Imagem: jannoon028 - Freepik

Em virtude do calendário de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo FIFA 2018, a direção da Faculdade Vicentina informa que as atividades acadêmicas e administrativas estarão suspensas no período da manhã do dia 22 de junho (Brasil x Costa Rica).

O recesso não trará prejuízo acadêmico para os alunos, pois haverá reposição do conteúdo por meio de atividades extras a serem definidas pelos professores que teriam aulas nesta data.

Nos dias de jogos do Brasil marcados para o período da tarde, as aulas e demais atividades serão mantidas na FAVI.

“É com alegria que plantamos mais uma semente no jardim da filosofia”, afirma o professor Ms. Eli Carlos Dal’Pupo, no editorial da nova edição da Tabulae - Revista de Philosophia – publicação da Faculdade Vicentina que impulsiona a disseminação do conhecimento, no que diz respeito às pesquisas filosóficas e áreas afins. E que incentiva, também, os questionamentos, debates, sintetizações e formulações de novas teorias.

A edição número 21 apresenta seis artigos científicos, com fundamentação teórica e reflexões atuais e inovadoras sobre grandes temas que fazem parte do dia a dia do ser humano e da sociedade. Além da versão impressa (disponível na biblioteca da FAVI), a revista pode ser acessada pelo site da Faculdade Vicentina.

>>> Acesse a edição nº 21.

“A Filosofia é a casa da tolerância, do respeito e da valorização das ideias. Mesmo nos momentos em que a densa neblina parece ofuscá-la ou escondê-la, ela lá está, firme em seu propósito de levar aos homens a esperança da construção de um mundo melhor”, explica o professor Eli.

E complementa: “A Tabulae quer continuar proporcionando oportunidade para discussão de ideias que valorizem o ser humano e que ensinem-no a superar os obstáculos da vida e aprender com eles”.

Para ler as edições anteriores da Revista Tabulae, basta acessar esta página e fazer download dos artigos escolhidos.

Passada a Semana de Provas, realizada de 19 a 27 de abril, veio o tempo de avaliação geral do primeiro bimestre e de preparação para continuidade do trabalho. Comprometida com a educação de qualidade, a Faculdade Vicentina preza pelo acompanhamento do planejamento e do calendário acadêmico, sempre atenta ao desenvolvimento dos alunos e suas demandas.

Nesta segunda-feira (7 de maio) pela manhã, aconteceram as reuniões de professores do curso Propedêutico e da graduação em Filosofia. E também um encontro do Colegiado de Filosofia, com a participação de representantes dos alunos. Tempo de compartilhar experiências, de refletir sobre oportunidades de melhoria e celebrar tudo que já foi realizado neste ano.

Que todos possam ter um segundo semestre produtivo e de muito aprendizado.

Fotos: Geovanni C. De Luca

“Alegrai-vos e exultai”: este é o convite que o Papa Francisco faz a todos, já no título em latim de sua nova Exortação Apostólica, chamada “Gaudete et Exsultate”. O documento possui cinco capítulos e 177 parágrafos, que reforçam o chamado à santidade, sem desconsiderar os desafios e as oportunidades do contexto atual. E que também destacam a importância da alegria.

Em artigo publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos, o padre vicentino Eliseu Wisniewski, mestre e doutorando em Teologia e presbítero da Congregação da Missão Província do Sul, explica a santidade precisa ser compreendida como um programa de vida, que acontece no dia a dia, com pessoas de carne e osso.

No documento, Papa Francisco afirma que a santidade é o rosto mais belo da Igreja. E esta beleza está ligada ao fato de que todas as pessoas podem vivenciá-la, de diferentes maneiras. “(...) o que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «sede santos, porque Eu sou santo» ( Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho»” (nº 10).

Com essa afirmação, o Sumo Pontífice deixa claro que não só os católicos, mas toda a humanidade é destinada a ser Povo de Deus. Não se trata de um privilégio, mas sim um convite, acessível e próximo da realidade.

