Norteada pelo tema “Sujeitos Eclesiais e Paróquia”, a edição número 313 da Revista Eclesiástica Brasileira (REB), volume 79, conta com a contribuição de um artigo do Pe. Eliseu Wisniewski, membro da Congregação da Missão - Província do Sul, professor da Faculdade Vicentina, mestre e doutorando em Teologia.

O texto, intitulado “Ministérios Eclesiais: perspectivas das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano e caribenho”, foi escrito em co-autoria com o Pe. Antonio José de Almeida, doutor em Teologia Sistemática, presbítero da Diocese de Apucarana (PR) e assessor da CNBB na área de Eclesiologia, Laicato e Ministérios.

Confira o PDF:

>>> Edição 313 (2019) - Revista Eclesiástica Brasileira (pdf)

A REB é editada pelo Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis, em parceria com a Editora Vozes e a Universidade São Francisco, de Bragança Paulista. Clique aqui para acessar as edições já publicadas.

Missões em Campo Largo CriançasO terceiro final de semana do mês de setembro foi marcado pelo encerramento das Missões que ocorreram em todas as cinco capelas da Paróquia Nossa Senhora da Anunciação, de Campo Largo (PR), como parte das atividades do Ano Jubilar da CMPS e com a participação de alunos da Faculdade Vicentina. A última comunidade a ser visitada pelos missionários foi a Capela São Miguel, no bairro Bom Pastor, em Campo Magro.

Na sexta-feira, dia 13, ocorreu a missa de abertura do Final de Semana Missionário e a acolhida da imagem de Nossa Senhora da Luz.

No sábado, dia 14, houve atividades junto às crianças da catequese. Além das crianças, as famílias também tiveram um momento de formação. As atividades do sábado foram finalizadas com a oração do Santo Terço.

As missões encerraram no domingo, dia 15, quando os missionários visitaram as casas da comunidade, levando a alegria do Evangelho.

Missões em Campo Largo FormaçãoAs cinco comunidades visitadas durante o período de maio a setembro viveram experiências de fé e devoção marcantes. Ir ao encontro do outro, numa época em que predomina uma extrema desconfiança, insegurança e medo, talvez seja o primeiro passo a ser dado em direção a um acolhimento melhor a nossos irmãos. Que o exemplo de realizar Missões seja seguido por mais paróquias e Dioceses. O mundo, e especialmente o Brasil, necessitam de Missões. Jesus nos deu o exemplo: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Hoje, o mesmo Jesus nos chama a fazer o mesmo.

 

Colaboração: Patrick Luan dos Santos

Superior Geral na FAVI 2Como parte da semana de comemorações do Jubileu de Ouro da Congregação da Missão - Província do Sul, mantenedora da Faculdade Vicentina, os alunos, professores e colaboradores da FAVI tiveram a oportunidade de partilhar suas experiências com o Superior Geral da CMPS, Pe. Tomaž Mavrič. 

O encontro aconteceu na manhã do dia 24 de setembro, no Auditório. A mesa de abertura do evento contou com a presença do convidado especial, vindo de Roma; e também do Pe. Odair Miguel Gonsalves dos Santos, Superior Provincial da CMPS; Pe. Ilson Hubner, diretor geral da faculdade; Pe. Joélcio Saibot, diretor acadêmico; professor Luiz Balsan, coordenador do curso de Filosofia; e o estudante Icson Rodrigo Gentek, presidente do Diretório Acadêmico.

Em seu discurso de abertura, Pe. Ilson ressaltou que o Jubileu é tempo de graça e também de avaliação e recomeço. “Como educadores vicentinos, estamos cientes de nossa missão e de nosso papel para a Igreja. E cientes da grandeza do serviço que podemos prestar para a educação e a formação cristã do povo brasileiro”, declarou.

Diálogo com os estudantes

Em sua fala, Pe. Tomaž recordou que desde o início de sua vida religiosa, São Vicente de Paulo sentiu o chamado para acompanhar os sacerdotes, seminaristas e leigos em sua formação inicial e, também, na formação permanente. “Todos nós somos estudantes durante toda a vida. Estamos em contínuo acompanhamento de Jesus, de diferentes formas. Por isso, a Faculdade é um instrumento tão importante e parte de nosso carisma”, enfatizou. 

Superior Geral na FAVI 5Na sequência, o Superior Geral abriu o diálogo para ouvir as impressões e expectativas dos estudantes que escolheram a Faculdade Vicentina. 

