Tomou posse, na manhã desta quarta-feira (29 de agosto de 2018), na Faculdade Vicentina, a nova diretoria do Centro Acadêmico Vicentino de Filosofia (CAVIF). O momento contou com a presença de alunos, professores e do diretor geral da FAVI, Pe. Ilson Luís Hubner.

Além de agradecer pela confiança de todos que votaram, o grupo eleito aproveitou para falar sobre a importância de existir um órgão de representação e participação dos alunos, principalmente pelas características e aprendizados do próprio curso de Filosofia.

“Essa participação é tão importante, visto que em nossa maioria, como seminaristas, também seremos futuros formadores de opinião”, destacou o novo presidente, Felipe Teider de Godoi – que também mencionou a necessidade de contemplar todos os cursos da faculdade nas atividades do Centro Acadêmico.

“A nossa função é representá-los, é ser a voz legal de representatividade. Nos colocamos à disposição de vocês, desde já, para fazer tudo que estiver ao nosso alcance”, disse o vice-presidente, Patrick Henrique Vaz.

Confira quem são os integrantes da chapa Trinitate, que desempenhará suas funções até maio de 2019:

  • Presidente: Felipe Teider de Godoi;
  • Vice-presidente: Patrick Henrique Vaz;
  • Secretário: Gabriel Dombroski Fiatcoski;
  • Primeiro secretário: Elpidio Júlio Cardoso;
  • Tesoureiro: Alisson Bruno Felipe Medeiros;
  • Primeiro tesoureiro: Lucas de Oliveira da Fonseca;
  • Conselheiros: Jordan Victor Gularte Francisco e Icson Rodrigo Gentek.


A cada dois anos, a Conferência Latinoamericana das Províncias Vicentinas (CLAPVI) promove um curso para sacerdotes envolvidos no processo de formação de novos integrantes da Congregação da Missão. Em 2018, pela primeira vez, esta atividade está acontecendo no Brasil, com a contribuição da Faculdade Vicentina na organização.

Escola de Formadores 2Nas últimas seis semanas, o Seminário Vicentino Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR), acolheu os 16 participantes e foi tomado por sotaques de diferentes países: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Haiti, Honduras, México, Panamá, Peru e Porto Rico, Peru. O curso começou no dia 18 de junho e termina nesta sexta-feira (27 de julho), com a coordenação do Pe. André Marmilicz e do Pe. José Carlos Fonsatti.

Neste período, foram abordadas as seguintes dimensões: humana-afetiva, espiritual, intelectual e pastoral, bíblico-pastoral e comunitária e formação vicentina. E estes últimos dias estão sendo dedicados a um retiro de encerramento.

Do corpo docente da FAVI, além dos coordenadores deste curso, ministraram aulas os professores: Cloves Amorim, Luiz Balsan, Pe. Joaquim Andrade, Bortolo Valle, Edimar Brígido, Thiago Onofre Maia e Pe. Ilson Luís Hubner. Os participantes também puderam conhecer e ouvir os ensinamentos de Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba.

Confira a fala de alguns dos participantes sobre a experiência do curso:

Leia também a notícia do Pe. Roberto Adrian Fernandez, CM, missionário em Honduras, sobre o encerramento do curso de extensão.

O bacharelado em Teologia da Faculdade Vicentina é aberto a qualquer pessoa que possui o Ensino Médio completo, seja ela pertencente a alguma ordem religiosa ou não. A partir da ciência teológica, pode-se ressignificar a realidade atual e a busca pelo sentido da vida, em meio a tantas mudanças e verdades líquidas dos tempos atuais.

O curso tem 4 anos de duração e as aulas acontecem no período da manhã, ministradas por uma equipe de professores mestres e doutores. Ao todo, a matriz curricular é formada por 2.720 horas de aula, compreendendo três núcleos: fundamental, interdisciplinar e teórico-prático.

Realização de um sonho

Aula TeologiaNo ano de 2009, a analista de sistemas Jane Centenaro ingressou na graduação em Teologia. Dois anos antes, ela havia participado de um curso sobre teologia básica promovido pelo Instituto Arquidiocesano de Formação na Fé (IAFFE), da Arquidiocese de Curitiba – o que despertou seu interesse em aprofundar os estudos nesta área e cursar a graduação na FAVI.

