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A Faculdade Vicentina disponibiliza vagas para dois cursos de graduação: bacharelado em Filosofia e bacharelado em Teologia, ambos com aulas no período matutino e conceito 4 obtido no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O aluno Patrick Henrique Vaz, que está concluindo a graduação, deu um depoimento sobre sua trajetória de estudo no curso de Filosofia da FAVI.

O aluno Felipe Teider de Godoi, do primeiro ano de Filosofia, tem um recado para quem está pensando se participa ou não do Vestibular da FAVI.

Neste vídeo, o aluno Forlan Machado explica a importância do estudo da Teologia em sua vida e como os ensinamos adquiridos na Faculdade Vicentina fazem diferença nas ações que ele desempenha como missionário leigo.

Confira também o depoimento emocionado da aluna Eliane Dalla Vequia Brekailo, que conta como foi sua trajetória até entrar na faculdade e como o curso de Teologia tem sido importante em sua vida e da comunidade.


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Com a tese intitulada “Análise narrativa da transgressão em Cades (Nm 13-14): função literária na unidade e na composição do Pentateuco”, o professor Fabrizio Zandonadi Catenassi, da Faculdade Vicentina, concluiu seu doutorado, no dia 9 de novembro – mais uma conquista celebrada pelo corpo docente da instituição em 2018.

O doutorado foi cursado no Programa de Pós-graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), pela linha de pesquisa chamada "Análise e interpretação da Sagrada Escritura". O trabalho foi orientada pelo Dr. Vicente Artuso, um dos maiores pesquisadores de Pentateuco do país.

Defesa prof. Fabrizio 2Além do orientador, participaram da banca de avaliação: Dr. Matthias Grenzer (PUC-SP), Dr. Antonio Gusso (PUCPR e Faculdade Batista do Paraná), Dr. Ildo Perondi (PUCPR) e Dr. Luiz Rossi (PUCPR).

“O texto é uma aplicação da linguística a dois capítulos do livro de Números, que retratam a condenação dos israelitas à peregrinação de 40 anos pelo deserto. Com isso, busquei compreender os traços literários do texto e, também, como ele foi estruturado em sua forma final, em um período de grandes conflitos na história de Israel”, explica o novo doutor.

O tema escolhido para a pesquisa, relacionado à formação do Pentateuco, é um desafio para a investigação contemporânea da Sagrada Escritura. “Não conseguimos reproduzir o período e a forma com que ele ganhou sua estrutura atual. Minha tese foi uma tentativa de iluminar a formação do Pentateuco, propondo que o livro de Números foi o último do conjunto a ser organizado e que a passagem que estudei, Nm 13-14, estava na base do livro. Demonstrei que, provavelmente, foi a  primeira narrativa a ser estruturada no quarto rolo do Pentateuco, estabelecendo uma forte conexão com os anteriores e posteriores. Grande parte do mérito da tese recaiu em aplicar a linguística à análise da Bíblia, revelando os interesses literários e teológicos da última organização do Pentateuco, legitimando duas correntes teológicas que predominavam no segundo período persa, a sacerdotal e a deuteronomista”, relata Fabrizio.