“Hoje eu encontro aqui uma segunda casa. Consigo, mesmo sendo leigo, me sentir membro da Família Vicentina. Esse carinho é algo que não encontrei em outro lugar”, comentou Forlan Machado, aluno do curso de Teologia. “E me sinto muito mais preparado para dialogar com o mundo lá fora”, completou.

José Guilherme, seminarista do 1º ano de Filosofia, chamou a atenção para o bom relacionamento entre as diferentes congregações que estão presentes na instituição de ensino, a boa convivência entre os carismas e a relação de amizade incentivada pela FAVI e fortalecida pelos projetos organizados pelo Diretório Acadêmico.

A partir dos depoimentos dos alunos, Pe. Tomaž abordou a importância de combinar duas dimensões essenciais na formação: a intelectual, relacionada à qualidade do estudo, e a dimensão humana. Também falou um pouco sobre as seis instituições de ensino superior ligadas à Congregação da Missão – três universidades nos Estados Unidos, uma nas Filipinas, a FAVI e um centro universitário em desenvolvimento na Índia –, incentivando a integração entre elas.

Placa comemorativa

Superior Geral na FAVI 4Outro momento importante da manhã foi o descerramento de uma placa comemorativa à visita do Superior Geral e aos 50 anos da CMPS, realizado pelo Pe. Tomaž e pelo Pe. Odair. 

Diálogo com os professores

Ao final da manhã, a conversa foi com o corpo docente, cujos integrantes puderam apresentar a história da Faculdade Vicentina, desde de quando era Instituto de Filosofia até o reconhecimento do Ministério da Saúde e cursos atuais. “Hoje, a partir dos cursos que promovemos e parcerias firmadas, temos presença em cinco estados e aproximadamente 20 cidades. A FAVI é reconhecida por sua seriedade e seu empenho acadêmico”, destacou professor Luiz. 

Do ponto de vista filosófico, Domenico Costela enfatizou o sentimento de liberdade de expressão presente na instituição, o respeito e a admiração que os alunos dedicam aos professores.

Fátima Szinwelski de Oliveira, da área de Psicologia, citou a preocupação com a construção de laços afetivos e o serviço de acolhimento e atendimento aos alunos. “Há um cuidado para abrir espaço para a diversidade e um sentimento de família”.

“Quando eu entrei aqui, não tinha o compromisso de ter uma espiritualidade vicentina, vim como professor. Com o passar do tempo, essa convivência nos aproxima do carisma vicentino. E o que fazemos é muito significativo como humanidade, porque envolve a luta contra a ignorância e a falta de visão de mundo”, contou Bortolo Valle, que está na FAVI há 22 anos.

Para o futuro, comentou-se sobre as possibilidades de crescimento da FAVI e de intercâmbio com as demais universidades vicentinas. 

Superior Geral na FAVI 1Números da FAVI

A educação vicentina forma cidadãos comprometidos com o desenvolvimento ético, social, cultural e político da sociedade e com o cuidado do planeta. Em 12 anos de atuação como faculdade, mais de 4000 alunos já foram formados. Atualmente, considerando os cursos ofertados em Curitiba e também em outras cidades, a FAVI acompanha 1200 estudantes. Nos cursos de graduação, estão presentes alunos de 12 congregações e uma diocese. 

Para o próximo ano, já estão abertas as inscrições para os seguintes cursos: bacharelado em Filosofia, bacharelado em Teologia e cinco pós-graduações: Teologia Bíblica, Aconselhamento Pastoral, Catequese, Cuidado Humanizado e Gestão de Instituições Sociais e Obras Religiosas.

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Teoria Geral da Administração foi o tema do terceiro módulo da pós-graduação em Gestão de Instituições Sociais e Obras Religiosas da Faculdade Vicentina, cujas aulas foram realizadas nos dias 16 e 17 de agosto. O professor responsável pela disciplina foi o Romeu Rössler Telma, doutor em Administração Estratégica.

“Procurou-se proporcionar aos alunos uma perspectiva atualizada, com uma preocupação fundamental qual seja a da ‘teoria aplicada’”, destacou o professor.

Além de traçar uma retrospectiva da evolução da administração ao longo da civilização humana e da integração da administração com a evolução das tecnologias ao longo dos séculos, o módulo aprofundou aos alunos as funções do administrador (planejar, organizar, dirigir e controlar) e das organizações (produção, serviços, finanças, recursos humanos e marketing). 

