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Quem não teve a oportunidade de acompanhar ao vivo a missa de abertura do ano letivo de 2019 e a Aula Magna agora tem mais uma chance de conferir este conteúdo na íntegra, pelo canal do Youtube da Faculdade Vicentina. As atividades aconteceram na manhã do dia 8 de fevereiro, na Igreja São Vicente de Paulo, com a presença da comunidade acadêmica e convidados.

O tema da aula inaugural foi “A Bíblia como literatura”, desenvolvido pelo professor Dr. Fabrizio Zandonadi Catenassi.



Confira também a galeria de fotos deste dia que celebrou a chegada dos novos alunos e a continuidade na formação dos alunos veteranos. Fotos: Geovanni C. De Luca. 

Foto: Freepik (ijeab)

Os professores e colaboradores da Faculdade Vicentina já estão se preparando para recepcionar os estudantes para mais um ano letivo, prestes a começar. E antes mesmo de darmos início, oficialmente, ao calendário de aulas, gostaria de agradecer pela dedicação destes profissionais, que não medem esforços para acolher nossos alunos e auxiliá-los em suas caminhadas.

Também gostaria de agradecer às congregações e dioceses, pela confiança depositada em nossa instituição, para formação dos seus. Muito nos honra poder ajudar a Igreja no Brasil.

É com muita alegria e responsabilidade que recebemos os alunos novos, que chegam motivados pela vontade de aprender e cheios de expectativas. Desejamos que este entusiasmo se multiplique ao longo do tempo de formação e que possamos aprender muito juntos, a partir da partilha do conhecimento que temos a oferecer e da bagagem de experiências que vocês já trazem consigo.

Aos alunos que darão continuidade aos estudos neste ano, fica a nossa gratidão pela confiança depositada em nossa instituição e pelo comprometimento com uma vivência de educação de qualidade. É notório o crescimento acadêmico e pessoal que vocês demonstram a cada ano.

Bem-vindos a mais uma etapa de formação! Que possamos celebrar esta conquista todos reunidos, na missa de abertura do ano letivo e na aula inaugural, que acontecerão no dia 8 de fevereiro de 2019, às 9h, na Igreja São Vicente de Paulo, ao lado da FAVI.



Abraços fraternos,

Pe. Ilson Luís Hubner, CM
Diretor Geral

A Faculdade Vicentina fechou o ano com chave de ouro. A Portaria nº 917, de 27 de dezembro de 2018, concedeu a renovação do reconhecimento do curso superior de Filosofia pelo Ministério da Educação. A informação foi publicada no Diário Oficial da União nº 249, no dia 28 de dezembro.

A direção da FAVI agradece a toda comunidade acadêmica pela dedicação ao curso.

Contando com profissionais altamente qualificados, o bacharelado em filosofia da Faculdade Vicentina é amplamente reconhecido pela sua qualidade acadêmica. A rica experiência no campo da educação, por parte da Família Vicentina, se une ao espírito inovador dos seus colaboradores e ao compromisso ético de todos na construção de uma sociedade que reconheça a dignidade inalienável do ser humano nas suas mais diferentes manifestações étnico-culturais e no cuidado do planeta.

Como bacharelado, o curso visa de modo particular o aprofundamento de sua área específica – a filosofia – e o desenvolvimento de habilidades de pesquisa. Saber buscar e produzir conhecimento, de forma crítica e criativa, é algo essencial na sociedade contemporânea que vive um processo contínuo de mudanças rápidas e profundas.

As inscrições para o Vestibular de Verão 2019 da FAVI estão abertas. Saiba mais.

Na noite do dia 7 de dezembro de 2018, nas dependências da Paróquia Santo Antônio de Orleans, em Curitiba, ocorreu a solenidade da conclusão de curso da turma Luiz Balsan, de Filosofia da Faculdade Vicentina.

A mesma se deu com a celebração da missa de ação de graças, presidida pelo diretor geral da FAVI, Pe. Ilson Luís Hubner, e concelebrada pelos demais padres das Casas de Formação.

Após a celebração eucarística, foi realizada a colação de grau e outorga dos novos bacharéis em filosofia. E na sequência, um delicioso jantar de comemoração.

“É de suma importância esse momento para a nossa faculdade, apresentando ao mundo acadêmico os seus novos filósofos, dispostos a comprometer-se em difundir e aperfeiçoar o conhecimento filosófico”, afirma o graduado Alisson Bruno Felipe Medeiros.

 

Com a colaboração do aluno Alisson Medeiros.

A 23ª edição da Tabulae - Revista de Philosophia, publicação semestral da Faculdade Vicentina, já está disponível para leitura no site.