Resumo da tese

A perícope de Nm 13–14, que narra o envio dos exploradores a Canaã, uma rebelião de grandes proporções em Cades e o consequente castigo aos israelitas de peregrinar quarenta anos no deserto, era considerada classicamente um paradigma da combinação do modelo quadripartido de J. Wellhausen. Com a crise da teoria documentária, novos métodos foram usados para explicar Nm 13–14, contudo, ainda não havia sido conduzida uma análise narrativa do texto, que poderia iluminar as recentes discussões sobre a formação do Pentateuco, especialmente quanto ao projeto literário que confere à Torá sua forma final. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi realizar uma análise estilístico-narrativa de Nm 13–14 à luz da unidade de Números e da construção do Pentateuco. Utilizou-se metodologicamente a análise narrativa, além da crítica da redação do texto. Foi discutida a estrutura de Nm 13–14, uma vez que a complexidade do texto levou a propostas variadas ao longo do tempo, seguida da análise narrativa das diferentes seções de Nm 13–14, com uma discussão da organização do enredo e de elementos estilístico-narrativos de cada uma. Finalmente, foi estudada a composição da perícope à luz da formação de Números, tomando como pressuposto a construção tardia do livro, em conjunto com a organização da Torá, reunindo materiais diversos em diálogo com um Triateuco e um Deuteronômio, que já tinham alcançado status proto-canônico. Quanto à narratividade, destaca-se: uma retórica narrativa construída com esmero (jogos de palavras, escolha de vocabulário, paralelismos e inspiração em duas cenas-tipo), valorizando a natureza divina da exploração e conquista; Josué e Caleb foram inseridos com papel fundamental no enredo, mas subordinados a Moisés; Moisés é colocado em uma posição privilegiada como porta-voz das ordens de Yhwh, tornando a desobediência uma transgressão a Yhwh; a presença de um tímido vocabulário sacerdotal e a valorização de Aarão. O texto destaca a necessidade da obediência para a tomada da terra, além da insistência na descendência e na legitimação da autoridade de Moisés e Aarão. Quanto à composição, Nm 13–14, pressupõe e interpreta outros textos; foi colocado como o centro dos conflitos de murmuração, provavelmente, sendo a origem da construção das tradições do deserto, do tipo Fortschreibung. Os elementos estilístico-narrativo levantados foram encontrados em textos do Triateuco, do Deuteronômio e da História Deuteronomista, muitas vezes, com ocorrência ímpar em Nm 13–14. Pode-se dizer que Nm 13–14 é um tipo de antologia, que reúne textos antigos e pós-exílicos, estabelecendo conexões literárias e teológicas com textos sacerdotais e deuteronomistas, refletindo o contrato que se estabeleceu entre essas correntes na construção do Pentateuco. Contudo, a transgressão em Cades parece refletir a prevalência da teologia de uma corrente sacerdotal, que quer submeter a História Deuteronomista à obediência da Torá.

Leia mais

Em agosto, o professor Fabrizio lançou o livro Paulo: contextos e leituras. Para saber mais sobre esta outra obra de pesquisa, clique aqui.

A partir da ciência teológica, pode-se ressignificar a realidade atual e a busca pelo sentido da vida, em meio a tantas mudanças e verdades líquidas de nossa época. O curso de Teologia da Faculdade Vicentina é aberto a qualquer pessoa que possua o Ensino Médio completo, seja ela pertencente a alguma ordem religiosa ou não.

Para saber mais sobre esta graduação, confira a entrevista com o Pe. Ilson Luís Hubner, diretor geral da FAVI, que atua como professor da instituição há 10 anos e exerceu o cargo de coordenador do curso de Teologia nos últimos quatro.

Quais são os objetivos do curso de Teologia da Faculdade Vicentina?

Pe. Ilson - Quando falamos em Teologia, temos que pensar em uma Teologia atual, contemporânea. Não podemos pensar ou fazer uma Teologia manualista, como nos séculos passados, que se manteve alheia às principais questões culturais e filosóficas, bem como no campo político-social. Desta forma, um dos principais objetivos do nosso curso de Teologia é a capacidade de dialogar com a modernidade, vivendo as inseguranças e incertezas próprias do tempo presente, ciente da pluralidade dos tempos atuais.

Apesar de ser um curso fundamentado na orientação cristã-católica, está aberto a todas as pessoas de diversas concepções religiosas, o que nos enriquece no diálogo inter-religioso.

Como objetivo final, nosso curso quer formar pessoas com a capacidade de refletir, a partir da Teologia, sobre questões fundamentais para a vida, para o ser humano, mundo, criação, Trindade… Promovendo, assim, uma consciência crítica e comprometida de forma ética e religiosa no mundo atual, em suas comunidades de vivência e fé.

Quais são as principais habilidades que o aluno desenvolve ao longo dos oito semestres de curso?

Pe. Ilson - Capacidade para refletir, a partir do ponto de vista teológico, os grandes problemas e desafios apresentados pela sociedade contemporânea. Capacidade de compreender e partilhar de forma sistemática os aspectos fundamentais da fé. Capacidade de analisar, interpretar textos teológicos, seguindo os procedimentos da hermenêutica. Dialogar com diferentes áreas de conhecimento, que a partir de seus próprios métodos e óticas, buscam compreender o ser humano e sua realidade e relações sociais. Postura para assumir atitudes e abordagens que defendam e valorizem o ser humano, criatura de Deus. Capacidade de compreender e se posicionar de forma positiva diante da pluralidade e da forma multicultural em que vive e se expressa a humanidade hoje.  

