O professor Bortolo Valle acaba de apresentar sua mais nova publicação. Em parceria com Léo Peruzzo Júnior, é organizador do livro Filosofia da linguagem publicado pela Editora Universitária Champagnat. Reunindo os melhores especialistas, brasileiros e portugueses, o livro busca apresentar o trabalho dos principais autores contemporâneos no campo da Filosofia da Linguagem. “Partindo do problema fregeano e russelliano, a obra se desdobra nos desafios de pensar o papel da linguagem após a virada operada por Ludwig Wittgenstein”.

Conheça a obra. Ótima leitura.

"A autoconstituição do sujeito ético em Wittgenstein"

Esse foi o tema apresentado pelo professor Edimar Brígido no XVII Congresso Nacional de Filosofia - Anpof -, realizado na cidade de Aracaju, capital sergipana, entre os dias 17 e 21 de outubro. Esse é o maior evento filosófico no Brasil, reunindo professores e estudantes de diferentes correntes de pensamento.
O encontro é uma oportunidade de diálogo entre pesquisadores de áreas afins, o que promove a interação entre os diversos cursos de Filosofia espalhados pelo país.

"Para além das teorias tradicionais da ética, a intenção de Wittgenstein aponta para uma dimensão ainda pouco explorada: a autoconstituicão do sujeito ético. Em momentos de crise política e social, como estamos vivendo no Brasil, a filosofia wittgensteiniana se revela significativa frente aos desafios contemporâneos; mais do que falar sobre ética, o ideal é tornar-se um sujeito ético", ressalta o professor Edimar.

A Faculdade Vicentina ficou conhecida pela qualidade do seu curso de filosofia, ofertado desde 1967 pelo Instituto Vicentino de Filosofia. Nos últimos dez anos, a FAVI tornou-se também referência na oferta de cursos de Pós-graduação Lato Sensu (Especialização). De 2006 até agora foram 118 turmas concluídas, com aproximadamente 2500 alunos formados. Atualmente a FAVI possui 22 cursos em andamento, todos 100% presenciais e com professores altamente qualificados, sempre superando o exigido pela legislação vigente. Escolha um dos cursos de Pós-graduação da FAVI e tenha a certeza que estará recebendo o que há de melhor em cada curso proposto.

Como é bom recordar a nossa infância, sobretudo, se ela deixou marcas positivas em nossa vida. A relação com os nossos pais, os nossos primeiros educadores; a alegria de termos irmãos com os quais brincávamos e tantas vezes brigávamos, mas sempre num clima muito livre e descontraído; os amigos de escola, de futebol, os primeiros amigos que jamais serão esquecidos. E nesse meio, como esquecer aqueles que foram os nossos primeiros mestres, os professores da escola de primário? Serei eternamente grato a eles, pois foi ali que aprendi as primeiras letras do alfabeto, as palavras, frases e textos. Aprendi a tabuada, a somar e dividir, a conhecer o mundo através de livros de história, geografia, romances, enfim, aprendi a estar em outro lugar através da mente, do pensamento, de autores que me ensinaram a me deslocar no espaço, abrindo os horizontes para novas realidades.


Recordar a infância para mim é debruçar-se neste universo tão peculiar, tão especial que se encontra naquele espaço específico que é a escola do meu interior. Serei eternamente grato aos professores que me alfabetizaram e me orientaram na sublime arte de conhecer, aprender, ser e conviver. Porque ali se aprendia a respeitar o próximo, a viver como colegas que se ajudam e se aprendia também a ler, calcular e a escrever. Saudades daqueles tempos que foram determinantes para que no futuro eu pudesse avançar no conhecimento e transpor barreiras intelectuais quase que inimagináveis para um menino do interior. Foram eles que me fizeram acreditar no meu potencial e de tantos outros colegas que avançaram e venceram tantos obstáculos graças àquela escolinha do interior.


Professor é alguém muito especial, porque se não fosse ele, o mundo seria carente de todo tipo de conhecimento, de avanços nas diversas áreas, na tecnologia, na ciência, na arte de relacionar-se e conviver pacificamente neste planeta terra. É graças a ele que se formam os engenheiros, os médicos, os dentistas, os advogados, os filósofos, os sacerdotes e todos os profissionais nas incontáveis áreas exatas ou humanas. O que seria do mundo sem o professor? E pensar que esse ser tão extraordinário tantas vezes não tem o devido reconhecimento da sociedade!
Na escolinha do interior o professor sempre foi uma espécie de referência, pautada no respeito e na credibilidade. A palavra do professor tinha força e importância impar na arte de ensinar e de educar. Nas marcas do tempo que passa, terei sempre vivo na memória as primeiras lições, o carinho e a ternura dos meus mestres da escolinha do interior. A eles, minha eterna gratidão, pois sem eles, eu não teria esse enorme prazer de escrever, de ler e de ensinar, arte que procuro desenvolver na minha vida como um verdadeiro ministério.
Nesse dia dedicado aos professores, os mestres na arte de ensinar, os sinceros parabéns. No contexto atual ser professor tornou-se uma arte muito mais difícil e exigente. Em muitos lugares os professores são verdadeiros heróis, pois lhes falta tudo e, sobretudo, o respeito e a valorização dos poderes públicos. A educação deveria ser a prioridade número um de todos os governos sérios e transparentes. Infelizmente, não é isso que assistimos ao longo da nossa história.


Aos mestres, com carinho, o reconhecimento e a profunda gratidão. Na sublime arte de ensinar e de educar, vocês são simplesmente insubstituíveis e imortais. Parabéns.

Neste mês de agosto o número 119 da Revista Filosofia, da Editora Escala, conta com uma entrevista com o professor Edimar Brígido, da Faculdade Vicentina.

O tema da matéria é: "Ética e Estética no Tractatus", linha de pesquisa desenvolvida na dissertação de mestrado do professor Edimar. A entrevista na íntegra poderá ser consultada no site da revista (link abaixo), ou diretamente no exemplar físico.

Essa matéria demonstra a seriedade e a qualidade do corpo docente da Faculdade Vicentina, o que serve de estímulo para nossos estudantes que começam a dar seus primeiros passos rumo à pesquisa científica.

Em um dos trechos da entrevista é possível ler:

"Falar sobre Ética em Wittgenstein é sempre um desafio interessante. Isso porque ele aborda a questão de uma maneira totalmente original, rompendo com os recursos frequentemente utilizados pelos demais filósofos ao longo da tradição ocidental. Para Wittgenstein, a ética não é uma teoria sobre o bem, pelo contrário, a ética jamais pode ser confundida com uma teoria de qualquer tipo. Segundo ele, a ética pertence a um seleto grupo de elementos (como a estética e a religião, por exemplo), que ele caracteriza como sendo aquilo que é mais elevado, e que, portanto, não pode ser posto em palavras, cabendo, então, o silêncio." (BRÍGIDO, 2016, p. 12).

Site da revista: Portal Ciência e Vida

Boa leitura à todos!

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