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Foto: Jcomp - Freepik

A proximidade de uma data tão importante para a história do Brasil (marco da independência no dia 7 de setembro), somada às notícias recentes sobre o Museu Nacional do Rio de Janeiro e à abertura do período eleitoral, tem feito muita gente pensar ainda mais sobre o futuro do país e a participação política.

De origem grega, a palavra política vem do termo polis (cidade-Estado). E desde a Antiguidade, está ligada ao campo da atividade humana que se refere à cidade, à administração pública e ao conjunto dos cidadãos.

O conceito grego de política também está associado à ideia de bem comum e da ética como fundamento da vida em coletividade – algo que permanece como um ideal a ser alcançado em nossos dias.

Filosofia política

A partir da obra intitulada Política, de Aristóteles, passou-se a se falar também de filosofia política – que, entre outros aspectos, engloba reflexões sobre poder, Estado, regimes políticos e formas de governo, liberdade e participação das pessoas na vida pública. Temáticas que são discutidas há tanto tempo e que ainda são tão atuais e necessárias, frente às constantes transformações do mundo e do país em que vivemos.

Não é a toa que a disciplina de Filosofia Política faz parte da matriz curricular do segundo ano do curso de Filosofia da FAVI, como parte da formação daqueles que escolhem se dedicar aos questionamentos sobre os diversos temas que envolvem a vida e a sociedade. E também aprendem a reconhecer os direitos e deveres de cada cidadão.

É preciso ressaltar, no entanto, que a participação política é uma responsabilidade que compete a todos, não apenas aos filósofos. Principalmente neste momento de escolhas eleitorais. Mais do que nunca, faz-se necessária a busca de informação confiável, de conteúdos de qualidade e com múltiplas perspectivas, para uma visão ampla dos candidatos e suas propostas, assim como uma visão do que nós mesmos queremos para nosso país.

A Faculdade Vicentina comemora a publicação de mais um livro escrito por um integrante de seu corpo docente. Jean Calas: no tribunal da intolerância é de autoria do professor Edimar Brígido e faz parte da coleção “Grandes julgamentos da história”, coordenada por Luiz Eduardo Gunther e Marcelo Bueno Mendes.

“O que me motivou a escrever a obra foi o crescente ativismo judicial que estamos assistindo nos últimos anos, especialmente no Brasil. A obra demonstra que o judiciário, quando influenciado por forças políticas ou religiosas (como no caso de Jean Calas), acaba por promover o oposto à justiça”, conta o autor.

“A pesquisa histórica foi realizada em seis meses, em textos em francês do século XVIII. A análise e a construção da obra durou mais seis meses, totalizando um ano de trabalho”, relata Edimar.

O livro já está disponível no site da Juruá Editora. E a partir de agosto, também poderá ser encontrada nas principais livrarias da cidade.

Sinopse da obra

Como um trovão irrompendo na serenidade de um belo dia, Voltaire denunciou um caso de injustiça que dizimou uma família inteira e marcou a sociedade francesa, nas últimas décadas que precederam a Revolução de 1789.

Um caso seminal de julgamento e condenação de um inocente, sob o ardiloso manto do cumprimento da justiça, motivado pela intolerância, pelo fanatismo religioso e pelo clamor das massas que perversamente ocupavam as ruas em forma de protesto.

Nesse solo de horrores, onde muitas vezes prevalecem o obscurantismo e a superstição, em prejuízo da razão e do bom senso, o filósofo iluminista lança um forte manifesto em defesa da verdade, da tolerância universal, da liberdade individual e da justiça. Jean Calas, pequeno comerciante da cidade de Toulouse, foi condenado a pena capital no conturbado ano de 1762. Seu único crime, ao que tudo indica, foi professar uma fé diferente daquela que era professada pela maioria.

A obra encontra-se ancorada em uma análise filosófica que expõe a fragilidade do sistema de justiça francês, propondo uma reconstrução das imediações e das motivações que serviram de palco para o julgamento que resultou em um dos maiores erros judiciais da história moderna.

Sobre o autor

Edimar Brígido é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com Especialização em Ciências da Religião pela Facel, e Especialização em Filosofia com ênfase em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre e doutor em Filosofia pela mesma universidade. Atualmente, tem trabalhado com as disciplinas de Direito e Filosofia, Filosofia da Linguagem, Filosofia da Ciência, Filosofia da Natureza, Ética e Seminário de Pesquisa Científica.