“Depois desta retrospectiva histórico-analítica, aprofundaram-se conceitos práticos, os quais são necessários e imprescindíveis aos administradores e gestores de instituições religiosas e de obras sociais. Diferenciando gestão e administração, apresentou-se o quadro geral da administração estratégica – visão sistêmica que todo administrador precisa aplicar para bem desempenhar suas responsabilidades. Partindo do conceito de estratégia, salientou-se a importância da sequência ou do ciclo estratégico: Planejamento, Implementação e Controle, apresentado sob uma perspectiva sistêmica, na qual se parte de uma análise dos ambientes externo, competitivo e interno, para somente então passar ao estágio do planejamento propriamente dito”, relatou Dr. Romeu.

Outro tópico contemplado foi a diversidade nos tipos de estrutura organizacional e suas relações com a estratégia. Exercícios práticos também fizeram parte do final de semana de formação.

Tempo bem aproveitado

Para Dr. Romeu, o tempo da disciplina foi muito bem aproveitado. “Não se perdeu tempo mesmo durante os intervalos, quando havia perguntas e comentários inerentes ao conteúdo do curso e a eventuais aplicações dos conceitos em projetos e planos de diferentes instituições. Notou-se claramente o alto interesse dos alunos, os quais, em sua diversidade tanto de formação quanto de experiência em administração manifestaram preocupação em como melhor aplicar os conceitos de administração em suas respectivas organizações. Houve tempo para perguntas, debates, esclarecimentos, expressão de opiniões e manifestações quanto a estes conteúdos e aos próximos”, observa.

Teoria e prática

“De acordo com as opiniões dos próprios alunos, os temas abordados na disciplina servirão de base para uma série de atividades e iniciativas, as quais podem ir desde uma simples reorganização administrativa de alguma unidade, até uma abordagem ampla e complexa que abranja uma reestruturação organizacional”, conta o professor. 

E este olhar, despertado pelas aulas, deverá ter continuidade nas organizações, a partir de metodologias para coleta de dados e transformação destes em informações úteis para tomadas de decisão. 

“Importante é frisar que toda e qualquer organização não apenas pode, mas deve ser bem administrada, dentro da missão, da visão e dos princípios que regem a cada uma delas, conceitos estes emanados dos próprios fundadores e idealizadores”, conclui Dr. Romeu.

Saiba mais sobre o professor

Romeu Rössler Telma graduou-se em Administração Pública e de Empresas pela UFPR em 1970. Na sequência, foi selecionado para uma bolsa de estudos da Comissão Fullbright, para cursar o Mestrado em Administração de Marketing na Ball State University, Indiana, Estados Unidos, obtido em 1972. 

Alguns anos mais tarde, conquistou seu Doutorado, em Administração Estratégica, pela Universität Mannheim, em Mannheim, Alemanha, a mais conceituada escola de negócios da Alemanha e uma das “Top 10” nos rankings mundiais. Domina cinco idiomas e é especializado em Dinâmica de Sistemas.

Como professor titular da UFPR, procurou aliar teoria e prática em sua vida profissional, lançando os primeiros cursos de pós-graduação em Administração, e criando centros de pesquisa . Atuou como executivo do governo do Paraná para atração de empresas para a incipiente CIC- Cidade Industrial de Curitiba, e na condução de missões internacionais com a mesma finalidade.

Em 1985, fundou a Intermanagement Consultoria, pela qual atendeu em torno de 45 empresas e organizações cooperativistas nas áreas de marketing e administração estratégica. Atuou, também, nas áreas de pesquisa de marketing e informações de mídia.

Atualmente, dedica-se à consultoria, a treinamentos e palestras, estudos e pesquisas, e participa dos programas de MBA FIEP - Universidade Steinbeis/Berlin e do MBA-Agro da UFPR. Está consolidando alguns livros, que pretende finalizar no próximo ano.

Na audiência geral realizada no dia 25 de setembro de 2019, o Papa Francisco recordou o exemplo de São Vicente de Paulo e sua dedicação aos mais necessitados. E convidou toda a Igreja a viver o espírito vicentino e celebrar seu dia, neste 27 de setembro. São Vicente é patrono da Faculdade Vicentina e seus ensinamentos estão presentes no dia a dia da instituição, no zelo com a formação do clero e de leigos atuantes em suas comunidades.

