Luiz Balsan, professor da Faculdade Vicentina, acaba de publicar a obra intitulada Teologia Pastoral. À luz da teologia do Bom Pastor, amplamente elaborada pela literatura bíblica, o autor apresenta a ação pastoral nas suas dimensões de ciência e arte.

Prof. Luiz Balsan Livro Teologia PastoralA obra faz parte da série Princípios de Teologia Católica e está disponível no site da editora Intersaberes.

O corpo docente da FAVI celebra mais esta conquista, que representa a importância que a produção científica tem na instituição e colabora com a partilha de conhecimento.

Sobre o autor

Professor Luiz possui graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, mestrado em Ciências da Educação pela Università Pontificia Salesiana e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Além de lecionar, atua como coordenador do curso de Filosofia e da pós-graduação na Faculdade Vicentina. Pesquisa, principalmente, as áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia e Ética.

Além do ensino de qualidade, a produção científica é um dos pontos fortes dos integrantes do corpo docente da Faculdade Vicentina. Por isso, a comunidade acadêmica celebra o lançamento do livro Ética na Pesquisa Científica, do professor Léo Peruzzo Júnior, escrito em co-autoria com Jussara Maria Leal de Meirelles e Thiago Rocha da Cunha.

A publicação faz parte da coleção Ética em Pesquisa, impressa pela editora PUCPRESS e composta por cinco volumes – que abordarão questões que perpassam a produção do conhecimento científico, por meio de cenários metodológicos, científicos e jurídicos.

Prof. Leo Peruzzo Livro Ética 2“O livro pretende problematizar e apontar elementos que possam caracterizar de que modo elementos da Ética são fundamentais para o desenvolvimento e a consecução da pesquisa científica. Fazer ciência não é apenas a manipulação aleatória de dados, mas a capacidade de confrontar-se com questões metodológicas, éticas e jurídicas. Limitar e delimitar a atividade científica pode significar, em linhas gerais, preservar o próprio futuro dos elementos que consideramos fundamentais”, explica Léo.

“A coleção é um grande projeto pensado por vários pesquisadores. Este primeiro volume marca a abertura das discussões sobre o fazer científico e os cuidados éticos com a manipulação destes dados”, conta o professor da FAVI.

A obra foi lançada durante o VIII Congresso de Humanização e Bioética e o II Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética, realizados no final de junho, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E está disponível neste link.

Bate-papo com o autor

O professor Léo convida também para um bate-papo sobre modernidade líquida, no qual ele falará de mais um livro de sua autoria, lançado pela mesma editora, intitulado O que pensam os filósofos contemporâneos? - Um diálogo com Singer, Dennett, Searle, Putnam e Bauman. Será no dia 25 de agosto (sábado), às 10h, na Livraria Arte e Letra, localizada no Bloco Amarelo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) – R. Imaculada Conceição, 1155.

Sobre o autor

Léo Peruzzo Júnior é graduado em Filosofia pela PUCPR, com mestrado pela mesma instituição. É doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor-chefe da Aurora Journal of Philosophy. Além do Brasil, já realizou conferências na Espanha, Itália, Coréia do Sul, México e Argentina. Pesquisa os seguintes temas: representação mental do conteúdo moral; linguagem e intencionalidade; transumanismo e cognição.

A Faculdade Vicentina comemora a publicação de mais um livro escrito por um integrante de seu corpo docente. Jean Calas: no tribunal da intolerância é de autoria do professor Edimar Brígido e faz parte da coleção “Grandes julgamentos da história”, coordenada por Luiz Eduardo Gunther e Marcelo Bueno Mendes.

“O que me motivou a escrever a obra foi o crescente ativismo judicial que estamos assistindo nos últimos anos, especialmente no Brasil. A obra demonstra que o judiciário, quando influenciado por forças políticas ou religiosas (como no caso de Jean Calas), acaba por promover o oposto à justiça”, conta o autor.

