No mês de maio de 2018, alunos do primeiro e do terceiro ano de Filosofia da Faculdade Vicentina fizeram parte das atividades relacionadas à celebração de Corpus Christi na Igreja São Vicente de Paulo, localizada no bairro Mercês, em Curitiba, ao lado da FAVI. Eles foram acompanhados pelo Pe. Edson Friedrichsen, que também integra a comunidade acadêmica da faculdade e, até o ano passado, exercia o cargo de administrador.

A seguir, está o relato deles sobre esta experiência de convivência com a comunidade e sua importância para a formação:

“Durante a semana que antecedeu o evento de Corpus Christi da Arquidiocese de Curitiba, os seminaristas vicentinos Alisson, Fernando, Gabriel e Igor ajudaram na pintura das pedras que seriam utilizadas na confecção do tapete, junto com a comunidade da Paróquia São Vicente de Paulo. Foi um momento de interação e conhecimento maior da realidade da paróquia e dos paroquianos.

Os seminaristas, citados acima, também se fizeram presentes na confecção do tapete no dia de Corpus Christi (31 de maio). Logo amanhecendo o dia, a comunidade se reuniu no salão paroquial para iniciarem as atividades com um momento de oração, o pároco Padre Edson Friedrichsen deu-nos a benção e partimos rumo à Avenida Cândido de Abreu para iniciar a confecção. Chegando no local, o tapete foi confeccionado. O que nos chamou a atenção foi a disponibilidade da senhora Palmira (paroquiana), que se preparou com um café maravilhoso, tanto para aqueles que estavam trabalhando, quanto para os moradores de rua que por ali passavam. Damos destaque também para a participação das Irmãs, Filhas da Caridade e dos jovens da Juventude Mariana Vicentina (JMV). Os jovens participaram pela primeira vez da confecção do tapete. É de grande importância a participação deles, visto que o grupo é novo e são essas atividades que os motivam e fortalecem a caminhada como jovens engajados na Igreja e participantes nas atividades da Paróquia.

O evento de Corpus Christi de 2018 foi um momento maravilhoso. Segundo o nosso Arcebispo José Antônio Peruzzo, estiveram presentes mais de 100 mil pessoas (Arquidiocese de Curitiba). A fé que nos move é algo que motiva a nossa caminhada vocacional. Ao ver aquelas pessoas cantando e rezando alegres ao confeccionar os tapetes, sentimos a real presença de Jesus; ao ver aqueles que saem felizes ao receber um sanduíche que a dona Palmira dava, também sentimos a presença de Jesus; ao ver uma criança implorando para a mãe deixá-la ajudar na confecção, também sentimos a presença de Jesus. Essas simples ações que acontecem em nossa vida são como um combustível que nos alimenta, as atividades que realizamos junto com a comunidade nos preparam para a nossa vida de missionários dentro da Congregação da Missão.

Portanto, agradecemos pela oportunidade de participar desse evento e também por podermos partilhar um pouco do que foi o mesmo. Ficamos felizes em colocarmos em prática o trabalho em favor dos outros e da Igreja, principalmente pelo fato de termos leigos nesse trabalho junto. O Corpus Christi é um evento de grande importância para a nossa caminhada como Igreja. Sendo ele a celebração do Corpo e Sangue de Cristo, faz com que a Igreja esteja mais próxima de Cristo e também é uma oportunidade de vermos que a religião católica não está “morta” como muitos dizem, mas sim está cada vez mais forte. Cabe a nós, principalmente, missionários da Congregação da Missão, levarmos esse Jesus àqueles que mais necessitam: os Pobres, como dizia nosso fundador São Vicente de Paulo ‘Nossos Mestres e Senhores’.”

Colaboração (texto): seminaristas vicentinos
Colaboração (fotos): Pe. Edson Friedrichsen e seminaristas vicentinos

Imagem: jannoon028 - Freepik

Em virtude do calendário de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo FIFA 2018, a direção da Faculdade Vicentina informa que no dia 2 de julho (oitavas de final entre Brasil e México), as atividades administrativas serão encerradas às 10h30. O calendário de provas dos alunos do curso de Filosofia e Propedêutico será mantido.

Nos dias de jogos do Brasil marcados para o período da tarde, as aulas e demais atividades serão mantidas na FAVI.

A direção da Faculdade Vicentina informa que as aulas serão retomadas na segunda-feira (4 de junho).

Quando as atividades acadêmicas forem restabelecidas, coordenadores e professores combinarão com os alunos como será a reposição das aulas que estavam planejadas para este período de suspensão, decorrente da paralisação nacional do transporte de cargas.

A direção agradece pela compreensão e permanece à disposição para possíveis esclarecimentos. Juntos, encontraremos a melhor maneira de dar continuidade aos estudos e recuperar o que for necessário.

Atenciosamente,

Pe. Ilson Luís Hubner
Diretor geral

Passada a Semana de Provas, realizada de 19 a 27 de abril, veio o tempo de avaliação geral do primeiro bimestre e de preparação para continuidade do trabalho. Comprometida com a educação de qualidade, a Faculdade Vicentina preza pelo acompanhamento do planejamento e do calendário acadêmico, sempre atenta ao desenvolvimento dos alunos e suas demandas.

Nesta segunda-feira (7 de maio) pela manhã, aconteceram as reuniões de professores do curso Propedêutico e da graduação em Filosofia. E também um encontro do Colegiado de Filosofia, com a participação de representantes dos alunos. Tempo de compartilhar experiências, de refletir sobre oportunidades de melhoria e celebrar tudo que já foi realizado neste ano.

