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A Faculdade Vicentina tem a alegria de informar que está confirmada a abertura de turma do novo curso de pós-graduação em Gestão de Instituições Sociais e Obras Religiosas.

Em virtude da realização do Seminário de Formação Administrativo/Econômico para Organizações Religiosas, promovido pela Conferência dos Religiosos do Brasil – Regional Curitiba, nos dias 16 e 17 de maio, o início da pós-graduação foi alterado, para que os alunos que desejarem possam participar do evento, sem perder aula.

Deste modo, as aulas começarão oficialmente no mês de junho de 2019, nos dias 14 (sexta) e 15 (sábado).

Ainda dá tempo de se inscrever. Clique aqui e saiba mais sobre o curso.

 

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Painel Temático 2Na noite da última quinta-feira, 2 de maio de 2019, o auditório da Faculdade Vicentina sediou um painel temático sobre Religiões, Educação e Sociedade – uma iniciativa da FAVI, da Educação Vicentina - Província de Curitiba e do Núcleo Ecumênico e Inter-religioso da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (NEIR - PUCPR).

Na abertura do encontro, Pe. Ilson Luís Hübner, diretor geral da FAVI, destacou a importância do diálogo: “Nós, como vicentinos, temos que contribuir para a formação de novas gerações capazes de dialogar e conviver com o diferente”.

Dr. Joachim Andrade (doutor em ciência da religião e integrante do corpo docente da FAVI) e Dr. Rudolf von Sinner (doutor em teologia e professor da PUCPR) foram os painelistas da noite – com a mediação da Ir. Raquel de Fátima Colet (NEIR-PUCPR/EV) e do Dr. Flávio Fernando de Souza (NEIR-PUCPR/EV).

Em sua fala, professor Joachim explanou sobre diferentes tradições religiosas, a percepção do outro e o papel educativo da dimensão de inteligência emocional.

Professor Rudolf apresentou uma análise crítica da presença das religiões no espaço público e ressaltou a importância de uma postura acolhedora em relação ao diferente, sem exclusão de quem não compartilha das mesmas bases de fé.

Com perguntas de participantes que estavam assistindo ao painel, os convidados refletiram também sobre os desafios na área da educação e caminhos para o ensino religioso nas escolas, bem como seu potencial de contribuição no fortalecimento do respeito à pluralidade intrínseca aos dias atuais.

Painel Temático 3“Podemos assumir uma postura de dever de conviver com outro, com o diferente. Ou podemos reconhecer a graça de conviver e aprender com o outro. A nossa fé é uma fé dialógica. Nenhuma experiência inibe ou supera a outra”, concluiu Ir. Raquel.

Ao final da atividade, Pe. Joachim, que tem origem indiana, convidou a todos a participarem de uma experiência cultural e espiritual, por meio de uma dança circular sagrada.

Veja mais fotos e informações no site da Educação Vicentina. E no Facebook da FAVI.

Cientes da situação dolorosa de injustiça e sofrimento vivenciada pelo povo venezuelano, devido à escassez de aspectos necessários para viver uma existência digna e produtiva, a Família Vicentina convida a todos a exercerem sua solidariedade e amor ao próximo. Nestes tempos conturbados, a Congregação da Missão e todas as suas obras, incluindo a Faculdade Vicentina, apelam pelo respeito aos direitos individuais e coletivos e aos protocolos internacionais.

Os vicentinos estão empenhados em promover ajuda espiritual e humanitária na Venezuela, com especial atenção às condições daqueles que mais precisam: fome crescente, falta de acesso a medicamentos, inflação incontrolável, insegurança e violência generalizada, falta de acesso a emprego e moradia adequada, entre outras dificuldades. Diante desta crise humanitária, a Família Vicentina quer estar presente, não só expressando a solidariedade em orações e acompanhamento espiritual, mas também oferecendo ajuda para aliviar um pouco o sofrimento dos mais abandonados.

Clique aqui e veja a declaração da Família Vicentina em solidariedade ao povo da Venezuela e assista ao vídeo com Tomaž Mavrič, Superior Geral da Congregação da Missão.

