Imagem: jannoon028 - Freepik

Em virtude do calendário de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo FIFA 2018, a direção da Faculdade Vicentina informa que no dia 2 de julho (oitavas de final entre Brasil e México), as atividades administrativas serão encerradas às 10h30. O calendário de provas dos alunos do curso de Filosofia e Propedêutico será mantido.

Nos dias de jogos do Brasil marcados para o período da tarde, as aulas e demais atividades serão mantidas na FAVI.

“É com alegria que plantamos mais uma semente no jardim da filosofia”, afirma o professor Ms. Eli Carlos Dal’Pupo, no editorial da nova edição da Tabulae - Revista de Philosophia – publicação da Faculdade Vicentina que impulsiona a disseminação do conhecimento, no que diz respeito às pesquisas filosóficas e áreas afins. E que incentiva, também, os questionamentos, debates, sintetizações e formulações de novas teorias.

A edição número 21 apresenta seis artigos científicos, com fundamentação teórica e reflexões atuais e inovadoras sobre grandes temas que fazem parte do dia a dia do ser humano e da sociedade. Além da versão impressa (disponível na biblioteca da FAVI), a revista pode ser acessada pelo site da Faculdade Vicentina.

>>> Acesse a edição nº 21.

“A Filosofia é a casa da tolerância, do respeito e da valorização das ideias. Mesmo nos momentos em que a densa neblina parece ofuscá-la ou escondê-la, ela lá está, firme em seu propósito de levar aos homens a esperança da construção de um mundo melhor”, explica o professor Eli.

E complementa: “A Tabulae quer continuar proporcionando oportunidade para discussão de ideias que valorizem o ser humano e que ensinem-no a superar os obstáculos da vida e aprender com eles”.

Para ler as edições anteriores da Revista Tabulae, basta acessar esta página e fazer download dos artigos escolhidos.

Tendo em vista o momento de incertezas que estamos passando como nação e certos da compreensão de nossa comunidade acadêmica, as aulas na Faculdade Vicentina estão suspensas até segunda ordem. Continuamos somente com nossas atividades internas.

Buscaremos meios para repor este período de paralisação, de modo a não prejudicar e nem onerar o processo educacional.

Quanto ao comunicado de retorno de nossas atividades, pedimos atenção ao site e à página da FAVI no Facebook, bem como às mensagem via sistema acadêmico.

Colocamo-nos à disposição para possíveis esclarecimentos.

Atenciosamente,

Pe. Ilson Luís Hubner
Diretor geral

No diálogo Górgias, escrito por Platão, é possível encontrar uma anedota que passa quase despercebida aos olhos do leitor apressado. Cálicles e Sócrates, personagens do diálogo, discutem a respeito da importância da Filosofia, quando o primeiro aconselha Sócrates a abandonar a atividade filosófica, alegando que ela não oferece nada de útil à sociedade: não constrói casas, não gera riquezas, não salva vidas. “Se prosseguir filosofando até uma idade avançada, forçosamente ficará ignorando tudo o que realmente importa conhecer [...] é procedimento ridículo, indigno de homens e merecedor de açoites. É precisamente isso que se dá comigo com relação aos que se dedicam à Filosofia”, argumenta ele.

Na linguagem habermasiana, Cálicles representa os ideais tecnocratas daqueles que desejam silenciar a atividade filosófica, em favor de uma agenda mais positivista, alimentada pela lógica capitalista que transforma saberes em produtos, disponibilizando-os para aquisição no Mercado. Para eles, os homens deveriam se dedicar à atividades “mais importantes”, aquelas que podem, de forma pragmática, contribuir com o tão desejado desenvolvimento social, fomentando o progresso da humanidade. Sócrates, o interlocutor que não se deixa ludibriar pela argumentação astuta e revestida de boas intenções, explica para o amigo que deixar de filosofar é simplesmente impossível, porque é impossível deixar de se espantar com a existência. A Filosofia nasce e se renova no embate do homem frente ao mundo, e isso não se pode silenciar: matar a filosofia significa matar o próprio homem.

Resgatando uma moldura típica do Regime Militar, no Brasil tramitam propostas legislativas que pretendem excluir a oferta de cursos da área de Ciências Humanas nas Universidades Federais. Seria essa a forma do progresso? No âmbito Federal, em nome de um projeto de modernização, a Reforma do Ensino Médio eliminou as disciplinas de Filosofia e de Sociologia da grade curricular obrigatória; agora elas são optativas. Lamentavelmente, chamam isso de autonomia.