“A pesquisa histórica foi realizada em seis meses, em textos em francês do século XVIII. A análise e a construção da obra durou mais seis meses, totalizando um ano de trabalho”, relata Edimar.

O livro já está disponível no site da Juruá Editora. E a partir de agosto, também poderá ser encontrada nas principais livrarias da cidade.

Sinopse da obra

Como um trovão irrompendo na serenidade de um belo dia, Voltaire denunciou um caso de injustiça que dizimou uma família inteira e marcou a sociedade francesa, nas últimas décadas que precederam a Revolução de 1789.

Um caso seminal de julgamento e condenação de um inocente, sob o ardiloso manto do cumprimento da justiça, motivado pela intolerância, pelo fanatismo religioso e pelo clamor das massas que perversamente ocupavam as ruas em forma de protesto.

Nesse solo de horrores, onde muitas vezes prevalecem o obscurantismo e a superstição, em prejuízo da razão e do bom senso, o filósofo iluminista lança um forte manifesto em defesa da verdade, da tolerância universal, da liberdade individual e da justiça. Jean Calas, pequeno comerciante da cidade de Toulouse, foi condenado a pena capital no conturbado ano de 1762. Seu único crime, ao que tudo indica, foi professar uma fé diferente daquela que era professada pela maioria.

A obra encontra-se ancorada em uma análise filosófica que expõe a fragilidade do sistema de justiça francês, propondo uma reconstrução das imediações e das motivações que serviram de palco para o julgamento que resultou em um dos maiores erros judiciais da história moderna.

Sobre o autor

Edimar Brígido é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com Especialização em Ciências da Religião pela Facel, e Especialização em Filosofia com ênfase em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre e doutor em Filosofia pela mesma universidade. Atualmente, tem trabalhado com as disciplinas de Direito e Filosofia, Filosofia da Linguagem, Filosofia da Ciência, Filosofia da Natureza, Ética e Seminário de Pesquisa Científica.

A cada dois anos, a Conferência Latinoamericana das Províncias Vicentinas (CLAPVI) promove um curso para sacerdotes envolvidos no processo de formação de novos integrantes da Congregação da Missão. Em 2018, pela primeira vez, esta atividade está acontecendo no Brasil, com a contribuição da Faculdade Vicentina na organização.

Escola de Formadores 2Nas últimas seis semanas, o Seminário Vicentino Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR), acolheu os 16 participantes e foi tomado por sotaques de diferentes países: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Haiti, Honduras, México, Panamá, Peru e Porto Rico, Peru. O curso começou no dia 18 de junho e termina nesta sexta-feira (27 de julho), com a coordenação do Pe. André Marmilicz e do Pe. José Carlos Fonsatti.

Neste período, foram abordadas as seguintes dimensões: humana-afetiva, espiritual, intelectual e pastoral, bíblico-pastoral e comunitária e formação vicentina. E estes últimos dias estão sendo dedicados a um retiro de encerramento.

Do corpo docente da FAVI, além dos coordenadores deste curso, ministraram aulas os professores: Cloves Amorim, Luiz Balsan, Pe. Joaquim Andrade, Bortolo Valle, Edimar Brígido, Thiago Onofre Maia e Pe. Ilson Luís Hubner. Os participantes também puderam conhecer e ouvir os ensinamentos de Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba.

Confira a fala de alguns dos participantes sobre a experiência do curso:

Leia também a notícia do Pe. Roberto Adrian Fernandez, CM, missionário em Honduras, sobre o encerramento do curso de extensão.

Foto: Jcomp - Freepik

A proximidade de uma data tão importante para a história do Brasil (marco da independência no dia 7 de setembro), somada às notícias recentes sobre o Museu Nacional do Rio de Janeiro e à abertura do período eleitoral, tem feito muita gente pensar ainda mais sobre o futuro do país e a participação política.

