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Foto: Unsplash - @joephotography

O contexto de transformações aceleradas é uma marca de nossos tempos. E a área dos estudos teológicos também têm olhado para esta realidade dentro da Igreja. 

Para aprofundar as reflexões nesse sentido, Pe. Eliseu Wisniewski – integrante da Congregação da Missão Província do Sul e do corpo docente da graduação em Teologia da Faculdade Vicentina – compartilha conosco uma resenha sobre o livro Renovar toda a Igreja no Evangelho. Desafios e perspectivas para a conversão pastoral na Igreja.

A obra é de autoria do Prof. Pe. Francisco de Aquino Junior, doutor em teologia pela Westfälische Wilhelms-Universität de Münster (Alemanha). Foi publicada pela Editora Santuário em 2019. 

"O longo passado da Igreja nos ensina que as renovações eclesiais sempre foram tempos agitados por atingirem mentalidades e comportamentos. A renovação é incômoda, traz inseguranças, questiona hábitos passados, compreensões tradicionais, formulações familiares, concepções estáticas de Igreja. Traz por isso resistências. Mas, contudo, entretanto, todavia, sem embargo as renovações sempre acompanharam a Igreja no curso dos séculos", destaca Pe. Eliseu Wisniewski.

>>> Acesse o artigo completo aqui.

Ao novo que já é realidade 

Ao iniciarmos este novo semestre de atividades educativas, queremos, como Faculdade Vicentina, acolher a todos que caminham com a Instituição na busca do crescimento do saber.  Estamos nos adequando a nova realidade que, aos poucos, vai tomando conta de nossa cotidianidade, alinhando nossa vida, definindo caminhadas, provocando novas metodologias e novos desafios que fazem nossa vida tomar sentido e gosto de ser vivida.

Estamos desejosos de retomar nossas atividades de modo presencial, mas ainda não nos é possível. Mesmo distantes fisicamente, vamos nos aproximar e construir nossa comunidade acadêmica por meio das plataformas digitais que já estão sendo usadas, para nos prepararmos e qualificarmos a viver o que nos propomos como sujeitos sociais e de fé.

Essa nova realidade exige de cada um de nós abertura, dinamismo, criatividade. E nos desafia a viver e ser em um contexto desconhecido, mas amplo e cheio de oportunidades. Precisamos aprender a acolher e fazer deste novo mundo o nosso mundo. 

Por isso, nos propomos mais uma vez, como Instituição, a oferecer o que se tem de melhor para que cada um possa aproveitar, deste tempo único de formação acadêmica, o conhecimento não somente teórico, mas principalmente aquele que nos ajuda a sermos melhores para com o outro e para com a criação. 

Este ano entra em nossa história de vida como um ano de profundas renovações. Um ano no qual fomos desafiados a nos reinventar e seguir buscando respostas, nem sempre fáceis e rápidas. Mas, seguramente, o importante é buscar. É nesta busca constante de dar respostas que nós, como Faculdade Vicentina, nos encontramos e nos movemos, nos abrimos a novos horizontes, a vencer novos desafios. Nunca sozinhos, sempre como comunidade acadêmica, no diálogo, na acolhida, na partilha de experiências. 

A alegria no recomeço deste semestre nos motiva a olhar com esperança o dia de amanhã. Vamos juntos nesta caminhada, em que o conhecimento se constrói a muitas mãos. Que possamos compartilhar, neste novo período letivo, nossas experiências, anseios, projetos. E, assim, termos a satisfação de colher os frutos de nossa dedicação e abertura ao novo que se apresenta como espaço desafiador e cheio de possibilidades. 

Façamos deste novo tempo o nosso tempo de construir novos hábitos, sonhos e projetos. Fazendo deste novo, um novo modo de viver e construir uma sociedade fundada nos valores do Reino de Deus.

Pe. Ilson Luís Hübner
Diretor geral

Dando continuidade ao projeto Diálogos Interdisciplinares, que desde 2019 promove manhãs formativas sobre diversos temas da atualidade, a Faculdade Vicentina realizou dois eventos virtuais para a comunidade acadêmica, no mês de junho. 