Como sintetiza Pe. Eliseu, com base na Exortação Apostólica: “Pertencendo à família divina e entendendo-nos como frutos do amor ilimitado da Trindade, nascidos do amor de Deus e predestinados ao amor, recebemos a missão de comunicar esse amor aos demais homens e mulheres pelo testemunho, através do próprio modo de viver, através do amor e da caridade. A santidade não é nada mais do que a ‘caridade plenamente vivida’ (n. 21)”. E essa característica pode ser percebida na relação com a família, no posicionamento frente aos desafios que nos cercam, na compaixão com o próximo, nas iniciativas que semeiam a paz, entre outras possibilidades.

Clique aqui para ver o documento completo.

Saiba mais: Alegria é tema de reportagem gravada na FAVI

A Faculdade Vicentina busca a promoção integral do ser humano, por meio da educação superior de qualidade. Para isso, conta com uma equipe de professores mestres e doutores, profissionais competentes e alunos dedicados. E para compreender quais aspectos são mais valorizados na formação e no cotidiano da instituição, a FAVI pediu que alunos da pós-graduação que concluíram seus estudos neste ano fizessem um relato sobre suas experiências.

Currículo dos cursos, estrutura e ambiente acolhedor

As estruturas curriculares dos cursos oferecidos logo chamaram a atenção de Cleverson Leandro da Silva, professor de 38 anos que ingressou na especialização em Bíblia 1, com ênfase em Jesus Cristo, em 2012. E, recentemente, terminou a especialização em Bíblia 2, com foco no Antigo Testamento. “Minha experiência na FAVI foi ótima, tanto é que, na minha segunda pós-graduação na instituição, convidei minha esposa e cursamos juntos o curso de Bíblia. Difícil é dizer o que mais gostei na FAVI, pois são muitos os pontos positivos: o ambiente gostoso e acolhedor, o nível de formação dos professores, a estrutura da instituição, a assessoria da coordenação, a rica biblioteca, o bom atendimento e atenção de todos os funcionários, as boas amizades que fiz no curso e, sobretudo, o ensino sempre focado na vivência cristã”, conta.

Cleverson afirma que tem a intenção de continuar estudando e que a Faculdade Vicentina contribui com a sociedade, preparando as pessoas para a vida. “Os cursos que fiz na instituição me proporcionaram entender, pelo uso da razão, a minha fé. Ajudaram a sistematizar o que já trazia no coração”, reconhece o aluno.

Ampliação do campo de visão e amadurecimento

IMG 8596O seminarista Fernando Sales da Silva, de 29 anos, classifica sua experiência na FAVI como excelente. “Os professores são ótimos. O clima fraterno, a amizade entre os alunos e a atenção dos colaboradores fazem a diferença”, declara.

Fernando começou a pós-graduação em Espiritualidade em 2015 e destaca como pontos positivos: a grade curricular, o bom atendimento e a atenção recebida quando precisou de informações. Sobre o conteúdo, ele avalia que “amplia o campo de visão, fornecendo condições de refletir sobre as diversas teorias, possibilitando assim uma nova prática pastoral, também um processo de amadurecimento espiritual”.

Experiência de vida transformadora

Por intermédio de colegas da Congregação das Irmãs da Divina Providência, Ir. Maria José de Lima conheceu a Faculdade Vicentina e ingressou na pós-graduação em Espiritualidade, em 2016, interessada nas disciplinas que compõem o curso.

Hoje, com 58 anos de idade e toda a experiência como agente de Pastoral, pode afirmar que o curso fez diferença em sua vida: “me ajudou a querer continuar aprofundando temas relacionados à espiritualidade e à Bíblia. A experiência de vida de alguns professores, testemunho de compromisso com o projeto de Jesus Cristo, me edificaram”.