Confira um trecho do discurso de Papa Francisco:

De acordo com dados divulgados pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), a cada 45 minutos um brasileiro tira a própria vida. Esse número já deveria ser suficiente para estimular as pessoas a se mobilizarem pela prevenção dessas mortes precoces, mas apesar dos avanços, os tabus, preconceitos e vergonhas ainda são adversários nessa luta.

Durante todo o mês de setembro, diversas ações acontecem pelo mundo, em um movimento chamado de Setembro Amarelo, para chamar a atenção da população para esse problema. No Brasil, essa iniciativa existe desde 2014. Trata-se de uma campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina.

“O simples fato de falar sobre suicídio já é um avanço quando o assunto ainda é um tabu. Quanto mais se fala nisso, mais pessoas têm a oportunidade de pedir ajuda”, destaca a psicóloga Fátima Raquel Szinwelski de Oliveira, professora da Faculdade Vicentina.

Importância da rede de apoio e da escuta empática

“A ideia de que as pessoas não demonstram seu sofrimento é uma verdade parcial; em geral, cada um dá sinais sutis de que não está bem (isolamento e fala desesperançosa podem ser alguns deles). Para ajudar quem sofre, em um contexto social mais amplo, precisamos apostar em uma rede de apoio e fazer um investimento coletivo na construção de laços afetivos. Precisamos estar disponíveis para a escuta empática e livre de julgamentos ou conselhos. É fundamental construir relações de respeito à diferença, uma vez que boa parte dos potenciais suicidas tem sensação de solidão e de inadequação. O sentido da vida é de caráter emocional e advém das nossas construções afetivas, por isso precisamos alimentar nossas redes afetivas e incluir nelas pessoas que estão privadas disso”, explica Fátima.

A faixa etária entre 15 e 25 anos é a que mais preocupa no país, por isso a orientação é que a prevenção tenha início ainda na infância, inclusive com a participação das escolas e demais instituições educacionais que os jovens frequentam ao longo de sua formação. É de suma importância que as instituições que trabalham com pessoas dessa faixa etária criem espaços de escuta e de aconselhamento.

A Faculdade Vicentina, por exemplo, disponibiliza para os alunos alguns horários de atendimento psicopedagógico, para tratar de questões relacionadas à trajetória acadêmica. “São dois horários semanais para conversar sobre dificuldades de aprendizagem e crises pessoais. Os alunos encontram aí um momento de conforto, escuta, amparo e orientação”, conta a psicóloga.

Ligue 188

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Quem quiser conhecer melhor o trabalho, pode acessar este link.

Setembro Amarelo CCV

Com informações do CVV.

O corpo docente da Faculdade Vicentina é formado por mestres e doutores que, além da formação em sala de aula, valorizam a pesquisa e o compartilhamento de conhecimento – seja em eventos que potencializam as reflexões e o diálogo, seja por meio da publicação de obras que contribuem para o desenvolvimento de suas áreas de atuação.

Neste momento, a FAVI celebra a conclusão do livro O Futuro da Filosofia, organizado pelo professor Dr. Léo Peruzzo e publicado pela editora CRV.

“Como apresentar bons argumentos, raciocínios e respostas à questão acerca do Futuro da Filosofia? Que tipo de exercício filosófico pode coexistir num contexto de pluralidades e relativismos? Estas questões, e uma série de outras, passam, necessariamente, pelo esmero conceitual de uma metafilosofia. A provocação desta obra, inserida no cenário da Filosofia Contemporânea, é oportunizar distintos argumentos que constituem um possível itinerário ao desenvolvimento do Futuro da Filosofia", conta o organizador.

Para Léo Peruzzo, o momento atual torna a temática ainda mais relevante. "O cenário político-social torna urgente a retomada da reflexão como forma de pensar o espaço público e, mais do que nunca, a influência que o exercício filosófico de pensar representa para todas as ciências. A ciência, antes de um procedimento indutivista aleatório, é resultado de um esforço racional dos pesquisadores envolvidos. É no pensar que ocorre a criação, a descoberta e a prospecção de novas fronteiras para o conhecimento", observa.

A obra conta com a colaboração dos professores Paulo Margutti (FAJE), Sofia Stein (UNISINOS), Plínio Smith (UNIFESP), Darlei Dall´Agnol (UFSC), Susana de Castro (UFRJ), Antonio Valverde (PUCSP) e Bortolo Valle (FAVI-PUCPR-UNICURITIBA). O prefácio é assinado por Laura Candiotto.

O lançamento do livro será realizado no mês de outubro.

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