Venezuela

Nascido em Crato (CE), em 1844, Cícero Romão Batista foi ordenado padre em novembro de 1870 e tornou-se uma das figuras mais conhecidas no nordeste brasileiro. Para estudar mais profundamente os motivos que levaram a Igreja a condená-lo e, recentemente, reconcilá-lo, o professor Dr. Edimar Brígido, que faz parte do corpo docente da Faculdade Vicentina, entrevistou a Dra. Annette Dumoulin. A entrevista foi realizada no final de 2018 e publicada na Revista Eletrônica Correlatio (volume 17, número 2).

Sobre a entrevistada*: Annette Dumoulin nasceu em Liège, Bélgica, no ano de 1935. É mestre e doutora em Ciência da Educação, com especialização em Psicologia da Religião pela Universidade Católica de Lovaina, Bélgica. Foi professora nas faculdades de Teologia, Psicologia e Pedagogia da mesma universidade. É religiosa da Congregação de Nossa Senhora, e co-fundadora do Centro de Psicologia da Religião (CPR), que contribui com as pesquisas sobre a história e a vida de Padre Cícero. É autora das seguintes obras: O Padre Cícero por ele mesmo (2015); Em Sonho: uma Boa Conversa Entre o Romeiro Sebastião e Padre Cícero (2017); Padre Cícero: Santo dos Pobres, Santo da Igreja (2017).

*Currículo publicado na Revista Correlatio.

Confira parte da entrevista, a seguir.

A senhora poderia nos falar um pouco a respeito da importância da figura de padre Cícero para o povo do Sertão do Cariri?

Dra. Annette Dumoulin - Padre Cícero é, antes de tudo, o Padrinho do povo do Sertão, não somente do Cariri! Ele entrou nas famílias como um membro importante e respeitado: ancião, conselheiro, protetor, intercessor, santo. Não se trata de um “apadrinhamento” como acontecia com os “coronéis”.

Como o Padre Cícero foi rejeitado pela própria Igreja, durante dezenas de anos, sua devoção foi transmitida dentro das famílias, de pais para filhos, e se perpetua por gerações numa “catequese familial” (ver a carta do Cardeal Parolin, nº 5).

Nesse sentido, achamos que ser afilhado do Padrinho é percebido como uma valorização da identidade do afilhado, dando-lhe um sentimento de dignidade e de pertença.

Mesmo sendo uma figura tão carismática, despertando a simpatia de ricos e pobres, quais foram os principais motivos que levaram a Igreja a condenar padre Cícero, após o “milagre de Juazeiro”?

Dra. Annette Dumoulin - 1. Antes do fenômeno da transformação da hóstia em sangue, na boca de Maria de Araújo, (1/03/1889) os arquivos revelam a valorização desse sacerdote, não só pelos bispos de Fortaleza (Dom Luiz e Dom Joaquim), mas pelo clero que o procurava para conselhos, confissões...

2. O primeiro motivo foi o fato que dom Joaquim não tinha sido comunicado pessoalmente do fenómeno, mas por um artigo de jornal! A suposta desobediência de Maria de Araújo a uma ordem do Bispo (ir morar no Crato) confirmou para dom Joaquim que a Beata era embusteira e que o “milagre” era uma farsa.

3. Um segundo motivo foi de ordem teológica: pode ou não adorar os panos ensanguentados como sendo o próprio sangue de Cristo, segundo São Tomás de Aquino (latria-adoração ou dulia-veneração). As opiniões eram divergentes entre dom Joaquim e padre Cícero.

4. Depois de dois inquéritos contraditórios enviados na Sagrada Congregação do Santo Ofício, Roma condenou o fenômeno. Padre Cícero e outros padres que acreditavam no milagre foram suspensos de ordem.

5. Vendo que a quantidade de romeiros não diminuía, o Bispo considerou que era preciso que Padre Cícero saísse de Juazeiro. Comunicou essa opinião a Roma. Padre Cícero teve que sair sob pena de excomunhão. Ele foi para Salgueiro (Pernambuco) e pegou o navio para Roma. Voltou de Roma “perdoado”, com a promessa de guardar um “silêncio obsequioso” sobre o fenómeno. O que ele fez.

6. O Bispo ficou insatisfeito e só devolveu a padre Cícero a licença de celebrar fora de Juazeiro... tudo isso na tentativa de ver diminuir a afluência dos romeiros.

