pauta, teve-se uma devolutiva sobre o primeiro Simpósio unificado entre Teologia e Filosofia (XXXIX Simpósio de Filosofia e do V Simpósio de Teologia), com destaque para a apresentação da reportagem feita pela TV Evangelizar sobre o evento. Nesta Assembleia, também foi solicitado aos presentes que, por meio do correio eletrônico do Centro Acadêmico Trinitates (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), enviem sugestões a respeito da próxima confraternização dos alunos, evento que se dá anualmente.

Entretanto, o ápice deste encontro se deu com a apresentação do novo Estatuto, portador das regras para a representatividade dos discentes junto ao corpo docente e diretivo da faculdade.

Assembleia CAVIF 3Visando uma maior abrangência em relação aos alunos, o novo estatuto unificou sob uma mesma representatividade acadêmica, com a aprovação unânime de todos os participantes, os cursos de: Propedêutico, bacharelado em Filosofia e bacharelado em Teologia.

Devido a esta unificação, num marco histórico para a Faculdade Vicentina e toda a comunidade acadêmica, nas próximas eleições para o corpo representante dos estudantes serão encerradas as atividades do Centro Acadêmico de Filosofia (CAVIF), sendo este substituído pelo Diretório Acadêmico da Faculdade Vicentina (D.A.- FAVI).

 

Colaboração: Patrick Henrique Vaz

A época de avaliação dos trabalhos de conclusão de curso é um momento de particular importância para os bacharelados da Faculdade Vicentina. Como fechamento da graduação, representa o auge da trajetória de aprendizados vivenciados pelos alunos ao longo dos anos de formação. Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2018, 22 discentes da Filosofia apresentaram suas monografias.

“Enquanto a licenciatura está voltada para o ensino, o bacharelado se caracteriza essencialmente pela formação à pesquisa. É por isso que a matriz curricular do curso contempla cinco disciplinas específicas que visam a formação teórica e prática, abordando as diversas fases da pesquisa, como a seleção da bibliografia; leitura, compreensão e interpretação; coleta de informações; reflexão e construção do texto; comunicação oral e escrita”, explica o professor Dr. Luiz Balsan, coordenador da graduação em Filosofia.

“Todo esse processo é acompanhado por professores com preparação específica na área o que favorece uma adequada qualificação dos docentes. As apresentações das monografias desse ano se alinham às dos anos anteriores e demonstram o amadurecimento dos discentes e sua autonomia no campo da pesquisa e produção de conhecimento”, afirma o coordenador.

Confira a lista dos trabalhos apresentados em 2018.

Monografias 1

Monografias 2

No dia 14 de novembro, quarta-feira, os integrantes do Centro Acadêmico de Filosofia da Faculdade Vicentina (CAVIF) reuniram-se com a presidenta da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Izabela Marinho.

O encontro teve como finalidade discutir a relação entre a representatividade interna dos alunos da FAVI com as outras entidades representativas dos estudantes. O Conselho Diretivo do CAVIF convidou Izabela, representando a União Nacional dos Estudantes (UNE), para que os próprios discentes conhecessem a importância de formalizar diálogos possíveis com essas entidades.

Em sua fala, ela expôs o processo histórico e a importância dos estudantes organizados, recordando os direitos conquistados. Além disso, comprometeu-se a colaborar com o que for preciso, no que tange à regularização do novo estatuto, que em breve será aprovado em assembleia pelos estudantes da FAVI.

Em nome dos discentes, o Centro Acadêmico agradece a atenção, a disponibilidade e a presença da representante da UPE.

Colaboração: Gabriel Fiatcoski (aluno do 1º ano)

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