Que todos possam ter um segundo semestre produtivo e de muito aprendizado.

Fotos: Geovanni C. De Luca

“É com alegria que plantamos mais uma semente no jardim da filosofia”, afirma o professor Ms. Eli Carlos Dal’Pupo, no editorial da nova edição da Tabulae - Revista de Philosophia – publicação da Faculdade Vicentina que impulsiona a disseminação do conhecimento, no que diz respeito às pesquisas filosóficas e áreas afins. E que incentiva, também, os questionamentos, debates, sintetizações e formulações de novas teorias.

A edição número 21 apresenta seis artigos científicos, com fundamentação teórica e reflexões atuais e inovadoras sobre grandes temas que fazem parte do dia a dia do ser humano e da sociedade. Além da versão impressa (disponível na biblioteca da FAVI), a revista pode ser acessada pelo site da Faculdade Vicentina.

>>> Acesse a edição nº 21.

“A Filosofia é a casa da tolerância, do respeito e da valorização das ideias. Mesmo nos momentos em que a densa neblina parece ofuscá-la ou escondê-la, ela lá está, firme em seu propósito de levar aos homens a esperança da construção de um mundo melhor”, explica o professor Eli.

E complementa: “A Tabulae quer continuar proporcionando oportunidade para discussão de ideias que valorizem o ser humano e que ensinem-no a superar os obstáculos da vida e aprender com eles”.

Para ler as edições anteriores da Revista Tabulae, basta acessar esta página e fazer download dos artigos escolhidos.

Tendo em vista o momento de incertezas que estamos passando como nação e certos da compreensão de nossa comunidade acadêmica, as aulas na Faculdade Vicentina estão suspensas até segunda ordem. Continuamos somente com nossas atividades internas.

Buscaremos meios para repor este período de paralisação, de modo a não prejudicar e nem onerar o processo educacional.

Quanto ao comunicado de retorno de nossas atividades, pedimos atenção ao site e à página da FAVI no Facebook, bem como às mensagem via sistema acadêmico.

Colocamo-nos à disposição para possíveis esclarecimentos.

Atenciosamente,

Pe. Ilson Luís Hubner
Diretor geral

No diálogo Górgias, escrito por Platão, é possível encontrar uma anedota que passa quase despercebida aos olhos do leitor apressado. Cálicles e Sócrates, personagens do diálogo, discutem a respeito da importância da Filosofia, quando o primeiro aconselha Sócrates a abandonar a atividade filosófica, alegando que ela não oferece nada de útil à sociedade: não constrói casas, não gera riquezas, não salva vidas. “Se prosseguir filosofando até uma idade avançada, forçosamente ficará ignorando tudo o que realmente importa conhecer [...] é procedimento ridículo, indigno de homens e merecedor de açoites. É precisamente isso que se dá comigo com relação aos que se dedicam à Filosofia”, argumenta ele.

Na linguagem habermasiana, Cálicles representa os ideais tecnocratas daqueles que desejam silenciar a atividade filosófica, em favor de uma agenda mais positivista, alimentada pela lógica capitalista que transforma saberes em produtos, disponibilizando-os para aquisição no Mercado. Para eles, os homens deveriam se dedicar à atividades “mais importantes”, aquelas que podem, de forma pragmática, contribuir com o tão desejado desenvolvimento social, fomentando o progresso da humanidade. Sócrates, o interlocutor que não se deixa ludibriar pela argumentação astuta e revestida de boas intenções, explica para o amigo que deixar de filosofar é simplesmente impossível, porque é impossível deixar de se espantar com a existência. A Filosofia nasce e se renova no embate do homem frente ao mundo, e isso não se pode silenciar: matar a filosofia significa matar o próprio homem.

Resgatando uma moldura típica do Regime Militar, no Brasil tramitam propostas legislativas que pretendem excluir a oferta de cursos da área de Ciências Humanas nas Universidades Federais. Seria essa a forma do progresso? No âmbito Federal, em nome de um projeto de modernização, a Reforma do Ensino Médio eliminou as disciplinas de Filosofia e de Sociologia da grade curricular obrigatória; agora elas são optativas. Lamentavelmente, chamam isso de autonomia.

A nova ordem econômica é enxugar gastos, e a Filosofia não está a salvo dessa exigência. Como se fosse possível formar bons cidadãos e cientistas competentes sem recorrer aos pressupostos filosóficos que servem de suporte fundamental para a própria ciência. A Biologia e a Medicina precisam da Filosofia para problematizar o mistério da vida; o mesmo se passa com a Física e a Química que necessitam da Filosofia para levantar questões acerca da origem da matéria. A Filosofia é indispensável para a formação intelectual alicerçada em valores republicanos, acreditar no contrário seria um erro absurdo. Fazendo coro as sábias palavras de Cassirer: “A filosofia não se separa da ciência natural, da história, da ciência do direito e da política, mas, de certo modo, constitui para todas elas a respiração vivificante, a única atmosfera na qual podem existir e atuar".

Ainda que as articulações políticas e as convulsões súbitas pareçam ameaçar a tranquilidade da reflexão filosófica, elas são, na verdade, estertores de uma realidade que está prestes a morrer, e que, por reconhecer essa inevitável fatalidade, revoltam-se mais ferozmente contra a Filosofia. Por tudo isso, mais do que nunca: Sapere Aude!

Artigo de Edimar Brígido - Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professor da Faculdade Vicentina.

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