Sobre os aspectos que mais chamaram a sua atenção e a fizeram escolher a instituição de ensino, Jane destaca: “Pareceu-me uma grade mais voltada para teologia sistemática. Pelos títulos das matérias e respectivas grades horárias, percebia-se a importância dada a cada uma delas. O que me fez esperar um maior aprofundamento”. Outro fator decisivo foi a formação dos professores: “o que mais tarde pudemos constatar a partir da nota que a faculdade recebeu do MEC, se não a maior, mas uma das maiores”.

Hoje, aos 56 anos, já formada, ela reconhece que a experiência exigiu muito estudo e perseverança. “De início, tive um sentimento de alienação, pois faltava familiaridade com a linguagem utilizada, que aos poucos e com a paciência dos professores e um sincero interesse em esclarecer e ajudar os alunos, foi sendo vencida essa dificuldade e tudo foi transcorrendo de forma a chegarmos à conclusão do curso. A turma era bem diversa, havia leigos solteiros, casados, religiosas e seminaristas. Inclusive um dos alunos pertencia a outra denominação religiosa”, conta.

Jane acredita que a graduação foi transformadora em sua vida: “colocou-me numa posição de quem compreende a própria fé e também com muito mais segurança para atuar na minha própria comunidade. Hoje, desempenho a função de secretária de uma paróquia e sinto-me bem preparada para receber todas as pessoas e atendê-las com muita serenidade e conhecimento suficiente para ajudá-las no que necessitam”.

Por isso, ela indica o curso a todas as pessoas que desejam aprofundar a fé. “Com certeza muda completamente a visão sobre a fé e a Igreja. Ter um conhecimento mais aprofundado faz com que a pessoa tenha mais tolerância e, ao mesmo tempo, saiba identificar o que, do ensinamento de Jesus, está sendo transmitido corretamente e o que está sofrendo desvio, podendo se posicionar ou não, conforme seu próprio entendimento”, afirma.

Conhecimento que se multiplica também com a participação de leigos

De amigo de um dos professores a aluno: assim foi o início da trajetória de estudos de Robinson Lourenço da Silva na Faculdade Vicentina, que fez parte da primeira turma de Teologia, formada por leigos e religiosos, de 2008 a 2011. Na opinião dele, o nível já começou altíssimo, com “professores escolhidos a dedo, que interagiam muito com os alunos, com uma qualidade de ensino diferenciada”.

Após o bacharelado, Robson também cursou as duas pós-graduações em Bíblia (com ênfase no Antigo Testamento e em Jesus Cristo), uma pós-graduação em Espiritualidade e, em 2018, ajuda a escrever a história da FAVI novamente, participando da primeira turma da especialização em Aconselhamento e Orientação Espiritual.

Além do vínculo como aluno, Robson fortalece sua relação com a instituição como funcionário. E os aprendizados de toda essa convivência com a comunidade acadêmica reflete-se também em seus trabalhos junto à Igreja, como ministro de eucaristia, catequista e parte da liderança comunitária. “Uma das frentes de meu trabalho hoje é falar com o público e multiplicar um pouco desde conhecimento”, relata.

Três motivos para cursar Teologia na FAVI

Celsita Stete passou a ser aluna da Faculdade Vicentina em 2009, por meio da graduação em Teologia, uma área que a interessava desde a infância. Desde então, não parou mais. Já está cursando sua quinta especialização. Quer saber quais são os aspectos que ela destaca sobre o curso?


Leia mais: O que os alunos da pós-graduação falam sobre a FAVI

Fotos: Geovanni C. De Luca 

Em sintonia com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que reconhece a importância da Pastoral da Acolhida e do aconselhamento, e a consequente urgência de preparar pessoas leigas e consagradas para tais ministérios, a Faculdade Vicentina oferece um curso de Pós-graduação em Aconselhamento e Orientação Espiritual.

A primeira turma teve início em março de 2018. 

Clique aqui e veja uma apresentação mais completa do curso.

Com a presença de professores, alunos e convidados, o auditório da Faculdade Vicentina sediou nesta sexta-feira (16 de março), o primeiro Café Filosófico de 2018, com o lançamento do livro Wittgenstein: a ética e a constituição do gênio, de Bortolo Valle e Edimar Brígido. Doutores em filosofia e integrantes do corpo docente da FAVI, os autores escolheram a instituição para a primeira apresentação pública da obra e ressaltaram que os alunos são a razão dela existir.