O formato do encontro foi adaptado para que, mesmo cada um em sua casa, alunos, professores, colaboradores e convidados pudessem manter a interação e refletir juntos a respeito de tópicos relevantes para a sociedade e para as relações humanas. Bem como para a formação que incentiva a ética e a cidadania, característica da FAVI.

Querida Amazônia

No dia 2 de junho, a conversa foi sobre a Exortação Apostólica Querida Amazônia, do Papa Francisco. Dr. Agenor Brighenti fez uma explanação a respeito do Sínodo da Amazônia e o Ms. Felipe Sergio Koller apresentou uma leitura da Exortação. 

Em seguida, os participantes puderam realizar perguntas e debater o assunto. Foram aproximadamente duas horas e meia de reflexão de qualidade.

Fé e esperança

Na manhã de 19 de junho, a temática que norteou o evento foi “Fé e esperança em tempos de pandemia: uma abordagem interdisciplinar”. Na programação, a professora Ms. Fatima Szinwelski (FAVI) falou sobre “Saúde mental em tempos de pandemia”; o professor Ms. Abel Ribeiro dos Santos (PUCPR) ministrou a conferência intitulada “Perspectivas decoloniais: povos originários e seus saberes no contexto da pandemia”; o professor Dr. Bortolo Valle (FAVI) abordou “A dimensão temporal da esperança”; e o professor Ms. Thiago Onofre Maia (FAVI) conduziu sua apresentação sobre “Fé e esperança: uma abordagem teológica”.

A partir de pontos de vista diversos e complementares, os participantes tiveram uma manhã muito produtiva, com a possibilidade de ampliar o olhar para o contexto atual.

Hoje celebramos, em nossa vida de fé, uma data que nos marca profundamente, de modo especial pelo empenho de todos, leigos e leigas, em preparar as celebrações, os belos altares e tapetes, para que o Cristo Senhor por eles possa passar nos abençoando. 

Esta festa vem de uma longa tradição da Igreja, instituída pelo Papa Urbano IV no ano de 1.264. E tomou seu caráter universal definitivo 50 anos depois de sua morte, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1.313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Aos poucos, fortaleceu-se a tradição do clero em realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

Mas como viver esta fé neste tempo de quarentena ou de isolamento social, no qual somos convidados a celebrar em nossas casas e não nas ruas, como temos a tradição de fazer?

Sabemos que, em nossa fé, sempre tivemos um grande amor pelo Cristo Eucarístico, que agora não podemos receber e nem contemplar de modo presencial. Mas, se olharmos para o Evangelho de Jesus, para a sua mensagem, encontramos outros caminhos que podemos viver para encontrá-Lo e experienciar nosso momento de intimidade com o seu Espírito. 

A poucos dias, celebramos a festa de Pentecostes, quando fomos embebidos pela grandeza do Espírito derramado sobre todos os crentes e nos tornamos portadores do mesmo Espírito que a Eucaristia nos oferece. Não estamos abandonados. Este Espírito continua nos revelando os ensinamentos do Filho e nos dando a certeza de que Ele caminha com a comunidade.

Este Espírito nos envia em missão em comunidade, para servirmos os pobres. Sim, os pobres também são espaços teológicos onde nos encontramos com o Senhor, “pois todas as vezes que fizestes algo a um destes pequeninos foi a mim que o fizeste” (Mt 25,40). Somos então convidados a viver a caridade para com o próximo, partilhar nossos dons e bens com aqueles que perderam o emprego, estão doentes, isolados, são de grupos de risco, e tantas outras novas formas de pobreza que somos chamados a cuidar, porque Cristo aí está presente e nos espera. 

Sim, precisamos aprender a encontrar o Senhor na sua Palavra, que nos orienta, nos anima, nos encoraja a viver nossa fé, mostrando o seu desejo para cada um de nós,  batizados e batizadas. Ler a sua Palavra, meditá-la em família, ter tempo para conhecer a bela mensagem que o Senhor nos deixou, escutando não uma história antiga, mas o amor de Deus que nos fala e nos convida a confiar em sua presença em nossas vidas, nossos lares e nossas comunidades.

Sim, a Eucaristia nos faz falta. Mas o Senhor nos oferece outros espaços de encontro. Que neste dia possamos olhar para estes espaços e experimentar a certeza de que Ele está em nós, como nós buscamos estar Nele. E pedir que logo possamos viver e celebrar em comunidade, onde Ele se faz alimento para os pequenos, para os que confiam em seu amor e aprendem a encontrá-lo no outro, na Palavra, na comunidade. 