“A Tabulae, mais do que um veículo de difusão de conhecimento, representa o acolhimento que a Faculdade Vicentina oferece às reflexões desenvolvidas por diversos pesquisadores preocupados com os rumos do mundo”, o professor Ms. Eli Carlos Dal ́Pupo, responsável pela publicação.

Além do texto de editorial, esta edição apresenta cinco artigos. Filosofia das ciências naturais, filosofia política de Herman Dooyeweerd, empatia e agir ético, filosofia em meio ao tecnicismo, mito da caverna e manipulação midiática estão entre os temas abordados. A edição conta, ainda, com uma entrevista sobre aborto, com Dom Ricardo Hoepers (bispo da Diocese de Rio Grande), feita pelo professor Edimar Brígido.

>>> Acesse a edição nº 23.

“Neste ano, ainda mais, uma vez que presenciamos tumultuados movimentos no sentido de colocar em dúvida conhecimentos há muito tempo construídos e até certo ponto consolidados. Que bom, desde que passe pelo crivo do rigor acadêmico e científico. Neste sentido, acreditamos ter cumprido nossa missão em 2018. Queremos agradecer a todos que confiaram suas pesquisas às nossas publicações e dizer que do mesmo modo suas reflexões serão bem-vindas em 2019”, afirma Eli.

Clique aqui para ver as publicações anteriores da Revista Tabulae.

Time de professores mestres e doutores com espírito inovador, compromisso ético e rica experiência no campo da educação são alguns dos diferenciais do curso de Filosofia da Faculdade Vicentina.

Prof. Luiz Balsan EntrevistaPara saber mais sobre esta graduação, confira a entrevista com o professor Dr. Luiz Balsan, que atua como professor da instituição desde 2000 e como coordenador do curso desde 2007.

Qual é o principal objetivo do curso de Filosofia da Faculdade Vicentina?

Prof. Luiz - Transcrevo aqui o objetivo geral descrito no projeto pedagógico do curso: formar pessoas com capacidade reflexiva acerca das grandes questões que envolvem a vida (ser humano, mundo, Deus e questões afins), promovendo consciência crítica e compromisso diante da realidade sociocultural brasileira e latino-americana, por meio do estudo e do diálogo com as grandes vertentes da Filosofia.

Quais são as principais habilidades que o aluno desenvolve ao longo dos 3 anos do curso de Filosofia da FAVI?

Prof. Luiz - Capacitação para um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos diversos campos do conhecimento; capacidade de desenvolver uma consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade sócio-histórica; capacidade para análise, interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos procedimentos da hermenêutica; compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais; percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal, ético e político; capacidade de relacionar o exercício da crítica filosófica com a promoção integral da cidadania e com o respeito à pessoa, dentro da tradição da defesa dos direitos humanos; abertura à pluralidade e ao entendimento multicultural; capacidade de compreender a pluralidade de métodos e procedimentos filosóficos e a de posicionar-se em relação a eles.

Na sua opinião, o que diferencia o curso de Filosofia da FAVI dos cursos de outras instituições? Qual é o ponto forte?

Prof. Luiz - Creio que o corpo docente seja o principal ponto forte. Além disso, a atenção que a Instituição tem para com seus discentes, que se manifesta nos diversos âmbitos acadêmicos: excelência do corpo docente (seja enquanto qualificação profissional, seja enquanto dedicação pedagógica); empenho na formação à pesquisa em vista do desenvolvimento da autonomia na busca e produção do conhecimento; constante diálogo com os diversos segmentos da Instituição em vista de uma melhoria constante na qualidade do ensino; constante atualização da biblioteca.

Que benefícios o estudo da filosofia pode trazer para a vida das pessoas? Mesmo aquelas que não desejam seguir carreira como pesquisadores ou docentes desta área, podem aproveitar o curso e aplicar os conhecimentos aprendidos em seu dia a dia?

Prof. Luiz - Na sociedade contemporânea, o indivíduo toma suas decisões com base nas suas convicções e, consequentemente, cada vez mais, diminuem os espaços para lideranças autoritárias. A filosofia é uma das áreas do saber que melhor desenvolve a capacidade de argumentar.
A sociedade contemporânea é decididamente pluralista e, por isso, a capacidade de entender o ponto de vista do outro torna-se condição fundamental para uma sadia convivência. Por estudar os maiores pensadores da humanidade, os quais desenvolveram suas ideias nas mais diversas situações socioculturais pelas quais a humanidade passou, ajuda sobremaneira a olhar para a realidade de forma ampla, a partir de diversos pontos de vista, sem absolutizar nenhum deles.