Na sua opinião, qual é o ponto forte do curso de Teologia da FAVI?

Pe. Ilson - O que nos destaca é nosso quadro de professores comprometidos em fazer Teologia a partir da realidade atual da Igreja. Pensando no nosso compromisso cristão e no papel que temos em formar futuras lideranças, tanto leigas quanto religiosas, comprometidas com a verdade e a força do Evangelho, baseando-se em uma evangelização que anuncie a boa notícia e denuncie as opções contrárias ao Evangelho que se apresentam como falsas verdades, em fidelidade à Igreja.

Que benefícios o estudo da Teologia pode trazer para a vida das pessoas? Mesmo aquelas que não desejam seguir carreira como pesquisadores ou docentes desta área, podem aproveitar o curso e aplicar os conhecimentos aprendidos em seu dia a dia?

Pe. Ilson - A Teologia busca nos aproximar de Deus e compreender seu projeto salvífico. Realmente, a Teologia tem que ser vivencial, passa pela nossa história pessoal e comunitária. Fazer Teologia é encontrar-se com o sentido da nossa existência como criaturas de Deus. Todos que estudam Teologia podem e irão usá-la na caminhada pastoral, compreendendo e atualizando o mistério da Encarnação de Jesus Cristo.

Em um mundo com tantas tecnologias e transformações rápidas, pode-se dizer que o curso de Teologia continua sendo atual?

Pe. Ilson - Sim, sempre atual, pois há a necessidade de ajudar a sociedade a fazer escolhas em defesa da vida e da dignidade da pessoa, que é imagem e semelhança de Deus. Todos os temas pertinentes à pessoa e à criação, no todo, dizem respeito à Teologia. Em uma sociedade sem parâmetros, sem limites éticos e morais, perde-se a capacidade de convivência e de viver em sociedade. E a Teologia, a partir da experiência da fé, da Revelação, busca ajudar a humanidade a se encontrar como criatura de Deus, mostrando caminhos a serem trilhados, dialogando com as diferentes ciências e crenças.


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A comunidade acadêmica da Faculdade Vicentina celebra o conceito 4 obtido por seu curso de graduação em Filosofia no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) referente ao ano de 2017. A nota – muito próxima da pontuação máxima (5) – foi publicada no Diário Oficial da União do dia 9 de outubro, a partir da Portaria nº 901/2018, e vale pelos próximos três anos.

Conforme consta no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o Enade “avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação, em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas em sua formação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no Exame deve constar em seu histórico escolar. A primeira aplicação do Enade ocorreu em 2004 e a periodicidade máxima da avaliação é trienal para cada área do conhecimento”.

Esta prova, realizada pelos estudantes de todo o país, ajuda a avaliar a qualidade dos cursos e instituições de ensino. Por isso, a FAVI agradece a todos os alunos e professores pelo comprometimento com a educação e a formação de qualidade, que reflete-se na conquista deste conceito.

Foto: Geovanni C. De Luca

A época de avaliação dos trabalhos de conclusão de curso é um momento de particular importância para os bacharelados da Faculdade Vicentina. Como fechamento da graduação, representa o auge da trajetória de aprendizados vivenciados pelos alunos ao longo dos anos de formação. Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2018, 22 discentes da Filosofia apresentaram suas monografias.

“Enquanto a licenciatura está voltada para o ensino, o bacharelado se caracteriza essencialmente pela formação à pesquisa. É por isso que a matriz curricular do curso contempla cinco disciplinas específicas que visam a formação teórica e prática, abordando as diversas fases da pesquisa, como a seleção da bibliografia; leitura, compreensão e interpretação; coleta de informações; reflexão e construção do texto; comunicação oral e escrita”, explica o professor Dr. Luiz Balsan, coordenador da graduação em Filosofia.