Pe. Ilson Luís Hübner
Diretor geral

A publicação mais recente do Pe. Eliseu Wisniewski, integrante da Congregação da Missão Província do Sul e do corpo docente da Faculdade Vicentina, traz aos leitores uma análise sobre o livro A Igreja em transformação. Razões atuais e perspectivas futuras (Paulinas, 2019). 

A obra é de autoria de Mario de França Miranda, doutor em Teologia que já foi membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, assessor do CELAM e da CNBB. E relaciona tensões presentes na sociedade atual e como elas se dão também na Igreja. Também apresenta reflexões relacionadas ao pontificado de Francisco e suas transformações.

"Experimentamos mudanças institucionais e doutrinais que buscam caracterizar a Igreja como: missionária e descentrada; configurada pela colegialidade episcopal e pela sinodalidade de todos os seus membros; respeitosa das diversas culturas; seriamente voltada para os pobres e marginalizados. Tudo isso traz consequências. Internamente, vivemos uma situação tensa, marcada por oposições e resistências", escreve Pe. Eliseu.

Leia aqui o texto na íntegra.

No mês de junho, os professores e funcionários da Faculdade Vicentina participaram de um treinamento sobre o Moodle, um software de apoio à aprendizagem que permite a organização de ambientes virtuais para dar suporte a cursos de educação à distância, bem como presenciais.

O Moodle facilita o compartilhamento de materiais entre professores e alunos, assim como a realização de atividades avaliativas, principalmente no contexto atual de distanciamento social. A ferramenta já está sendo utilizada pela FAVI, para melhorar a experiência das aulas remotas.

O treinamento foi ministrado por Paulo Frank Silva, profissional experiente da área de tecnologia de informação, em três aulas – nos dias 2, 4 e 9 de junho.

Adaptação e possibilidades de crescimento

A formação recebida pelo corpo docente faz parte do processo de adaptação à nova modalidade de aula adotada durante o período de pandemia. E também da preparação da instituição para novas formas de trabalho, ampliando as possibilidades para o futuro.

"O curso, especialmente neste momento, serviu para abrir as portas da Faculdade ao impacto crescente da revolução digital. É assim que o processo acadêmico e de ensino-aprendizagem conseguem acompanhar as ferramentas e os recursos tecnológicos, romper as fronteiras do contato e revolucionar os métodos de investigação. Ao mesmo tempo, o curso possibilitou um aprofundamento na ressignificação das práticas de ensino e, por que não, na parcela de responsabilidade e de autonomia que será destinada aos estudantes", observa o professor Léo Peruzzo, que integra o corpo docente da graduação em Filosofia e participou do treinamento conectado diretamente da Itália, onde está vivendo atualmente, por motivos de estudo. 

"Agradeço imensamente à FAVI por fazer parte deste grupo e, em especial, sua direção que oportuniza um ambiente acadêmico responsável por fortalecer a nossa formação e os laços de fraternidade entre docentes, corpo técnico e estudantes", destaca Léo.

Com pesar, a direção da Faculdade Vicentina informa o falecimento do professor Cleverson Leite Bastos, aos 64 anos, na manhã desta quarta-feira, 10 de junho de 2020.

Ele integrou o corpo docente da FAVI desde 1981, quando a instituição ainda era denominada Instituto Vicentino, e permaneceu por mais de 25 anos, contribuindo para a missão de promover o desenvolvimento integral do ser humano e formar cidadãos éticos e comprometidos com a sociedade.

Muitas são as lembranças de seus ensinamentos e a gratidão por ter sido um ótimo professor, pelo seu modo único de dar aulas e pelos momentos marcantes vivenciados junto aos alunos e demais colegas. Uma pessoa que marcou a história da instituição, com entusiasmo e dinamismo, e que colaborou para chegarmos onde estamos hoje.

Cleverson era graduado em Filosofia, com mestrado em Lógica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Realizou também estágio de pós-doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2006). 

Devido às medidas de prevenção relacionadas à Covid-19, o velório e o sepultamento serão realizados sob restrições. 

Nossas condolências a todos os familiares e amigos.

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