De origem grega, a palavra política vem do termo polis (cidade-Estado). E desde a Antiguidade, está ligada ao campo da atividade humana que se refere à cidade, à administração pública e ao conjunto dos cidadãos.

O conceito grego de política também está associado à ideia de bem comum e da ética como fundamento da vida em coletividade – algo que permanece como um ideal a ser alcançado em nossos dias.

Filosofia política

A partir da obra intitulada Política, de Aristóteles, passou-se a se falar também de filosofia política – que, entre outros aspectos, engloba reflexões sobre poder, Estado, regimes políticos e formas de governo, liberdade e participação das pessoas na vida pública. Temáticas que são discutidas há tanto tempo e que ainda são tão atuais e necessárias, frente às constantes transformações do mundo e do país em que vivemos.

Não é a toa que a disciplina de Filosofia Política faz parte da matriz curricular do segundo ano do curso de Filosofia da FAVI, como parte da formação daqueles que escolhem se dedicar aos questionamentos sobre os diversos temas que envolvem a vida e a sociedade. E também aprendem a reconhecer os direitos e deveres de cada cidadão.

É preciso ressaltar, no entanto, que a participação política é uma responsabilidade que compete a todos, não apenas aos filósofos. Principalmente neste momento de escolhas eleitorais. Mais do que nunca, faz-se necessária a busca de informação confiável, de conteúdos de qualidade e com múltiplas perspectivas, para uma visão ampla dos candidatos e suas propostas, assim como uma visão do que nós mesmos queremos para nosso país.

Tomou posse, na manhã desta quarta-feira (29 de agosto de 2018), na Faculdade Vicentina, a nova diretoria do Centro Acadêmico Vicentino de Filosofia (CAVIF). O momento contou com a presença de alunos, professores e do diretor geral da FAVI, Pe. Ilson Luís Hubner.

Além de agradecer pela confiança de todos que votaram, o grupo eleito aproveitou para falar sobre a importância de existir um órgão de representação e participação dos alunos, principalmente pelas características e aprendizados do próprio curso de Filosofia.

“Essa participação é tão importante, visto que em nossa maioria, como seminaristas, também seremos futuros formadores de opinião”, destacou o novo presidente, Felipe Teider de Godoi – que também mencionou a necessidade de contemplar todos os cursos da faculdade nas atividades do Centro Acadêmico.

“A nossa função é representá-los, é ser a voz legal de representatividade. Nos colocamos à disposição de vocês, desde já, para fazer tudo que estiver ao nosso alcance”, disse o vice-presidente, Patrick Henrique Vaz.

Confira quem são os integrantes da chapa Trinitate, que desempenhará suas funções até maio de 2019:

  • Presidente: Felipe Teider de Godoi;
  • Vice-presidente: Patrick Henrique Vaz;
  • Secretário: Gabriel Dombroski Fiatcoski;
  • Primeiro secretário: Elpidio Júlio Cardoso;
  • Tesoureiro: Alisson Bruno Felipe Medeiros;
  • Primeiro tesoureiro: Lucas de Oliveira da Fonseca;
  • Conselheiros: Jordan Victor Gularte Francisco e Icson Rodrigo Gentek.


O bacharelado em Teologia da Faculdade Vicentina é aberto a qualquer pessoa que possui o Ensino Médio completo, seja ela pertencente a alguma ordem religiosa ou não. A partir da ciência teológica, pode-se ressignificar a realidade atual e a busca pelo sentido da vida, em meio a tantas mudanças e verdades líquidas dos tempos atuais.

O curso tem 4 anos de duração e as aulas acontecem no período da manhã, ministradas por uma equipe de professores mestres e doutores. Ao todo, a matriz curricular é formada por 2.720 horas de aula, compreendendo três núcleos: fundamental, interdisciplinar e teórico-prático.