“Todo esse processo é acompanhado por professores com preparação específica na área o que favorece uma adequada qualificação dos docentes. As apresentações das monografias desse ano se alinham às dos anos anteriores e demonstram o amadurecimento dos discentes e sua autonomia no campo da pesquisa e produção de conhecimento”, afirma o coordenador.

Confira a lista dos trabalhos apresentados em 2018.

Monografias 1

Monografias 2

No dia 14 de novembro, quarta-feira, os integrantes do Centro Acadêmico de Filosofia da Faculdade Vicentina (CAVIF) reuniram-se com a presidenta da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Izabela Marinho.

O encontro teve como finalidade discutir a relação entre a representatividade interna dos alunos da FAVI com as outras entidades representativas dos estudantes. O Conselho Diretivo do CAVIF convidou Izabela, representando a União Nacional dos Estudantes (UNE), para que os próprios discentes conhecessem a importância de formalizar diálogos possíveis com essas entidades.

Em sua fala, ela expôs o processo histórico e a importância dos estudantes organizados, recordando os direitos conquistados. Além disso, comprometeu-se a colaborar com o que for preciso, no que tange à regularização do novo estatuto, que em breve será aprovado em assembleia pelos estudantes da FAVI.

Em nome dos discentes, o Centro Acadêmico agradece a atenção, a disponibilidade e a presença da representante da UPE.

Colaboração: Gabriel Fiatcoski (aluno do 1º ano)

O último dia do XXXIX Simpósio de Filosofia e do V Simpósio de Teologia da FAVI (26 de outubro) começou com uma apresentação da cantora Cláudia de Lima Andrade, que também é apresentadora da TV Evangelizar, e do musicista Douglas Martins.

Na sequência, nove alunos apresentaram seus trabalhos, com temas diversos, na área da filosofia. “Este é um momento muito importante, porque aqui na Faculdade Vicentina nós formamos pesquisadores”, afirmou o professor Edimar Brígido, coordenador científico do evento. “Que possamos nos sentir provocados a revisitar nossos conceitos”, desejou no início das apresentações.

Após o intervalo, Dr. Bortolo Valle – professor da FAVI, da PUCPR e da UNICURITIBA – conduziu a conferência de encerramento, intitulada “A misericórdia em tempos de pós-verdade”.

Além de resgatar a trajetória histórica dos conceitos de pós-modernidade, pós-humano e pós-verdade, o professor compartilhou com a plateia algumas questões instigantes, tais como: “É possível falar de verdade fora de uma narração?”; “Onde estamos?; “Como sair do lugar onde estamos?”. Também apresentou quatro características principais das narrativas contemporâneas, que são rápidas, icônicas, vistas como mercadorias e, muitas vezes, delirantes (isto é, a mesma informação pode causar conforto ou desconforto de acordo com a necessidade de quem a recebe, conforme o que esta pessoa busca).

“Nunca a sociedade esteve tão apegada a narrativas do passado ou narrativas sobre um futuro desprovido de sentido”, refletiu o palestrante. Para ele, as respostas para os desafios do presente passam pelas dimensões do cuidado e da empatia, pelos compromissos que cada um tem consigo mesmo e com o outro. “O cuidado é o grande apelo social, filosófico, religioso e político destes tempos de pós-verdade”, disse Bortolo.

Ao final da conferência, professor Edimar também instigou os presentes a se questionarem: “Que mundo é este que ajudamos a construir, a partir das narrativas que reproduzimos?”. E encerrou sua fala apresentando o quadro “A verdade saindo do poço”, de Jean-Leon Gérôme, pintado em 1896, inspirado em uma fábula sobre a verdade (que se apresentaria nua e crua, nem sempre aceita) e a mentira (que, usando as vestes da verdade, circularia mais facilmente pela sociedade).

No discurso de encerramento do evento, o aluno Felipe Teider de Godoi, presidente do Centro Acadêmico Vicentino de Filosofia (CAVIF), fez um agradecimento aos participantes do Simpósio e todos aqueles que colaboraram para sua viabilização, em especial aos professores da FAVI, à Arquidiocese de Curitiba, à Editora Ave-Maria e à Rede Evangelizar de Comunicação.

Clique aqui para ver o álbum de fotos completo do evento, na página da FAVI no Facebook.

Fotos: Geovanni C. De Luca

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