“Que bom estarmos reunidos para este momento de valorização do pensar. Que este livro possa lançar, para nós, novos questionamentos, provocações e conhecimento”, disse o reitor Pe. Ilson Luís Hübner, na abertura do evento.

Em sua fala, Bortolo destacou o histórico que precedeu este momento tão importante, recordando os tempos em que Edimar foi seu aluno na graduação e seu orientando de mestrado e doutorado (no qual foi desenvolvida a pesquisa que originou este livro). E como surgiu o interesse pelos estudos do filósofo austríaco Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, considerado um dos principais pensadores do século XX – e também um dos mais herméticos. “Este livro possibilita o acesso a uma parte da obra de Wittgenstein, para que mesmo alguém que não conheça o autor possa compreender e se encantar. É uma obra de esclarecimento, sem ser superficial. Densa, profunda, mas que pode ser lida e compreendida”, afirmou o professor.

Edimar também ressaltou a importância das conversas, dos debates, das leituras compartilhadas e da amizade construída com seu orientador, e hoje colega de profissão, ao longo desta trajetória. “A ética hoje é um assunto urgente, um dos mais necessários de se discutir na atualidade. Porque não basta para a filosofia discutir temas desconectados com a realidade social. (...) Este livro não fala de uma teoria sobre a ética. Preocupa-se com a vida ética. Foi escrito para o homem do século XXI. E abre muitas possibilidades para discussão. Wittgenstein sugere um caminho, mas quem vai seguir ou não é o sujeito”, completou.

Edimar explicou, ainda, que a genialidade não é um atributo dado a nós pela natureza, pois isso seria injusto. Ela é construída, faz parte de um processo. “O gênio não nasce pronto, ele ‘torna-se’. Gênio nada mais é do que o homem que tomou consciência de si mesmo, que entendeu que a vida vai além de si e conseguiu tornar o mundo ao seu redor melhor”.  

João Victor Ponciano e Douglas da Silva, alunos do 3º ano do curso de Filosofia, completaram a mesa de discussão e, após a apresentação dos autores, fizeram suas considerações e perguntas. Os dois estiveram presentes na defesa de doutorado do professor Edimar e chamaram a atenção para o ineditismo da abordagem do livro – que não se limita à análise das publicações de Wittgenstein. O texto também resgata memórias daqueles que conviveram com ele e fatos que demonstram a face não escrita de sua obra. E tece relações e reflexões que demonstram as influências que sofreu, a partir de outros pensadores.

A Faculdade Vicentina busca a promoção integral do ser humano, por meio da educação superior de qualidade. Para isso, conta com uma equipe de professores mestres e doutores, profissionais competentes e alunos dedicados. E para compreender quais aspectos são mais valorizados na formação e no cotidiano da instituição, a FAVI pediu que alunos da pós-graduação que concluíram seus estudos neste ano fizessem um relato sobre suas experiências.

Currículo dos cursos, estrutura e ambiente acolhedor

As estruturas curriculares dos cursos oferecidos logo chamaram a atenção de Cleverson Leandro da Silva, professor de 38 anos que ingressou na especialização em Bíblia 1, com ênfase em Jesus Cristo, em 2012. E, recentemente, terminou a especialização em Bíblia 2, com foco no Antigo Testamento. “Minha experiência na FAVI foi ótima, tanto é que, na minha segunda pós-graduação na instituição, convidei minha esposa e cursamos juntos o curso de Bíblia. Difícil é dizer o que mais gostei na FAVI, pois são muitos os pontos positivos: o ambiente gostoso e acolhedor, o nível de formação dos professores, a estrutura da instituição, a assessoria da coordenação, a rica biblioteca, o bom atendimento e atenção de todos os funcionários, as boas amizades que fiz no curso e, sobretudo, o ensino sempre focado na vivência cristã”, conta.

Cleverson afirma que tem a intenção de continuar estudando e que a Faculdade Vicentina contribui com a sociedade, preparando as pessoas para a vida. “Os cursos que fiz na instituição me proporcionaram entender, pelo uso da razão, a minha fé. Ajudaram a sistematizar o que já trazia no coração”, reconhece o aluno.