No decorrer dos módulos, além dos conteúdos, Ir. Maria José também passou a valorizar a preparação das aulas, o ambiente harmonioso e familiar, o relacionamento entre os alunos e os professores e funcionários, a biblioteca e o fácil acesso aos livros necessários. “O curso é muito bom pelo seu conteúdo e possibilita aprofundamento dos temas, pela bibliografia oferecida. Amplia os conhecimentos para o trabalho, seja na Pastoral ou na Congregação, como também para o crescimento pessoal”.

Conteúdo diversificado, aspecto humano e práticaGladis na Biblioteca1

Para Ir. Francisca Machado Sombrio, de 59 anos, que também atua no serviço pastoral, a possibilidade de aliar teoria e prática foi um ponto essencial para sua escolha pela especialização em Espiritualidade. “Chamou-me a atenção o conteúdo programático tão diversificado, dando a entender que possibilitaria um amplo conhecimento da espiritualidade. Isso me fez perceber que se tratava do curso que desejava fazer, pois me ajudaria a compreender melhor os diferentes aspectos da espiritualidade e, consequentemente, colocar em prática na minha vida e missão. (...) Com certeza, indico o curso para outras pessoas consagradas ou leigas, pois ele é de grande importância para quem deseja aprofundar seus conhecimentos teóricos e fortalece para a vivência pessoal da espiritualidade”.

“Com conteúdos muito próprios e professores competentes, diálogos e leituras, o curso possibilitou ampliar meus conhecimentos na área da Teologia, principalmente no aspecto da Espiritualidade. Fortaleceu minha própria experiência pessoal da espiritualidade cristã, dando mais fundamento para minha Vida Consagrada e missão”, relata a religiosa.

Ir. Francisca também destaca a compreensão e o apoio da coordenação aos participantes de outros estados e aos alunos muito ocupados, com atendimento personalizado e envio frequente de recados e recomendações. “Percebi se tratar de uma faculdade que não perde sua qualidade, tendo bastante presente o lado humano do aluno, pois cada aluno tem seu interesse em fazer o curso. Tanto com os professores, como com os colegas, o clima foi de muita fraternidade”, explica.

Por que estudar na Faculdade Vicentina?

Aluna da Faculdade Vicentina desde 2009, Celsita Maria Graciela Diaz Stete já concluiu a graduação em Teologia e quatro cursos de pós-graduação. Em 2018, iniciou a quinta especialização na FAVI. Conheça um pouco desta história de amor ao conhecimento:



Depois de uma trajetória profissional bem-sucedida, Celsita decidiu estudar uma área que a interessava desde a infância. Neste vídeo, ela conta quais são as razões que a fazem escolher a Faculdade Vicentina e desejar continuar os estudos.



Fotos: Geovanni C. De Luca e arquivo da FAVI

No diálogo Górgias, escrito por Platão, é possível encontrar uma anedota que passa quase despercebida aos olhos do leitor apressado. Cálicles e Sócrates, personagens do diálogo, discutem a respeito da importância da Filosofia, quando o primeiro aconselha Sócrates a abandonar a atividade filosófica, alegando que ela não oferece nada de útil à sociedade: não constrói casas, não gera riquezas, não salva vidas. “Se prosseguir filosofando até uma idade avançada, forçosamente ficará ignorando tudo o que realmente importa conhecer [...] é procedimento ridículo, indigno de homens e merecedor de açoites. É precisamente isso que se dá comigo com relação aos que se dedicam à Filosofia”, argumenta ele.

Na linguagem habermasiana, Cálicles representa os ideais tecnocratas daqueles que desejam silenciar a atividade filosófica, em favor de uma agenda mais positivista, alimentada pela lógica capitalista que transforma saberes em produtos, disponibilizando-os para aquisição no Mercado. Para eles, os homens deveriam se dedicar à atividades “mais importantes”, aquelas que podem, de forma pragmática, contribuir com o tão desejado desenvolvimento social, fomentando o progresso da humanidade. Sócrates, o interlocutor que não se deixa ludibriar pela argumentação astuta e revestida de boas intenções, explica para o amigo que deixar de filosofar é simplesmente impossível, porque é impossível deixar de se espantar com a existência. A Filosofia nasce e se renova no embate do homem frente ao mundo, e isso não se pode silenciar: matar a filosofia significa matar o próprio homem.