Em sintonia com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que reconhece a importância da Pastoral da Acolhida e do aconselhamento, e a consequente urgência de preparar pessoas leigas e consagradas para tais ministérios, a Faculdade Vicentina oferece um curso de Pós-graduação em Aconselhamento e Orientação Espiritual.

A primeira turma teve início em março de 2018. 

Clique aqui e veja uma apresentação mais completa do curso.

A equipe da Faculdade Vicentina estará em férias coletivas a partir do dia 24 de dezembro. As atividades administrativas serão retomadas no dia 10 de janeiro de 2019.

Se precisar falar conosco neste período, envie sua mensagem para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A Faculdade Vicentina busca a promoção integral do ser humano, por meio da educação superior de qualidade. Para isso, conta com uma equipe de professores mestres e doutores, profissionais competentes e alunos dedicados. E para compreender quais aspectos são mais valorizados na formação e no cotidiano da instituição, a FAVI pediu que alunos da pós-graduação que concluíram seus estudos neste ano fizessem um relato sobre suas experiências.

Currículo dos cursos, estrutura e ambiente acolhedor

As estruturas curriculares dos cursos oferecidos logo chamaram a atenção de Cleverson Leandro da Silva, professor de 38 anos que ingressou na especialização em Bíblia 1, com ênfase em Jesus Cristo, em 2012. E, recentemente, terminou a especialização em Bíblia 2, com foco no Antigo Testamento. “Minha experiência na FAVI foi ótima, tanto é que, na minha segunda pós-graduação na instituição, convidei minha esposa e cursamos juntos o curso de Bíblia. Difícil é dizer o que mais gostei na FAVI, pois são muitos os pontos positivos: o ambiente gostoso e acolhedor, o nível de formação dos professores, a estrutura da instituição, a assessoria da coordenação, a rica biblioteca, o bom atendimento e atenção de todos os funcionários, as boas amizades que fiz no curso e, sobretudo, o ensino sempre focado na vivência cristã”, conta.

Cleverson afirma que tem a intenção de continuar estudando e que a Faculdade Vicentina contribui com a sociedade, preparando as pessoas para a vida. “Os cursos que fiz na instituição me proporcionaram entender, pelo uso da razão, a minha fé. Ajudaram a sistematizar o que já trazia no coração”, reconhece o aluno.

Ampliação do campo de visão e amadurecimento

IMG 8596O seminarista Fernando Sales da Silva, de 29 anos, classifica sua experiência na FAVI como excelente. “Os professores são ótimos. O clima fraterno, a amizade entre os alunos e a atenção dos colaboradores fazem a diferença”, declara.

Fernando começou a pós-graduação em Espiritualidade em 2015 e destaca como pontos positivos: a grade curricular, o bom atendimento e a atenção recebida quando precisou de informações. Sobre o conteúdo, ele avalia que “amplia o campo de visão, fornecendo condições de refletir sobre as diversas teorias, possibilitando assim uma nova prática pastoral, também um processo de amadurecimento espiritual”.

Experiência de vida transformadora

Por intermédio de colegas da Congregação das Irmãs da Divina Providência, Ir. Maria José de Lima conheceu a Faculdade Vicentina e ingressou na pós-graduação em Espiritualidade, em 2016, interessada nas disciplinas que compõem o curso.

Hoje, com 58 anos de idade e toda a experiência como agente de Pastoral, pode afirmar que o curso fez diferença em sua vida: “me ajudou a querer continuar aprofundando temas relacionados à espiritualidade e à Bíblia. A experiência de vida de alguns professores, testemunho de compromisso com o projeto de Jesus Cristo, me edificaram”.

No decorrer dos módulos, além dos conteúdos, Ir. Maria José também passou a valorizar a preparação das aulas, o ambiente harmonioso e familiar, o relacionamento entre os alunos e os professores e funcionários, a biblioteca e o fácil acesso aos livros necessários. “O curso é muito bom pelo seu conteúdo e possibilita aprofundamento dos temas, pela bibliografia oferecida. Amplia os conhecimentos para o trabalho, seja na Pastoral ou na Congregação, como também para o crescimento pessoal”.