Em um mundo com tantas tecnologias e transformações rápidas, pode-se dizer que o curso de filosofia continua sendo atual? Por que?

Prof. Luiz - Jamais o ser humano se deparou com um desenvolvimento tecnológico semelhante ao que vemos hoje. Isto, porém, não o dispensa de responder a uma das perguntas que lhe é sempre crucial: qual é o sentido da vida? Segundo o psiquiatra norte americano Victor Frankl, a falta de sentido é um dos maiores dramas do homem contemporâneo. A filosofia tem como foco principal de sua reflexão justamente as questões existenciais mais fundamentais do ser humano: qual o sentido da vida, do sofrimento, da morte? O que é viver bem? Qual o caminho para a felicidade?

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A edição 144 da Revista Filosofia Ciência & Vida, publicada recentemente pela Editora Escala, contou com a participação do professor Edimar Brígido, que integra o corpo docente da Faculdade Vicentina. Filosofia da Ciência foi o tema da entrevista, conduzida pelo filósofo Fábio Antonio Gabriel.

Edimar Brígido é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com Especialização em Ciências da Religião pela Facel, e Especialização em Filosofia com ênfase em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre e doutor em Filosofia pela mesma universidade. Atualmente, tem trabalhado com as disciplinas de Direito e Filosofia, Filosofia da Linguagem, Filosofia Política, Filosofia da Ciência, Filosofia da Natureza e Ética.

A seguir, confira parte da entrevista com o professor.

Revista Filosofia 1

O que é Filosofia da Ciência? De que trata?

Prof. Edimar - Tomando a Filosofia em seu conjunto milenar, percebemos que a Filosofia da Ciência é uma área relativamente nova na tradição filosófica ocidental, que se dedica, basicamente, a investigar de forma crítica os fundamentos e os limites do saber e da prática científica. Seu campo investigativo encontra-se nucleado em torno das discussões que envolvem o valor da ciência para a vida humana, a responsabilidade moral dos cientistas, bem como o impacto que as pesquisas e todo o desenvolvimento tecnológico podem representar para as pessoas, para o futuro e para o mundo como um todo. Na verdade, consideramos que a Filosofia da Ciência é uma proposta de reflexão a respeito da relação existente entre o poder, o dever e o saber que permeiam as práticas da comunidade científica.

Toda essa problemática ganha relevos mais significativos a partir do início do século XVII, quando, na Europa, começamos a observar um crescente otimismo com relação ao  desenvolvimento científico. Com o advento do que se convencionou denominar de “Revolução Científica”, a ciência moderna desenvolveu uma linha de pesquisa pautada pelas exigências da autonomia e do rigor, passando a concentrar seus esforços no incremento de um método próprio e original, capaz de solucionar todos os mistérios, encontrando respostas para as mais diversas aporias que envolvem a vida da humanidade.

Se tomarmos como base de comparação os séculos que antecederam o setecentos, observaremos que os estudos antigos e medievais que existiam nas mais diversas searas do conhecimento estavam sempre permeados pelo discurso filosófico e, posteriormente, pelo teológico. Neste sentido, a filosofia e a ciência encontravam-se misturadas em uma mesma fórmula profundamente homogênea; raramente era possível distinguir uma da outra.  A ciência não possuía um método próprio, permanecendo dependente dos esforços e dos estudos realizados por filósofos e teólogos. As mudanças mais significativas neste panorama só foram registradas a partir do momento em que há, na Modernidade, uma ruptura entre a ciência e a filosofia. O litígio entre ambas propiciou o nascimento de um novo e fértil campo de estudos na filosofia, o qual, mais tarde, passamos a denominar de Filosofia da Ciência.  Para ser mais exato, só podemos falar de uma Filosofia da Ciência, no sentido stricto, a partir do final do século XIX, a partir de uma querela entre os pensadores ingleses William Whewell e John Stuart Mill.

Podemos falar em progresso científico ou ruptura de paradigmas científicos?