7. Quando se criou a diocese do Crato, o novo Bispo, dom Quintino, devolveu essa licença e Padre Cícero voltou a celebrar no Juazeiro; mas, por pouco tempo.

8. A “Guerra de 14” entre Franco Rabelo e Juazeiro reativou as condenações vindas de Roma. O terceiro Bispo de Fortaleza, dom Manuel, mandou mensagens ao Núncio que o Padre estava matando cristãos! Roma mandou um decreto de excomunhão, mas o Bispo, dom Quintino não aplicou a sentença e pediu ao Papa de retirar essa punição e devolver ao Padre a licença de celebrar. Roma atendeu parcialmente. A excomunhão foi revogada, mas o Padre foi “reduzido ao estado leigo”. É nessa situação que ele faleceu, recebendo os sacramentos como “leigo”.

Em 2015, nove anos depois do pedido feito pelo bispo Dom Fernando Panico, a Igreja atendeu a solicitação do prelado e reconciliou o padre Cícero com a Igreja. O que levou a Santa Sé a rever seu posicionamento inicial?

Dra. Annette Dumoulin - O bom senso e um estudo mais minucioso da vida do Padre Cícero! Além disso, a “teimosia” de milhões de romeiros apontando Padre Cícero como santo! Essa fidelidade impressiona quem observa e constata! “A voz do povo é a voz de Deus”! É o Cardeal Ratzinguer, então Presidente da Sagrada Congregação do Santo Ofício, que fez a proposta de reabrir o processo do Padre Cícero em vista de uma “reabilitação”. Esta se transformou em “reconciliação” deixando de lado as punições, e centralizando a questão sobre as “virtudes” humanas e pastorais do Padre Cícero e sua grande influência no Nordeste e no Brasil. É claro que o fato do Papa Francisco ser sul-americano deve ter influenciado esse novo posicionamento. Questão de sensibilidade e compreensão da realidade brasileira numa visão menos “canônica” e mais “humana”.

Para saber mais sobre a vida de Pe. Cícero e ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Foto: Suksao - Freepik

Para auxiliar religiosos e leigos que atuam em instituições com cunho social ou religioso – como igrejas, dioceses e arquidioceses, sociedades religiosas, hospitais, colégios, instituições de ensino superior, institutos de caridade e assistência social e outras obras semelhantes – a Faculdade Vicentina organizou uma pós-graduação para o desenvolvimento de competências e habilidades aplicadas a este contexto. Confira dez razões para escolher este curso e começá-lo em breve:

  1. Conhecimento aplicado à realidade das instituições dos segmentos social e religioso, considerando suas dificuldades e potencialidades, com oportunidades para esclarecimentos práticos.

  2. Olhar amplo para as diversas áreas da gestão: pessoas, contábil, patrimônio, contratos e responsabilidade civil, tecnologia da informação e comunicação social.

  3. Aspecto inovador do curso, atendendo às demandas atuais das instituições e seus colaboradores.

  4. Preparação para gestores e seus assessores dialogarem com as diversas ciências e profissionais que podem contribuir com a gestão.

  5. Oportunidade de potencializar a prática da missão da instituição ou obra da qual o aluno faz parte, a partir de uma administração segura, planejada, com utilização estratégica dos recursos, alinhada com a legislação e os documentos da Igreja e diretrizes de instituições filantrópicas.

  6. Valorização dos princípios de transparência, coerência e responsabilidade, atendendo a uma exigência social e ética.

  7. Encontros mensais, que permitem a troca de experiência entre os participantes e interação entre pessoas com objetivos semelhantes, que podem colaborar umas com as outras.

  8. Histórico da Faculdade Vicentina, fundamentado em mais de 50 anos de tradição em educação de qualidade e formação de pessoas para o serviço da Igreja.

  9. Emissão de certificado reconhecido pelo Ministério da Educação.

  10. Início do curso no primeiro semestre de 2019, oportunizando a aplicação de muitos conhecimentos ainda neste ano.


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Atendendo a uma demanda da comunidade e comprometida com o diálogo constante entre teoria e prática, a Faculdade Vicentina lança um curso novo de pós-graduação: Gestão de Instituições Sociais e Obras Religiosas, que está com inscrições abertas. Para saber mais sobre a importância desta temática na atualidade, confira a entrevista com o Pe. Edson Friedrichsen, coordenador do curso, que atua na administração da Congregação da Missão - Província do Sul e da Faculdade Vicentina.