Resgatando uma moldura típica do Regime Militar, no Brasil tramitam propostas legislativas que pretendem excluir a oferta de cursos da área de Ciências Humanas nas Universidades Federais. Seria essa a forma do progresso? No âmbito Federal, em nome de um projeto de modernização, a Reforma do Ensino Médio eliminou as disciplinas de Filosofia e de Sociologia da grade curricular obrigatória; agora elas são optativas. Lamentavelmente, chamam isso de autonomia.

A nova ordem econômica é enxugar gastos, e a Filosofia não está a salvo dessa exigência. Como se fosse possível formar bons cidadãos e cientistas competentes sem recorrer aos pressupostos filosóficos que servem de suporte fundamental para a própria ciência. A Biologia e a Medicina precisam da Filosofia para problematizar o mistério da vida; o mesmo se passa com a Física e a Química que necessitam da Filosofia para levantar questões acerca da origem da matéria. A Filosofia é indispensável para a formação intelectual alicerçada em valores republicanos, acreditar no contrário seria um erro absurdo. Fazendo coro as sábias palavras de Cassirer: “A filosofia não se separa da ciência natural, da história, da ciência do direito e da política, mas, de certo modo, constitui para todas elas a respiração vivificante, a única atmosfera na qual podem existir e atuar".

Ainda que as articulações políticas e as convulsões súbitas pareçam ameaçar a tranquilidade da reflexão filosófica, elas são, na verdade, estertores de uma realidade que está prestes a morrer, e que, por reconhecer essa inevitável fatalidade, revoltam-se mais ferozmente contra a Filosofia. Por tudo isso, mais do que nunca: Sapere Aude!

Artigo de Edimar Brígido - Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professor da Faculdade Vicentina.

Acesse o texto em PDF.

Durante o recesso da Semana Santa de 2018, integrantes da comunidade acadêmica da Faculdade Vicentina participaram de atividades missionárias em suas comunidades e em outras cidades. Um grupo de seminaristas vicentinos escreveu um relato sobre a importância desta experiência.

Confira o texto abaixo:

“A Faculdade Vicentina (FAVI) fecha suas portas durante a Semana Santa, apoiando as missões, incentivando seus estudantes a abrirem suas portas e lançarem-se ao encontro daqueles que mais precisam, num verdadeiro espírito de missão.

Na Semana Santa de 2018, um grupo formado por 12 estudantes de Filosofia e uma funcionária da FAVI foram enviados para a missão em Catanduvas do Sul e Prudentópolis. Para Catanduvas do Sul, comunidade polonesa que mantém viva as tradições dos seus antepassados, foram os estudantes Marlon e Patrick (3º e 1º anos, respectivamente).

O restante do grupo foi para o interior da cidade de Prudentópolis, em dois setores: Jaciaba e Lageado Raso, ambas regiões de pequenos produtores rurais poloneses e ucranianos.

Nos setores, os missionários foram subdivididos da seguinte forma:

Setor Jaciaba: Alisson (3º) e Gabriel (1°) em Rio Belo; Djony (3º) e Juliano (1º) em Marrecas de Cima; e Janaína e Júlio (3º) em Jaciaba.

Setor Lageado Raso: Fernando (1º) e Matheus (3º) em Macacos; Igor (1º) e Pedro (3º) em Lageado Raso e Leonardo (3º) em Vitorino.

Foram realizadas bênçãos de casas, celebrações da Palavra, encontro de casais, encontro de jovens, encontro com crianças, conversas e aconselhamentos, bem como a convivência e a vivência da realidade de cada comunidade. Foi um momento de autoconhecimento, de dedicação ao próximo, aprendizado e discernimento vocacional”. 

Colaboração (texto e fotos): seminaristas vicentinos

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