Prof. Edimar - Essa questão não é fácil de responder. Existem diferentes interpretações a esse respeito. Eu acredito em uma posição intermediária capaz de dialogar com as duas perspectivas, respeitando suas particularidades. Vou explicar. O conhecimento produzido pela ciência progride, isso é um fato e pode ser atestado pela tecnologia que faz parte do dia a dia de todos nós. A física que Aristóteles elaborou perdurou por mais de vinte séculos de forma hegemônica, sendo substituída, não em sua totalidade, somente pela física de Newton. Houve um progresso, isto é evidente. Neste processo, algumas coisas herdadas de teorias anteriores são descartadas e outras aperfeiçoadas. Desta forma, a ciência progride e possibilita uma revisão contínua de suas fontes de informação e inspiração. Thomas Kuhn prefere utilizar a ideia de paradigmas. Se concordarmos com ele, então cada grande teoria científica terá uma vigência e, ao atingir seu limite, não respondendo mais aos anseios da comunidade científica, deverá ser naturalmente substituída por uma outra teoria (ou paradigma) mais adequada. Os paradigmas tornam a ciência menos estável, uma vez que suscitam uma  revisão constante das bases de pesquisa, mas, por outro lado, tornam a ciência mais confiável, evitando dogmatismos extremos.

Como filósofo você entende que é possível falar em uma neutralidade da ciência?

Prof. Edimar - Veja bem, são duas coisas diferentes, embora estejam convergidas para um mesmo fenômeno. Primeiro podemos pensar na neutralidade do operador da ciência; depois, podemos discutir a possibilidade da neutralidade da ciência em si. Deste modo, temos que considerar que o mundo da ciência aspira pela neutralidade e pela objetividade, isso é certo. Todavia, temos que considerar que mesmo o mais imparcial dos cientistas é sempre um indivíduo que está sujeito às mais variadas fontes externas e internas de motivação. O cientista é um ser humano, possui crenças, preconceitos e sentimentos. Desse modo, a neutralidade deve ser compreendida como um ideal a ser perseguido, embora, como sabemos, nem sempre seja alcançada. A ciência, no meu entendimento, não é um saber neutro. Existem motivações de ordem econômica e política que interferem de modo radical na determinação do que será pesquisado. Para comprovar o que estamos falando basta verificar o poder que as indústrias farmacêuticas têm. Elas decidem, por meio do financiamento de pesquisa, quais doenças serão investigadas, tendo em vista uma possível terapia ou cura. Um outro exemplo clássico nos é revelado pela história. A energia nuclear poderia ser utilizada para o bem da humanidade, mas a decisão do uso que seria feito dessa tecnologia coube a quem financiou a pesquisa.

A filosofia da ciência se relaciona com a bioética? Se sim, em quais aspectos? Quais seriam os autores de relevância no aspecto da bioética?

Revista Filosofia 4Prof. Edimar - Sim, há uma relação verdadeira e cada vez mais necessária entre a Filosofia da Ciência e a Bioética. Essa relação se justifica, em grande parte, devido ao avanço científico e tecnológico presenciado no decorrer do século passado, o qual ocasionou uma nova forma de organização das relações do homem em sociedade. Por um lado, a ciência tornou a vida mais “fácil”, investindo em equipamentos que tornaram os afazeres do cotidiano mais acessíveis e mais rápidos. Além disso, a comunicação se desenvolveu com uma velocidade incrível. A internet alterou de forma definitiva as relações entre as pessoas. Por outro lado, todo esse aparente “avanço” não foi capaz de evitar guerras e destruição. O Nazismo protagonizou uma das cenas mais difíceis da história recente, provocando o homem a uma verdadeira reflexão a respeito dos limites da pesquisa científica. É neste ínterim que nasce a Bioética, como resposta ao graves crimes cometidos contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial. Oficialmente a “Ética da Vida” nasce na década de 70, nos Estados Unidos, trata-se de uma reflexão a respeito dos impactos que o avanço das ciências biológicas, especialmente a medicina, podem surtir sobre a vida. A finalidade desse estudo consiste em confrontar o poder da ciência com o dever e a responsabilidade moral que o cientista precisa ter para com o ser humano em sua integralidade.

Questões como clonagem humana, pesquisa com animais, pesquisas com seres humanos, fertilização in-vitro, células tronco, criogenia e alimentos transgênicos tornaram-se realidade nos dias atuais. Porém, a questão que se levanta é a seguinte: será que tudo aquilo que a ciência pode fazer (porque tem poder para isso), ela deve fazer? Esse é o questionamento proposto pela Bioética, e que encontra terreno fértil para debate entre os filósofos que se dedicam ao estudo da ciência. Estamos falando dos limites da pesquisa científica. Quais seriam esses limites? O filósofo é quem apresenta estes questionamentos, propondo um olhar mais atento e mediato acerca de questões vitais. Entre os grandes nomes da bioética, podemos destacar: D. Roy, Guy Durant, W. Reich, Onora O’niall e Van R. Potter. Este último pesquisador (Potter), inclusive, é o autor de um dos artigos mais importantes nessa área, intitulado: Bioethics, bridge to the future.

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