Realização de um sonho

Aula TeologiaNo ano de 2009, a analista de sistemas Jane Centenaro ingressou na graduação em Teologia. Dois anos antes, ela havia participado de um curso sobre teologia básica promovido pelo Instituto Arquidiocesano de Formação na Fé (IAFFE), da Arquidiocese de Curitiba – o que despertou seu interesse em aprofundar os estudos nesta área e cursar a graduação na FAVI.

Sobre os aspectos que mais chamaram a sua atenção e a fizeram escolher a instituição de ensino, Jane destaca: “Pareceu-me uma grade mais voltada para teologia sistemática. Pelos títulos das matérias e respectivas grades horárias, percebia-se a importância dada a cada uma delas. O que me fez esperar um maior aprofundamento”. Outro fator decisivo foi a formação dos professores: “o que mais tarde pudemos constatar a partir da nota que a faculdade recebeu do MEC, se não a maior, mas uma das maiores”.

Hoje, aos 56 anos, já formada, ela reconhece que a experiência exigiu muito estudo e perseverança. “De início, tive um sentimento de alienação, pois faltava familiaridade com a linguagem utilizada, que aos poucos e com a paciência dos professores e um sincero interesse em esclarecer e ajudar os alunos, foi sendo vencida essa dificuldade e tudo foi transcorrendo de forma a chegarmos à conclusão do curso. A turma era bem diversa, havia leigos solteiros, casados, religiosas e seminaristas. Inclusive um dos alunos pertencia a outra denominação religiosa”, conta.

Jane acredita que a graduação foi transformadora em sua vida: “colocou-me numa posição de quem compreende a própria fé e também com muito mais segurança para atuar na minha própria comunidade. Hoje, desempenho a função de secretária de uma paróquia e sinto-me bem preparada para receber todas as pessoas e atendê-las com muita serenidade e conhecimento suficiente para ajudá-las no que necessitam”.

Por isso, ela indica o curso a todas as pessoas que desejam aprofundar a fé. “Com certeza muda completamente a visão sobre a fé e a Igreja. Ter um conhecimento mais aprofundado faz com que a pessoa tenha mais tolerância e, ao mesmo tempo, saiba identificar o que, do ensinamento de Jesus, está sendo transmitido corretamente e o que está sofrendo desvio, podendo se posicionar ou não, conforme seu próprio entendimento”, afirma.

Conhecimento que se multiplica também com a participação de leigos

De amigo de um dos professores a aluno: assim foi o início da trajetória de estudos de Robinson Lourenço da Silva na Faculdade Vicentina, que fez parte da primeira turma de Teologia, formada por leigos e religiosos, de 2008 a 2011. Na opinião dele, o nível já começou altíssimo, com “professores escolhidos a dedo, que interagiam muito com os alunos, com uma qualidade de ensino diferenciada”.

Após o bacharelado, Robson também cursou as duas pós-graduações em Bíblia (com ênfase no Antigo Testamento e em Jesus Cristo), uma pós-graduação em Espiritualidade e, em 2018, ajuda a escrever a história da FAVI novamente, participando da primeira turma da especialização em Aconselhamento e Orientação Espiritual.

Além do vínculo como aluno, Robson fortalece sua relação com a instituição como funcionário. E os aprendizados de toda essa convivência com a comunidade acadêmica reflete-se também em seus trabalhos junto à Igreja, como ministro de eucaristia, catequista e parte da liderança comunitária. “Uma das frentes de meu trabalho hoje é falar com o público e multiplicar um pouco desde conhecimento”, relata.

Três motivos para cursar Teologia na FAVI

Celsita Stete passou a ser aluna da Faculdade Vicentina em 2009, por meio da graduação em Teologia, uma área que a interessava desde a infância. Desde então, não parou mais. Já está cursando sua quinta especialização. Quer saber quais são os aspectos que ela destaca sobre o curso?


Leia mais: O que os alunos da pós-graduação falam sobre a FAVI

Fotos: Geovanni C. De Luca 

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