A nova ordem econômica é enxugar gastos, e a Filosofia não está a salvo dessa exigência. Como se fosse possível formar bons cidadãos e cientistas competentes sem recorrer aos pressupostos filosóficos que servem de suporte fundamental para a própria ciência. A Biologia e a Medicina precisam da Filosofia para problematizar o mistério da vida; o mesmo se passa com a Física e a Química que necessitam da Filosofia para levantar questões acerca da origem da matéria. A Filosofia é indispensável para a formação intelectual alicerçada em valores republicanos, acreditar no contrário seria um erro absurdo. Fazendo coro as sábias palavras de Cassirer: “A filosofia não se separa da ciência natural, da história, da ciência do direito e da política, mas, de certo modo, constitui para todas elas a respiração vivificante, a única atmosfera na qual podem existir e atuar".

Ainda que as articulações políticas e as convulsões súbitas pareçam ameaçar a tranquilidade da reflexão filosófica, elas são, na verdade, estertores de uma realidade que está prestes a morrer, e que, por reconhecer essa inevitável fatalidade, revoltam-se mais ferozmente contra a Filosofia. Por tudo isso, mais do que nunca: Sapere Aude!

Artigo de Edimar Brígido - Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professor da Faculdade Vicentina.

Acesse o texto em PDF.

A direção da Faculdade Vicentina informa que as aulas serão retomadas na segunda-feira (4 de junho).

Quando as atividades acadêmicas forem restabelecidas, coordenadores e professores combinarão com os alunos como será a reposição das aulas que estavam planejadas para este período de suspensão, decorrente da paralisação nacional do transporte de cargas.

A direção agradece pela compreensão e permanece à disposição para possíveis esclarecimentos. Juntos, encontraremos a melhor maneira de dar continuidade aos estudos e recuperar o que for necessário.

Atenciosamente,

Pe. Ilson Luís Hubner
Diretor geral

Passada a Semana de Provas, realizada de 19 a 27 de abril, veio o tempo de avaliação geral do primeiro bimestre e de preparação para continuidade do trabalho. Comprometida com a educação de qualidade, a Faculdade Vicentina preza pelo acompanhamento do planejamento e do calendário acadêmico, sempre atenta ao desenvolvimento dos alunos e suas demandas.

Nesta segunda-feira (7 de maio) pela manhã, aconteceram as reuniões de professores do curso Propedêutico e da graduação em Filosofia. E também um encontro do Colegiado de Filosofia, com a participação de representantes dos alunos. Tempo de compartilhar experiências, de refletir sobre oportunidades de melhoria e celebrar tudo que já foi realizado neste ano.

Que todos possam ter um segundo semestre produtivo e de muito aprendizado.

Fotos: Geovanni C. De Luca

“Alegrai-vos e exultai”: este é o convite que o Papa Francisco faz a todos, já no título em latim de sua nova Exortação Apostólica, chamada “Gaudete et Exsultate”. O documento possui cinco capítulos e 177 parágrafos, que reforçam o chamado à santidade, sem desconsiderar os desafios e as oportunidades do contexto atual. E que também destacam a importância da alegria.

Em artigo publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos, o padre vicentino Eliseu Wisniewski, mestre e doutorando em Teologia e presbítero da Congregação da Missão Província do Sul, explica a santidade precisa ser compreendida como um programa de vida, que acontece no dia a dia, com pessoas de carne e osso.

No documento, Papa Francisco afirma que a santidade é o rosto mais belo da Igreja. E esta beleza está ligada ao fato de que todas as pessoas podem vivenciá-la, de diferentes maneiras. “(...) o que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «sede santos, porque Eu sou santo» ( Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho»” (nº 10).

Com essa afirmação, o Sumo Pontífice deixa claro que não só os católicos, mas toda a humanidade é destinada a ser Povo de Deus. Não se trata de um privilégio, mas sim um convite, acessível e próximo da realidade.

Como sintetiza Pe. Eliseu, com base na Exortação Apostólica: “Pertencendo à família divina e entendendo-nos como frutos do amor ilimitado da Trindade, nascidos do amor de Deus e predestinados ao amor, recebemos a missão de comunicar esse amor aos demais homens e mulheres pelo testemunho, através do próprio modo de viver, através do amor e da caridade. A santidade não é nada mais do que a ‘caridade plenamente vivida’ (n. 21)”. E essa característica pode ser percebida na relação com a família, no posicionamento frente aos desafios que nos cercam, na compaixão com o próximo, nas iniciativas que semeiam a paz, entre outras possibilidades.

Clique aqui para ver o documento completo.

Saiba mais: Alegria é tema de reportagem gravada na FAVI

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