Pe. Edson, o senhor poderia nos contar como surgiu a ideia deste novo curso de pós-graduação e qual a relevância deste conhecimento?

Pe. Edson: As instituições religiosas, hoje, estão enquadradas dentro de associações ou organizações religiosas, porém o mercado vê essas instituições como alguém que tem que contribuir, como empregadora. O mercado, juntamente com o Fisco, vê que precisa se enquadrar dentro do contexto de mercado. Mesmo que não venda um produto, uma instituição social ou religiosa presta um serviço. E esse serviço, de certa forma, é fiscalizado pelo governo. Por isso, é preciso saber gerenciar e prestar contas. A partir daí, veio a necessidade de oferecer aqui, entre os que estão dentro das instituições religiosas, ferramentas que permitam dar essa resposta diante da situação econômica e fiscal. E, dessa forma, evitar algum tipo de situação que venha tirar aquilo que é próprio da instituição, que atrapalhe sua missão. Porque, às vezes, o recurso nem precisa ser tão grande, mas acaba se perdendo pela falta de gerenciamento.

Em muitas instituições, vemos pessoas muito dedicadas que tiveram que assumir o papel de gerir e administrar, mas que não necessariamente foram preparadas para essa função. Então, o aprendizado acaba vindo somente na hora que a prática já está em andamento. Como melhorar este cenário?

Pe. Edson: Hoje, nós temos, em grande parte do Brasil, nas instituições religiosas e congregações, leigos que nos ajudam, com as suas ciências administrativas, contábeis, etc. Porém, é preciso que o gerente, o administrador ou o ecônomo responsável tenha condições de dialogar com essas ciências. E partir disso, então, dar segurança e respostas para os demais membros da instituição, que esperam transparência, esperam competência. Hoje, infelizmente, a economia é uma das questões que mais causa escândalo na sociedade. E nós, como instituições religiosas ou sociais, não podemos ferir com aquilo que é fundamental, que é a ética. Como administradores dentro deste contexto, precisamos saber dialogar com os diversos profissionais.

Uma boa gestão também é o que permite que a missão da instituição possa acontecer, não é?

Pe. Edson: Isso mesmo. A gestão precisa ser conduzida com muita responsabilidade para que não seja um empecilho, mas sim um suporte para que a instituição realize o que tem de mais importante, sua missão.

 

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>>> Leia mais: 10 razões para se inscrever na nova pós da FAVI

Aconteceu, nesta quarta-feira (27 de março de 2019), a primeira palestra do professor Dr. Matthias Grenzer, sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema "Fraternidade e Políticas Públicas". Além da fundamentação bíblica sobre a política no tempo de Jesus, permeada pelos aspectos históricos, econômicos, culturais e sociais, o palestrante também respondeu às perguntas dos presentes, em uma noite de muito diálogo. A atividade foi realizada no auditório da Faculdade Vicentina, com o apoio das Livrarias Paulinas. E foi transmitida pelo canal da FAVI no YouTube. Confira a gravação.

Palestra do dia 27/03 - Parte 1:



Palestra do dia 27/03 - Parte 2:



A manhã seguinte contou com a fala de abertura do Pe. Ilson Luís Hübner, diretor geral da Faculdade Vicentina, e apresentações musicais de alunos do Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, de São José dos Pinhais. Giuliano Cesar da Rosa tocou flauta e Matheus Ramiro Lemes Nunes, William Bruno Cirilo de Lima e Gabriel Negrello Barbosa apresentaram o Hino da Campanha da Fraternidade, em voz e violão. Na primeira parte da palestra, professor Matthias, mais uma vez, expôs como eram as políticas na época de Jesus e como Ele reagiu a tais políticas. Após o intervalo, respondeu às perguntas dos participantes.


Palestra do dia 28/03 - Parte 1:



Palestra do dia 28/03 - Parte 2:

 

Confira fotos do evento no álbum criado na página do Facebook da FAVI.

 

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