Conteúdo diversificado, aspecto humano e práticaGladis na Biblioteca1

Para Ir. Francisca Machado Sombrio, de 59 anos, que também atua no serviço pastoral, a possibilidade de aliar teoria e prática foi um ponto essencial para sua escolha pela especialização em Espiritualidade. “Chamou-me a atenção o conteúdo programático tão diversificado, dando a entender que possibilitaria um amplo conhecimento da espiritualidade. Isso me fez perceber que se tratava do curso que desejava fazer, pois me ajudaria a compreender melhor os diferentes aspectos da espiritualidade e, consequentemente, colocar em prática na minha vida e missão. (...) Com certeza, indico o curso para outras pessoas consagradas ou leigas, pois ele é de grande importância para quem deseja aprofundar seus conhecimentos teóricos e fortalece para a vivência pessoal da espiritualidade”.

“Com conteúdos muito próprios e professores competentes, diálogos e leituras, o curso possibilitou ampliar meus conhecimentos na área da Teologia, principalmente no aspecto da Espiritualidade. Fortaleceu minha própria experiência pessoal da espiritualidade cristã, dando mais fundamento para minha Vida Consagrada e missão”, relata a religiosa.

Ir. Francisca também destaca a compreensão e o apoio da coordenação aos participantes de outros estados e aos alunos muito ocupados, com atendimento personalizado e envio frequente de recados e recomendações. “Percebi se tratar de uma faculdade que não perde sua qualidade, tendo bastante presente o lado humano do aluno, pois cada aluno tem seu interesse em fazer o curso. Tanto com os professores, como com os colegas, o clima foi de muita fraternidade”, explica.

Por que estudar na Faculdade Vicentina?

Aluna da Faculdade Vicentina desde 2009, Celsita Maria Graciela Diaz Stete já concluiu a graduação em Teologia e quatro cursos de pós-graduação. Em 2018, iniciou a quinta especialização na FAVI. Conheça um pouco desta história de amor ao conhecimento:



Depois de uma trajetória profissional bem-sucedida, Celsita decidiu estudar uma área que a interessava desde a infância. Neste vídeo, ela conta quais são as razões que a fazem escolher a Faculdade Vicentina e desejar continuar os estudos.



Fotos: Geovanni C. De Luca e arquivo da FAVI

Na última segunda-feira, 5 de novembro de 2018, os alunos do primeiro ano de Filosofia da Faculdade Vicentina receberam a visita de Nivaldo Santos Arruda, mais conhecido como Paulo Borges. O convidado possui especialização em História e Cultura Africana e Afro-brasileira, e Educação para Ações Afirmativas no Brasil. É graduado em Filosofia, membro da Comissão Executiva do Fórum de Educação e Diversidade Étnico-racial do Paraná (FPEDER) e fundador da Associação Cultural de Negritude e Ação Popular dos Agentes de Pastorais Negros (ACNAP).

Aula cultura africana 2Convidado pelo professor de Sociologia, André Langer, Paulo Borges conversou e expôs aos alunos vídeos com a temática da cultura africana e do movimento negro, apresentando a origem do movimento no Paraná, a relação da negritude com a religião – como elemento de religação do negro na sociedade – e o samba, música que consegue unir brancos e negros, e ainda sua história no Paraná.

No momento em que aberta a discussão, os discentes conversaram com o convidado sobre o sistema de cotas e sua relevância para tentar igualar as oportunidades, o preconceito que existe (às vezes, de forma velada) e a importância da conscientização sobre o movimento negro, sua luta para promover inclusão e sua cultura. Ao final, os discentes tiraram fotos com Paulo Borges.

O aluno Mateus Henrique Costa Silva escreveu um poema inspirado pela luta do movimento negro. Sou poema tem como base a exaltação do seu ser negro e de sua vivência como tal.


Sou negro

Sou chamado a escrever
Sobre os que antes de mim vieram.
Povo que usa dendê
E que se hoje sambam, foram eles que trouxeram.

Há quem não sente,
Nossa luta sem maldade
O povo negro entende
Que é preciso igualdade

Sou negro, filho de santo.
Mateus de Jesus ou de Oxalá?
Já falaram de Ogum,
Mas eu prefiro de Oyá
Minha cor lembra a luta,
De um povo que hoje é feliz.
Povo que sofreu no engenho
De gente que só ódio diz.

Quero deixar claro
Sou feliz e canto.
Minha cor é negra,
Serei resistência
Para não ouvir mais pranto.

Axé para quem é de axé.
Amém para quem é de amém.
Eu sigo um Deus que também é do negro
E nasceu marginalizado em Belém.

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