Ampliação do campo de visão e amadurecimento

IMG 8596O seminarista Fernando Sales da Silva, de 29 anos, classifica sua experiência na FAVI como excelente. “Os professores são ótimos. O clima fraterno, a amizade entre os alunos e a atenção dos colaboradores fazem a diferença”, declara.

Fernando começou a pós-graduação em Espiritualidade em 2015 e destaca como pontos positivos: a grade curricular, o bom atendimento e a atenção recebida quando precisou de informações. Sobre o conteúdo, ele avalia que “amplia o campo de visão, fornecendo condições de refletir sobre as diversas teorias, possibilitando assim uma nova prática pastoral, também um processo de amadurecimento espiritual”.

Experiência de vida transformadora

Por intermédio de colegas da Congregação das Irmãs da Divina Providência, Ir. Maria José de Lima conheceu a Faculdade Vicentina e ingressou na pós-graduação em Espiritualidade, em 2016, interessada nas disciplinas que compõem o curso.

Hoje, com 58 anos de idade e toda a experiência como agente de Pastoral, pode afirmar que o curso fez diferença em sua vida: “me ajudou a querer continuar aprofundando temas relacionados à espiritualidade e à Bíblia. A experiência de vida de alguns professores, testemunho de compromisso com o projeto de Jesus Cristo, me edificaram”.

No decorrer dos módulos, além dos conteúdos, Ir. Maria José também passou a valorizar a preparação das aulas, o ambiente harmonioso e familiar, o relacionamento entre os alunos e os professores e funcionários, a biblioteca e o fácil acesso aos livros necessários. “O curso é muito bom pelo seu conteúdo e possibilita aprofundamento dos temas, pela bibliografia oferecida. Amplia os conhecimentos para o trabalho, seja na Pastoral ou na Congregação, como também para o crescimento pessoal”.

Conteúdo diversificado, aspecto humano e práticaGladis na Biblioteca1

Para Ir. Francisca Machado Sombrio, de 59 anos, que também atua no serviço pastoral, a possibilidade de aliar teoria e prática foi um ponto essencial para sua escolha pela especialização em Espiritualidade. “Chamou-me a atenção o conteúdo programático tão diversificado, dando a entender que possibilitaria um amplo conhecimento da espiritualidade. Isso me fez perceber que se tratava do curso que desejava fazer, pois me ajudaria a compreender melhor os diferentes aspectos da espiritualidade e, consequentemente, colocar em prática na minha vida e missão. (...) Com certeza, indico o curso para outras pessoas consagradas ou leigas, pois ele é de grande importância para quem deseja aprofundar seus conhecimentos teóricos e fortalece para a vivência pessoal da espiritualidade”.

“Com conteúdos muito próprios e professores competentes, diálogos e leituras, o curso possibilitou ampliar meus conhecimentos na área da Teologia, principalmente no aspecto da Espiritualidade. Fortaleceu minha própria experiência pessoal da espiritualidade cristã, dando mais fundamento para minha Vida Consagrada e missão”, relata a religiosa.

Ir. Francisca também destaca a compreensão e o apoio da coordenação aos participantes de outros estados e aos alunos muito ocupados, com atendimento personalizado e envio frequente de recados e recomendações. “Percebi se tratar de uma faculdade que não perde sua qualidade, tendo bastante presente o lado humano do aluno, pois cada aluno tem seu interesse em fazer o curso. Tanto com os professores, como com os colegas, o clima foi de muita fraternidade”, explica.

Por que estudar na Faculdade Vicentina?

Aluna da Faculdade Vicentina desde 2009, Celsita Maria Graciela Diaz Stete já concluiu a graduação em Teologia e quatro cursos de pós-graduação. Em 2018, iniciou a quinta especialização na FAVI. Conheça um pouco desta história de amor ao conhecimento:



Depois de uma trajetória profissional bem-sucedida, Celsita decidiu estudar uma área que a interessava desde a infância. Neste vídeo, ela conta quais são as razões que a fazem escolher a Faculdade Vicentina e desejar continuar os estudos.



Fotos: Geovanni C. De Luca e arquivo da FAVI

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